O Método
Como funciona AFOS Analytics
Guia didático para navegação na plataforma
Introdução, Por que o AFOS existe
Todo dia você abre um jornal e lê "Pesquisa X diz que candidato Y tem 37%". Em outro, lê "32%". Qual acreditar?
O problema: pesquisas eleitorais medem intenção declarada, o que a pessoa diz que vai fazer. Mas intenção muda, pesquisa tem viés, e no Brasil já deu errado várias vezes (2018 e 2022 tiveram surpresas grandes).
A solução do AFOS: em vez de confiar em UMA fonte, a plataforma cruza três fontes independentes em tempo real:
| Fonte | O que mede | Por que importa |
|---|---|---|
| 🎯 Mercado de previsão, apostas (Polymarket) | Onde gente real aposta dinheiro real em quem vai ganhar | Quando alguém arrisca US$ 10.000, não mente por vaidade |
| 📊 Institutos de pesquisa (17+ no Brasil, Datafolha, Quaest, AtlasIntel, Paraná Pesquisas, CNT/MDA, Veritá e outros) | Intenção declarada em amostras | Captura o sentimento do eleitorado tradicional |
| 📰 Notícias ao vivo (400+ fontes via Google News, grandes portais, agências) | Narrativa do momento | Explica por que os números mudaram |
Quando essas três fontes concordam, a previsão é robusta. Quando divergem, é sinal de que algo está em movimento, e isso é informação valiosíssima.
Como os dados são cruzados (o método)
O AFOS não faz estatística formal (regressão, modelos bayesianos). Faz algo diferente e mais útil no dia a dia: um cruzamento narrativo estruturado com regras explícitas.
Regra de ouro: convergência vs divergência
Para cada pergunta importante (ex: "quem ganha o 1º turno?"), a plataforma compara os valores das 3 fontes:
| Situação | Interpretação |
|---|---|
| Diferença Polymarket × Pesquisa ≤ 3pp | Convergência, sinal robusto, consenso |
| Diferença entre 3-5pp | Zona neutra, tensão leve |
| Diferença > 5pp | Divergência, algo está mudando, uma das fontes vê o que a outra não vê |
O ouro está na divergência
Quando Polymarket e pesquisa divergem, investiga-se o porquê:
- Pesquisa acima, mercado abaixo → ou a pesquisa está desatualizada/enviesada, ou o mercado sabe de algo (operação iminente, escândalo vazando)
- Mercado acima, pesquisa abaixo → ou o mercado antecipa virada, ou é especulação com pouco volume
Exemplo real, o salto e o recuo do Candidato D
O Candidato D (governador regional) saltou no Polymarket "3º lugar" de 8.5% para 19.5% (↑11pp em 24h).
- Pesquisas ainda não tinham captado
- Notícias mencionavam: "Candidato D pode ser vice do Candidato B"
- Leitura AFOS: o dinheiro viu antes que a pesquisa
O Candidato D caiu para 19% (↓0.5pp) e o presidencial regrediu para 2.25% (↓0.85pp).
- Mercado desinflou a aposta
- A articulação provavelmente não se concretizou
- Quem apostou rápido demais, perdeu
Quem lê AFOS diariamente chega antes na conclusão, porque vê o movimento enquanto ele acontece, não depois.
Entendendo as variações ↑↓pp
"pp" = ponto percentual. É a diferença entre dois percentuais. Diferente de "percentual".
Exemplo: o Candidato A tinha 40%, hoje tem 42%. Subiu 2 pontos percentuais (2pp). Em termos relativos, é crescimento de 5% (2 em cima de 40).
Por que variações pequenas importam
1. Liquidez: o Polymarket presidencial tem US$ 54 milhões em jogo. Uma mudança de 0.8pp significa que cerca de US$ 432 mil líquidos foram reprecificados. Não é opinião, é compromisso financeiro real.
2. Velocidade: 0.8pp em 1 dia parece pouco. Se sustentar o ritmo: 5.6pp por semana; 24pp por mês; reversão completa em 5 meses. Movimento pequeno e persistente vence movimento grande e isolado.
3. Antecipação: quando o mercado move, ele move antes do consenso dos jornais. 48 horas depois, você vai ler analistas dizendo o que o mercado já disse.
Tabela de interpretação
| Variação | O que significa | O que fazer |
|---|---|---|
| ±0.0 a ±0.3pp | Ruído de mercado | Ignorar |
| ±0.4 a ±1.0pp | Movimento leve, direção nascendo | Observar se persiste 2-3 dias |
| ±1.0 a ±3.0pp | Movimento significativo | Investigar notícias do dia |
| ±3.0 a ±5.0pp | Salto, algo grande aconteceu | Prioridade máxima |
| ±5.0pp+ | Evento disruptivo | Reler todo o cenário |
Regra mental em uma frase: "Um movimento de 1pp é um tweet. 3pp é uma entrevista. 5pp+ é um fato consumado."
Navegando a plataforma
A partir daqui, vamos percorrer a plataforma na ordem em que você a encontra ao abrir o site.
