Metodologia

Governança Automatizada

Como as análises do AFOS são geradas — regras em código, não em humanos

Duas formas de interagir com a plataforma hospedada

AFOS Analytics tem dois caminhos distintos de interação com a instância em afos-analytics.com. Essa separação é o que permite o projeto ser open-source verdadeiro no código enquanto mantém qualidade auditável na plataforma hospedada.

CaminhoO que éEnvolvimento AFOSRegras
🍴 ForkVocê copia o código e roda sua versãoZeroSó Apache 2.0 (atribuição, NOTICE file, sem uso da marca AFOS)
🔌 Country OnboardingVocê contribui configuração que onboarda um novo país na plataforma hospedadaRevisão técnica do PR, uma vezRegras de integridade em código — aplicadas automaticamente

Melhorias no código em si (bugs, features, novos validadores) seguem o fluxo padrão de open-source via CONTRIBUTING.md — nada de especial, é só um PR.

Fork (Apache 2.0 puro)

O código do AFOS é licenciado Apache 2.0. Qualquer pessoa pode forkar, modificar, operar uma instância própria, trocar o prompt, remover regras, mudar fontes, usar comercialmente. Isso não é bug — é o contrato do open-source sério.

Responsabilidade do forker: tudo. Se você forkar e publicar análises enviesadas, isso é sua operação, não do AFOS. Se sua instância cair, é sua. Se você monetizar, é seu direito. As únicas obrigações são as da licença Apache 2.0 (atribuição no NOTICE, citar copyright original) e da nossa política de trademark — o código é livre, mas o nome "AFOS Analytics" e o logo são marcas registradas. Forks operam sob nome próprio.

Esse modelo tem precedente: Linux kernel, PostgreSQL, React, Kubernetes — todos permitem forks e nenhum se responsabiliza pelo que acontece em instâncias terceiras. AFOS segue a mesma lógica.

Por que forks fortalecem o AFOS em vez de enfraquecer

Forks não são ameaça — são validação. Se alguém encontra valor suficiente no AFOS para replicar, isso prova que o método funciona. PostgreSQL se beneficia da existência de Supabase, Neon, Aiven; Linux se beneficia de Red Hat, Ubuntu, SUSE; React se beneficia de Next.js, Remix. Cada fork comercial bem-sucedido amplia o mercado do upstream, não substitui.

O moat real do AFOS não está no código (que é livre por design). Está em:

Nada disso é forkável. É exatamente por isso que o AFOS pode ser 100% open-source sem medo.

Country Onboarding (contribuição de configuração)

Se você quer ajudar a expandir a plataforma hospedada do AFOS para novos países, contribui com Country Onboarding. É uma configuração, não trabalho editorial diário.

O que você envia em um PR:

O que você NÃO envia: análises escritas. A plataforma gera as análises diárias automaticamente usando sua configuração + pipeline + regras de integridade. Contribua uma vez, impacto permanente.

Guia técnico passo-a-passo: docs/platform/add-your-country.md — ~2 horas de trabalho, 1 PR.

Plataforma hospedada (governança em código)

A instância em afos-analytics.com é operada pelo AFOS. Análises publicadas sob a marca AFOS carregam nossa responsabilidade. A governança aqui é aplicada em código, não por editores humanos revisando cada análise.

Três razões técnicas para isso:

  1. Consistência. Regras em código aplicam-se identicamente a 100 análises ou 100.000. Revisor humano varia por dia, humor, contexto.
  2. Escala. 1 editor humano ≈ 10 análises/dia no limite. 1 pipeline ≈ infinitas. Queremos o segundo.
  3. Auditabilidade. Regras em código vivem em git history, versionáveis, diff-áveis. Decisões editoriais humanas vivem na cabeça do revisor.

Os validadores automáticos

Antes de publicar qualquer análise, o pipeline roda validadores. Se algum falhar, a análise não publica até a causa ser corrigida:

ValidadorO que checaAção em falha
Regra de 2 fontesToda alegação factual cita ≥ 2 fontes independentesBloqueia publicação, regera
Detector de adjetivos partidáriosScan de blocklist ("autoritário", "corrupto", "salvador"...)Bloqueia, regera sem o termo
Verificador de simetriaFORTES e FRACOS têm profundidade comparável (ratio de caracteres, número de bullets)Bloqueia se ratio fora da faixa
Triangulação cruzadaAnálise referencia ≥ 2 dos 3 vetores (mercado, pesquisas, notícias)Bloqueia, exige citação explícita
Frescor de dadosDados ingeridos ≤ 48hAborta pipeline se dados obsoletos

Regras no prompt (calibração do LLM)

O prompt do LLM que gera análises inclui explicitamente: "não use adjetivos partidários", "atribua motivações apenas quando documentadas", "sinalize quando fontes divergirem em vez de fabricar certeza". Essa calibração é versionada em git — veja lib/ai/prompts.ts — qualquer mudança passa por PR revisado.

As 3 exceções honestas onde humano intervém

Transparência exige nomear os ~5% dos casos onde humano é inescapável:

  1. Source drift. Um instituto para de publicar, um site muda URL, um evento Polymarket resolve. Pipeline sinaliza via monitoria; mantenedor atualiza a configuração do país.
  2. Bypass de validador. Caso raro em que a análise gerada passa em todos os validadores mas contém erro factual ou viés sutil. Leitor reporta via GitHub issue; mantenedor investiga e corrige (ajustando prompt ou configuração, não editando a análise individual).
  3. Emergência legal ou ética. Risco de difamação, violação de lei eleitoral, tentativa coordenada de manipulação. Canal: contact@afos-analytics.com. Take-down é possível e documentado em log público de incidentes.

Essas exceções são o caso raro. O caso normal é pipeline rodando autônomo 24/7.

Por que "zero-touch" é diferencial, não limitação

Jornais tradicionais vendem "julgamento editorial humano" como qualidade. AFOS inverte: regras em código são mais honestas porque:

Como contribuir

O nome do jogo é APIs conectadas + regras em código + mínima intervenção humana. É assim que o AFOS escala do Laboratório Brasil para dezenas de países sem virar newsroom.