A página inicial (landing)
Ao abrir afos-analytics.com, você cai na página inicial, a porta de entrada pública. Ela reúne, num só lugar, tudo que orienta o visitante antes de entrar no dashboard:
- Barra do topo (testeira), o logo AFOS Analytics + atalhos diretos para Daily · Tradeoff · Global, seletor de idioma (PT/EN/ES), botão de tema (claro/escuro) e o botão Dashboard para entrar na aplicação.
- Selo do topo, logo abaixo da testeira, uma pílula clicável Harvard Dataverse · DOI que leva ao depósito acadêmico permanente e citável do dataset do Brasil 2026 (DOI 10.7910/DVN/2D0UK7).
- Resumo do que a AFOS faz e estatísticas ao vivo (países monitorados, institutos de pesquisa, frequência de atualização dos mercados).
- "Nossas análises", grid com os quatro atalhos principais: O Método (este guia), AFOS Daily, AFOS Tradeoff e AFOS Global.
- Cobertura global, faixa com as eleições monitoradas (Brasil, França, Alemanha, Reino Unido, Canadá e mais).
- Cadastro por e-mail, o bloco "receba análises semanais no seu e-mail": campo de e-mail + consentimento opt-in (você marca a caixa) para receber alertas, resumos e comunicações. Sem spam, cancele quando quiser. Logo após confirmar, uma tela de boas-vindas deixa você escolher o idioma em que quer receber (Português, English ou Español), e essa preferência define o idioma dos seus e-mails do Daily e do Tradeoff.
- Rodapé enxuto, o nome da plataforma, uma linha de descrição, o disclaimer (não-afiliação ao Polymarket) e uma fileira de ícones: Dashboard + GitHub, LinkedIn, X, Bluesky, Product Hunt, 🤗 Hugging Face e 🏛️ Harvard Dataverse. (O rodapé completo de quatro blocos, com listas detalhadas, é o do dashboard e das demais páginas, descrito na seção 14.)
1. Header (topo da página)
No topo da tela você vê o logo AFOS Analytics e três botões de navegação:
| Botão | O que faz |
|---|---|
| Sobre | Explica a missão do projeto, o problema que resolve e o método |
| Metas | Mostra os objetivos públicos da plataforma (cobertura de países, integração de fontes, roadmap) |
| Global | Volta ao mapa mundial, útil quando você está no meio de uma análise e quer explorar outro país |
O header está presente em todas as páginas. É a âncora da navegação.
Clicar em Sobre abre uma janela com 4 blocos: Quem somos (descrição da plataforma e fontes), Para que serve (perguntas que ajuda a responder), Como usar (perfis sugeridos: eleitor, investidor, jornalista) e O que significa AFOS (sigla A-F-O-S: Astuteness, Fairness, Objectivity, Synthesis, os 4 valores que guiam o projeto).
O modelo open-source é declarado: qualquer pessoa pode estudar, auditar e contribuir. Detalhes de licenciamento (Apache 2.0 para código, CC BY 4.0 para conteúdo editorial) ficam no rodapé de todas as páginas e na página de Termos de Uso.
Clicar em Metas abre o documento estratégico do projeto: a tese central (informação política como infraestrutura global), o impacto pretendido em três dimensões (econômica, institucional, educacional) e o roadmap de cobertura por país.
Aqui você encontra o "porquê" do projeto: qual problema estrutural resolve, qual valor entrega para investidores institucionais, governos, jornalistas e cidadãos. É a página mais densa institucionalmente, recomendada para quem está avaliando a plataforma como parceira ou referência analítica.
Clicar em Global abre o mapa-múndi interativo das eleições nacionais previstas para 2026 e anos seguintes. Cada país com eleição registrada aparece em destaque, com volume de mercado em Polymarket (quando disponível) e candidato favorito segundo as odds.
Atualmente, 15 países são monitorados, com foco em América Latina (Brasil, México, Colômbia, Chile, Peru) e países-chave globais (EUA, França, Reino Unido). Para cada um, o card exibe data da eleição, principais candidatos, e link para ficha detalhada.
É a porta de entrada para a expansão internacional da plataforma. Se você está acompanhando uma eleição específica, o mapa global é o atalho mais rápido para mudar de contexto sem precisar voltar à home.
Esse modal é só a camada ao vivo. A página AFOS Global também reúne os casos validados (eleições já apuradas, com mercado × pesquisa cruzados contra o resultado real), detalhados no bloco AFOS Global, o Método no Mundo deste guia.
Durante a navegação, quem ainda não assinou pode ver um convite discreto para receber o AFOS Daily e o Tradeoff por e-mail. Ele não é um modal do header (não abre por clique): aparece sozinho e é totalmente opcional, o dashboard inteiro continua 100% grátis e sem login.
Comportamento respeitoso: só aparece após cerca de 30 segundos na página e algum scroll (nunca de cara); fecha no X ou clicando fora; não reaparece na mesma sessão; e há um limite de 3 aparições no total, depois disso nunca mais. Quem assina deixa de vê-lo para sempre.
Privacidade: o e-mail serve só para enviar as sínteses, e o cancelamento é com um clique a qualquer momento (LGPD).
2. AFOS Daily, Síntese do Dia
Logo abaixo do header aparece o card AFOS Daily: um bloco azul claro com a data de hoje, um trecho da síntese narrativa do dia (até 2 linhas) e um botão "Ler síntese →".
É a única peça do dashboard que não é dado bruto, é uma narrativa curada (~700 palavras, 4 minutos de leitura) cruzando os três sinais (mercado, pesquisa, notícia) com link inline para cada alegação. Publicada uma vez por dia, ao final do dia.
Estrutura fixa: lede de 2-3 linhas com 3 movimentos-chave + 4 seções numeradas (Mercado de previsão, O que os institutos registraram, O que a imprensa cobriu, Divergências do dia) + síntese final em 3 bullets.
Regras editoriais: cada alegação com link inline para a fonte (mínimo 1 link por parágrafo substantivo); zero adjetivos partidários; tom observacional ("o mercado precificou", "a pesquisa registrou"); datas sempre explícitas (nunca "ontem"); variações ↑↓pp citadas.
Permalink permanente: cada dia tem URL própria (/daily/2026-04-28). Permite citar e linkar uma síntese específica em redes sociais, reportagens ou relatórios.
Arquivo de edições: a página /daily lista todas as edições publicadas, agrupadas por mês e com a mais recente em destaque, com um seletor para ir direto a uma data e os mesmos seletores de idioma (PT · EN · ES) e tema (claro / Sapphire Blue). Dentro de cada síntese, os botões "← Síntese anterior" e "Próxima síntese →" e o link "Todas as edições" levam ao arquivo.
3 idiomas: PT-BR · EN · ES. Trocar de idioma preserva a data sendo lida. Termos políticos brasileiros sem tradução direta (TSE, STF, BolsoMaster, lideranças envelhecidas, etc.) ficam em português com link inline para o glossário que explica nos 3 idiomas.
Tema visual: toggle no canto superior direito alterna entre tema claro (padrão) e Sapphire Blue (fundo azul escuro com texto claro, ideal para leitura noturna).
Validação: a feature passou por um piloto público de 7 dias (22-28 de abril/2026) com decisão GO/NO-GO no último dia. Aprovada como feature permanente.
Quando vale ler: quando você quer entender por quê os números do dashboard mexeram, não apenas quanto. O dashboard mostra a foto do dia; o AFOS Daily explica a história, com fontes auditáveis para você verificar cada passo.
AFOS Tradeoff, Brief Técnico Semanal
Se o AFOS Daily é a leitura de todo dia, o AFOS Tradeoff é o aprofundamento semanal: um brief técnico publicado toda segunda-feira, cobrindo a semana que passou. É voltado ao leitor profissional de mercado (research, mesa institucional, tesouraria, buy-side), com foco em pricing e divergência, não em narrativa.
Enquanto o Daily conta a história do dia, o Tradeoff mede a variação da semana (Δ semana) a partir de snapshots persistidos e organiza tudo em estrutura fixa de leitura rápida para quem precisa de sinal acionável.
Cadência: semanal, publicado às segundas, cobrindo a semana anterior (cada edição traz número sequencial, ex.: Edição №2).
Estrutura fixa (9 blocos): resumo executivo (3 cards de métrica), "Por que o AFOS não suaviza" (por que a média ponderada apaga sinal), 3 cenários ponderados (base / contrário ao pricing / cauda), grade de indicadores, liquidez e estrutura de mercado, calendário de pesquisas, watch list de gatilhos, metodologia e leitura macro complementar.
Δ semana: cada contrato mostra preço atual, variação na semana e volume USD acumulado, calculados sobre snapshots diários persistidos, não estimativas.
Tom técnico: sem floreio jornalístico, sem adjetivos partidários e sem recomendação de investimento (cada edição traz aviso financeiro fixo). Volume USD é citado como contexto de "dinheiro real"; liquidez de book não é usada como sinal editorial.
3 idiomas, permalink e arquivo: PT-BR · EN · ES, cada edição com URL própria (/tradeoff/2026-06-01). A página /tradeoff é o arquivo de edições: lista todas (por número e semana), com a mais recente em destaque e seletores de idioma e tema (claro / Sapphire Blue). Dentro de cada edição, os botões de navegação e o link "Todas as edições" levam ao arquivo.
Quando vale ler: quando você quer a leitura da semana em vez da foto do dia, onde o mercado lidera ou atrasa em relação à pesquisa, o que mudou de fato e o que é ruído. O Daily é o pulso diário; o Tradeoff é o raio-X semanal.
AFOS Global, o Método no Mundo
Se o Daily e o Tradeoff leem o Brasil de hoje, o AFOS Global mostra que a mesma leitura vale em qualquer eleição. A página Global tem duas camadas. No topo, os Casos validados: eleições já realizadas, em que cruzamos o mercado de previsão com as pesquisas e conferimos contra o que de fato aconteceu nas urnas. Abaixo, o Ao vivo: o mapa de odds das eleições em andamento, só com a precificação de mercado, sem a camada de pesquisa e divergência.
Por que os casos validados importam: eles são a prova do método. Numa eleição já apurada dá para ver, em retrospecto, quando o mercado enxergou o que a pesquisa não viu e quando o mercado errou. Hoje são seis: Brasil, Peru, Colômbia, Chile, Alemanha e Canadá, da América à Europa.
O número do mercado é a probabilidade de vencer a eleição. O número da pesquisa é a fatia de intenção de voto, em geral do 1º turno. São eixos diferentes, e é exatamente aí que mora o sinal, não num erro de medição.
Chile 2025: as pesquisas davam Jeannette Jara à frente no 1º turno (cerca de 26%), enquanto o mercado precificava José Antonio Kast em torno de 66% de chance de vencer. A pesquisa media o voto de 1º turno; o mercado já lia o desfecho, antecipando a união da direita no 2º turno. Kast venceu o segundo turno com 58%. A divergência de +45pp na linha dele não foi erro de pesquisa, foi o sinal.
Cada caso validado abre em duas telas complementares:
- Página do país traz a Análise de divergência: uma tabela candidato a candidato com três colunas, Pesquisa (fatia de voto), Mercado (probabilidade de vencer) e Divergência (a diferença em pontos percentuais). Quando um número merece ressalva, a própria tabela anota em vez de esconder. No Peru, por exemplo, o 31,6% de Carlos Álvarez foi um pico de um dia num mercado de baixa atividade, e está marcado como tal.
- Página da eleição mostra o card "Quem vence?": a foto do mercado no dia da eleição (pré-resultado, com o mercado já encerrado) e o volume acumulado em dólares, a mesma leitura de "dinheiro real" do dashboard brasileiro.
Na prática, a tabela de divergência do Chile fica assim:
| Candidato | Pesquisa | Mercado | Divergência |
|---|---|---|---|
| José Antonio Kast (venceu) | 21% | 66% | +45pp |
| Jeannette Jara | 26% | 16.2% | -9.8pp |
| Evelyn Matthei | 14% | 5.8% | -8.2pp |
O vencedor é justamente o nome que o mercado mais sobreprecificava em relação à pesquisa. Esse é o padrão que o AFOS persegue: a divergência como sinal, não como ruído.
Dados abertos: cada caso validado tem um dataset público no Hugging Face, sob licença CC BY 4.0, com as pesquisas, as odds e a divergência calculada. Qualquer pessoa pode auditar ou reproduzir a análise.
Por que cobrir o mundo: onde houver eleição, existe sinal. O mesmo método aplicado da América à Europa mostra que a leitura não é um acaso brasileiro, é estrutural.
Contexto estrutural, a moldura do país
Abaixo dos sinais eleitorais, cada caso validado e o dashboard do Brasil trazem um bloco de Contexto estrutural: indicadores oficiais e abertos do Banco Mundial que enquadram o país ao lado do sinal de mercado, não como previsor dele. São três grupos: Governança (seis Worldwide Governance Indicators, escala 0 a 100: estabilidade política, voz e democracia, estado de direito, efetividade do governo, qualidade regulatória, controle de corrupção), Economia (população, PIB, PIB per capita, inflação) e Educação (gasto público em educação e expectativa de anos de escola). São indicadores anuais e estruturais, mudam devagar e não preveem o resultado eleitoral, servem de pano de fundo para a leitura. Fonte: World Bank (WGI via Data360 e WDI v2), aberta e citável.
O grafo do cruzamento, o método virou um mapa navegável
Em cada caso validado e, sobretudo, no dashboard do Brasil, o cruzamento ganhou um grafo força-dirigido no estilo do Obsidian. A eleição fica no centro, cercada pelos quatro pilares (mercados, pesquisas, imprensa e contexto estrutural). A estrela é a divergência: cada candidato é ligado por uma linha fina, colorida pela magnitude (vermelho = alta, amarelo = média, verde = convergência), com o Δpp escrito sobre a própria linha. Nos casos validados um nó de "Resultado real" aponta em verde para quem de fato venceu; as bolas dos candidatos usam as cores partidárias.
No dashboard, o grafo é o cérebro navegável da plataforma. Passe o mouse num nó e ele e suas conexões acendem em azul; clique e cada bola leva ao seu destino: os nós de dado abrem a pasta correspondente no dataset aberto no Hugging Face, os de contexto rolam para o card de contexto da página, e os atalhos levam aos produtos (Daily, Tradeoff, Global, White Paper, Governança), às seções do painel e ao Harvard Dataverse (coleção + DOI). É o método inteiro, dado aberto, eleição viva e plataforma, num só mapa, em três idiomas.
3. Os 6 Cards Polymarket, Painel instantâneo
Logo após o header, aparecem seis cards lado a lado resumindo os mercados mais importantes do Polymarket no momento. Cada card mostra um percentual (probabilidade precificada pelo mercado) com a variação em relação ao dia anterior (↑↓pp).
Mostra as probabilidades dos principais candidatos de ganhar no primeiro turno (>50% dos votos válidos, evitando 2º turno).
Exemplo hoje (19/Abr): Candidato B 39.6% × Candidato A 39.5% → empate técnico. Nenhum dos dois com chance real de vitória em 1º turno.
Como ler: se um candidato passa de 50%, o mercado acredita em vitória direta; abaixo disso, haverá 2º turno.
Mostra a probabilidade de cada candidato ser o vice-líder (chegar ao 2º turno em segunda posição).
Exemplo hoje: Candidato B 66.5% (↑0.5pp) × Candidato A 17% (↑1pp) × Candidato C 6.7%.
Como ler: esse mercado consolida o cenário de 2º turno. Se o Candidato B lidera com 66.5%, significa que o dinheiro vê quase certo que ele disputa o 2º turno, independentemente de quem enfrentar.
Mostra os favoritos a ficarem em 3ª posição, ou seja, fora do 2º turno, mas com influência decisiva (transferem votos).
Exemplo hoje: Candidato C 32% × Candidato D 19% × Candidato F 3.95%.
Como ler: esse é o termômetro da 3ª via. Quando um nome sobe forte aqui (como o Candidato D subiu de 8.5% → 19.5% em 18/Abr), o mercado está precificando uma articulação política relevante.
Mostra a probabilidade de algum ministro do STF sofrer impeachment antes de 2027.
Exemplo hoje: 11.5% (↓1.5pp, caindo -4.5pp em 2 dias).
Como ler: esse número é o risco institucional precificado. Quando sobe, há tensão real entre Congresso e STF. Quando cai, o mercado acredita que o sistema "vai se acomodar".
Mostra a probabilidade de cada partido ganhar a maioria das cadeiras na eleição do Senado 2026.
Exemplo hoje: PL 76.5% (↓3pp) × MDB 10.5% × PSD 5.1% × União 3.1% × PT 2.4%.
Como ler: o Senado condiciona o próximo governo. Um presidente sem base no Senado governa pouco. Quando o PL cai (↓3pp), o mercado precifica um cenário diferente de 2022, onde o governo teve Senado adverso.
Mostra a probabilidade de em qual faixa a inflação anual de 2026 vai fechar.
Exemplo hoje: 5.00-5.49% tem 39.45% de probabilidade (↑2.75pp) × 4.50-4.99%: 33.75% × 4.00-4.49%: 9.45%.
Como ler: esse é o termômetro econômico. Inflação alta pressiona o governo, favorece oposição. Quando a faixa 5.00-5.49% dispara (↑2.75pp em 1 dia), o mercado está dizendo "esqueça inflação baixa", com consequência eleitoral direta.
4. Pesquisas Eleitorais
Abaixo dos cards Polymarket, você encontra a seção de pesquisas eleitorais.
Como as pesquisas chegam aqui
Todas as pesquisas registradas no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) são baixadas automaticamente todos os dias. A base conta com mais de 150 pesquisas indexadas e cresce com cerca de 2 a 4 novas pesquisas registradas por semana, ritmo que acelera à medida que o ciclo eleitoral avança.
Institutos monitorados
A plataforma acompanha 17+ institutos brasileiros. Os mais frequentes no último mês:
| Instituto | Pesquisas recentes | Amostra média |
|---|---|---|
| Paraná Pesquisas | 3 | 1.593 entrevistados |
| Datafolha | 2 | 1.513 |
| 100 Cidades | 2 | 1.400 |
| Instituto Piauiense | 2 | 800 |
| Veritá | 1 | 1.220 |
Saber não só o que as pesquisas dizem, mas o que vão dizer
Pela legislação brasileira, todo instituto é obrigado a registrar cada pesquisa no TSE antes de divulgá-la, com protocolo único, data do campo (quando está sendo aplicada), data prevista de publicação, tamanho da amostra e custo. Esse registro é público e fica disponível na base oficial do TSE no instante em que o instituto o envia.
É aí que a inteligência do AFOS entra: a plataforma roda ciclos automáticos de ingestão ao longo do dia consultando o TSE diretamente. Quando uma pesquisa nova é registrada na base oficial, em poucas horas ela já está processada, cruzada com Polymarket e exibida na sua tela, sem depender de jornalista cobrir ou de nota oficial do instituto.
O que você vê em cada pesquisa
- Instituto (ex: Paraná Pesquisas, Datafolha, Quaest)
- Protocolo TSE (identificador único, auditável)
- Campo: datas em que os entrevistadores estão coletando respostas
- Publicação prevista: quando o instituto vai divulgar o resultado
- Amostra: número de entrevistados
- Status: "publicada" (já saiu) ou "campo ativo" (ainda sendo aplicada)
Exemplo real hoje (19/Abr)
Paraná Pesquisas, nacional, campo 21-23/Abr (em andamento), publicação prevista 24/Abr, amostra 1.680
Você sabe com 5 dias de antecedência que na quinta-feira haverá uma pesquisa nacional da Paraná Pesquisas com quase 1.700 entrevistados.
Imprensa e analistas tradicionais só descobrem uma pesquisa quando o instituto divulga publicamente, e isso pode ser 5 a 10 dias depois do registro. O AFOS descobre no mesmo dia em que o registro entra no TSE, porque seus ciclos de ingestão operam automaticamente em intervalos de poucas horas. Isso transforma a lógica: você para de reagir a notícias e passa a antecipá-las.
Critérios de avaliação dos institutos
Além de listar as pesquisas, o AFOS exibe no dashboard um card chamado "Institutos Monitorados, Confiabilidade", onde cada instituto recebe uma classificação de 1 a 5 estrelas. Essa classificação serve como régua de peso editorial para ajudar o leitor a decidir quanto confiar quando duas pesquisas divergem.
Natureza da classificação: é uma avaliação editorial qualitativa, não um score calculado automaticamente. Reflete o consenso público do mercado eleitoral brasileiro (analistas, jornalistas especializados, literatura metodológica). Funciona como primeira aproximação honesta; a evolução para score quantitativo está no roadmap do AFOS pós-ciclo eleitoral.
Os 5 critérios considerados
| Critério | O que mede |
|---|---|
| Histórico de precisão | Quanto o instituto acertou em eleições passadas (dentro da margem declarada). Ex: MDA tem histórico robusto de acertos em ciclos anteriores. |
| Metodologia de coleta | Presencial (mais representativa), Online (viés digital), Telefônica (viés demográfico), Misto. Metodologia aparece entre parênteses no card: "(Presencial)", "(Online)", etc. |
| Tradição e tempo de mercado | Quantos ciclos eleitorais o instituto já cobriu. Tradição longa reduz risco de erro metodológico sistêmico. |
| Quem encomenda | Proxy indireto de exigência de qualidade. Pesquisas encomendadas por bancos, investidores ou grandes veículos tendem a ter rigor maior (custo típico R$100k-300k). |
| Frequência e abrangência | Quantas pesquisas publica, com que regularidade, e se cobre cenários nacionais, estaduais ou apenas locais. |
Escala de estrelas e interpretação
| Nível | Significado | Como ler as pesquisas desse instituto |
|---|---|---|
| ★★★★★ | Referência nacional | Cite sem ressalva. Dado costuma ser robusto e auditável. |
| ★★★★ | Alta confiabilidade | Dado sólido. Boa para formar opinião, idealmente com comparação cruzada. |
| ★★★ | Confiável | Usar, mas sempre comparar com pelo menos 1-2 outras pesquisas do mesmo período. |
| ★★ | Usar com cautela | Cite sempre com ressalva. Histórico metodológico inconsistente ou instituto muito recente. |
| ★ | Baixa confiabilidade | Evitar basear decisão apenas nesta fonte. Nenhum instituto brasileiro está neste nível atualmente. |
Fontes consultadas para a classificação
- Resultados eleitorais oficiais do TSE, comparação pública entre previsões e resultado de urna em ciclos anteriores (2018, 2022)
- Literatura metodológica brasileira, ABEP (Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa), artigos acadêmicos sobre precisão de pesquisas eleitorais, análises metodológicas em FGV e Poder360
- Consenso jornalístico especializado, analistas políticos de referência (Folha, Estadão, O Globo, Poder360) que historicamente pesam os institutos de forma similar
- Histórico público do TSE, protocolos de registro, tamanho de amostra, custo declarado, frequência de publicação (todos públicos e auditáveis)
- Próprios sites dos institutos, metodologia declarada, divulgação de questionário, transparência sobre ponderação e estratificação
A classificação atual é editorial e subjetiva. Duas pessoas avaliando os mesmos critérios poderiam chegar a notas ligeiramente diferentes. Para reduzir essa subjetividade no longo prazo, o roadmap do AFOS prevê evolução para score quantitativo baseado em dados históricos TSE + resultados oficiais, taxa de acerto, erro médio absoluto, amostra ponderada, frequência e transparência metodológica, com cálculo reproduzível publicado. Prazo dependente de dados do ciclo eleitoral de outubro/2026.
5. Análise Criteriosa (dos 4 primeiros candidatos)
Esta é a seção mais rica e a que exige leitura mais lenta.
A análise é dividida em 4 seções: Candidato A, Candidato B, Candidato C, e uma seção agrupada com os candidatos D, E e F. Cada seção tem três blocos: FORTES, FRACOS e ANÁLISE.
🟢 Bloco "FORTES"
Tudo o que está jogando a favor do candidato naquele dia, com fonte, data e veículo citados. Não é opinião, é dado auditável.
Exemplo Candidato A hoje: "POLYMARKET (19/Abr): 39.5% (estável) enquanto o Candidato B desinfla. 2º lugar Poly Candidato A SOBE 17% (↑1pp). Folha: 'Candidato A intensifica agenda voltada às mulheres'. Poder360: 'Mulheres viram foco central'."
🔴 Bloco "FRACOS"
Tudo que está contra o candidato, com a mesma profundidade dos blocos fortes. O AFOS é simétrico.
Exemplo Candidato A hoje: "Candidato B mantém liderança mínima. Paraná Pesquisas SP: 2T Candidato B 48.1% × Candidato A 40.3%. BNews: queda Candidato A / crescimento Candidato B no Nordeste. Gazeta Povo: 'Como o Candidato A derreteu vantagem de 2022'."
🔵 Bloco "ANÁLISE"
A costura. Como os pontos de fortes e fracos se conectam, e o que isso significa estrategicamente naquele momento.
6. Quadro Comparativo
Uma tabela única que resume candidato por candidato:
| Candidato | Pesquisa vigente | Polymarket | Tendência |
|---|---|---|---|
| Candidato A (PT) | 37% 1T (Quaest) / 39.2% (CNT/MDA) | 39.5% (estável) | Empate técnico com Candidato B |
| Candidato B (PL) | 32% 1T (Quaest) / 35.9% (Veritá) | 39.6% (↓0.8pp) | Desinfla salto, mantém liderança mínima |
| Candidato C (Missão) | 4.4% (AtlasIntel) | 6.25% (estável) | 3º lugar recupera (Candidato D regride) |
| ... | ... | ... | ... |
Em um único olhar, você vê o estado do jogo completo.
7. Perfil dos Candidatos
Esta seção apresenta cada candidato em cards individuais com cinco campos:
- Nome, partido, idade, cargo atual
- Polymarket: percentual atual no mercado presidencial
- Pesquisa: número mais recente de intenção de voto
- Posicionamento: ideologia resumida (centro-esquerda, direita liberal, etc.)
- ⚠️ Risco: o resumo do dia, o que pode mudar, o que está sob pressão, o que favorece
É um "quem é quem" rápido. Se alguém pergunta "quem é o Candidato C?", você abre, lê 20 segundos e responde com dados.
8. Países (botões do dashboard)
No dashboard há uma fileira de botões de país, atalhos diretos para a ficha de cada eleição monitorada (15 países: Brasil, EUA, França, Alemanha, Reino Unido, Canadá, Colômbia, Chile, Peru, entre outros). É o caminho rápido para sair do Brasil e abrir outro país sem voltar à home.
A camada internacional completa, os casos validados, as páginas de país e de eleição, e os datasets abertos, está explicada no bloco AFOS Global (logo após o Daily e o Tradeoff). Aqui no dashboard, os botões são apenas o atalho de navegação.
9. Live Eleições News 120'
Um feed ao vivo que mostra as notícias publicadas nos últimos 120 minutos relacionadas às eleições monitoradas. Fontes incluem Google News, grandes portais brasileiros e agências internacionais.
Como funciona: a cada 30 minutos, um robô busca notícias em 6 categorias diferentes (eleição presidencial, candidatos específicos, escândalos, pesquisas, aprovação do governo, disputas estaduais) e nos 3 idiomas da plataforma (PT-BR, EN, ES). O feed exibe as mais relevantes em ordem cronológica.
Em vez de abrir 10 abas de jornais, você tem o essencial em uma única tela, filtrado por relevância eleitoral.
10. Clima Político
Um painel dedicado a mostrar o clima geral da disputa em quatro lentes simultâneas:
- Direita: o que está jogando a favor/contra os candidatos de direita
- Esquerda: idem para candidatos de esquerda
- Terceira via: como os candidatos fora do eixo Candidato A / Candidato B estão se movendo
- Polymarket consolidado: o número único do dia que resume o cenário
Em 30 segundos você tem a temperatura política do momento, sem precisar ler qualquer análise longa.
11. Escândalo INSS e o Caso do Familiar do Incumbente
Card específico sobre o maior escândalo econômico de 2026, a fraude dos descontos indevidos no INSS, e as ramificações envolvendo familiar do incumbente.
O que mostra: texto estruturado em 4 blocos:
- Contexto atual do caso (novidades do dia)
- Dinâmica institucional (Congresso, PF, PGR, STF)
- Impacto no STF (probabilidade de impeachment no Polymarket)
- Campo político (como o escândalo afeta Candidato A vs Candidato B)
Um tema que envolve dezenas de atores (ministros, senadores, delegados, juízes) fica consolidado em 2 minutos de leitura, com as conexões já feitas.
12. Impacto do Escândalo Banco Master
Card focado no caso Banco Master e na delação do executivo envolvido, outro escândalo econômico que se desenrola em capítulos.
O que mostra:
- Últimos desenvolvimentos (ex: BC aprovou controle do executivo após primeiro rejeitar)
- Tensões institucionais (PF × PGR, CPMI × STF)
- Cruzamento com o Polymarket (o mercado acredita em impeachment de ministro?)
- Consequências eleitorais
Por ser uma história longa e fragmentada na imprensa, ter um diário consolidado economiza horas de busca.
13. Credibilidade do STF, Impacto Eleitoral
Card dedicado à leitura do Supremo como ator eleitoral, porque o STF, embora não vote, influencia decisivamente as eleições.
O que mostra:
- Ministro por ministro (Ministro 1, Ministro 2, Ministro 3, Ministro 4): o que cada um está fazendo
- Nexo: como as ações individuais se conectam em estratégia institucional
- Análise: interpreta o Polymarket, mercado acha que haverá ruptura (impeachment) ou acomodação?
Exemplo hoje: "STF impeach cai 11.5% (↓1.5pp, -4.5pp em 2 dias). Supremo quer endurecer CPIs. Ministro 1 pode se declarar impedido em caso BRB."
Tradução: o STF está se blindando. O mercado sente que não haverá impeachment, o que reduz o risco para candidatos que apostariam em ruptura institucional.
Entender o STF como ator político, não só jurídico.
14. Footer (rodapé da página)
Este é o rodapé do dashboard e das demais páginas (a página inicial tem uma versão mais enxuta, citada na seção da landing). Ele é organizado em quatro blocos enxutos, cada um com propósito claro. Nenhum link no footer aponta para página vazia, cada um entrega algo específico.
Bloco 1, Navegação
Atalhos para as áreas principais da plataforma:
- Dashboard, aplicação principal com os 6 cards Polymarket, análises e cards temáticos
- Mapa Global, visualização D3.js interativa dos 14+ países monitorados
- América Latina, hub regional com Brasil, Colômbia, Chile e México
- Europa, hub regional com França, Alemanha e Reino Unido
Bloco 2, Open Source
Transparência completa sobre o projeto, conforme padrão de referência em software open-source:
- Licença Apache 2.0, uso, modificação e redistribuição permitidos com atribuição
- ⭐ GitHub, repositório público com código-fonte auditável
- Segurança, política de disclosure responsável para vulnerabilidades
- Contribuir, guia para desenvolvedores externos enviarem melhorias
- Código de Conduta, regras de convivência na comunidade (Contributor Covenant)
- Governança, como a integridade editorial é garantida por código (validadores automáticos + regras versionadas), não por revisão humana caso a caso
- Trademark, política de uso do nome e da marca "AFOS Analytics"
Bloco 3, Fale Conosco
Quatro canais de email segmentados por propósito:
- 📧 Contato, imprensa, parcerias e assuntos gerais
- 💬 Suporte, ajuda para uso da plataforma
- 🔒 Segurança, reporte confidencial de vulnerabilidades
- 👤 Founder, contato direto com o fundador
Bloco 4, Redes sociais e dados abertos
Uma linha de ícones conecta às presenças oficiais da AFOS, cada uma a um canal real e atualizado:
- ⭐ GitHub, código-fonte e histórico de commits auditável
- LinkedIn, perfil do fundador (André Felipe) com atualizações institucionais
- X (@AFOS_Analytics), distribuição em tempo real de sinais e movimentos de mercado
- Bluesky, a mesma cobertura no ecossistema aberto
- Product Hunt, a página do produto na comunidade de tecnologia
- 🤗 Hugging Face, o dataset aberto de divergência (mercado × pesquisa × imprensa), atualizado diariamente sob licença CC BY 4.0, o link de dados do rodapé leva direto a ele
- 🏛️ Harvard Dataverse, a coleção AFOS Analytics de datasets acadêmicos curados e citáveis (Brasil 2026 e EUA 2024), cada um um snapshot permanente e versionado com seu próprio DOI
Rodapé final
Linha inferior com identificação da plataforma, fontes de dados com frequências reais ("Polymarket 5min, 17+ Institutos TSE, Google News 30min"), disclaimer de não-afiliação com o Polymarket e botão "voltar ao topo".
Muitos sites preenchem o rodapé com dezenas de links decorativos que não funcionam ou levam a páginas vazias. O AFOS optou pelo oposto: poucos links, todos funcionais. Se um link aparece no footer, ele entrega algo real quando clicado. Essa é a mesma filosofia de projetos open-source maduros como Supabase, Linear e Prisma.
Por trás da plataforma
Os dados chegam sozinhos
Tudo o que você lê vem de pipelines automatizados que rodam 24 horas por dia:
- A cada 30 minutos: o Polymarket é consultado e os percentuais são atualizados
- A cada 30 minutos: notícias são coletadas em 6 categorias temáticas e 3 idiomas
- Diariamente: novas pesquisas registradas no TSE são baixadas e indexadas
- Duas vezes ao dia (12h e 18h BRT): cruzamento completo das 3 fontes é executado, comparando o estado atual com o do dia anterior (variações ↑↓pp), e persistido no banco para formar histórico auditável
Análises geradas por IA a partir de dados públicos
As análises criteriosas (os blocos Fortes, Fracos, Análise, o Cruzamento e os quatro cards temáticos) são geradas por inteligência artificial que:
- Lê os valores atuais das 3 fontes
- Compara com os valores do dia anterior
- Consulta as notícias mais relevantes das últimas 24 horas
- Aplica as regras de convergência/divergência descritas anteriormente
- Escreve a narrativa resultante, citando fontes, datas e veículos
Todos os dados usados são públicos e auditáveis, qualquer pessoa pode verificar Polymarket, pesquisas do TSE ou notícias citadas.
Permanência e citabilidade: além do espelho diário e auditável no Hugging Face, o dataset do Brasil 2026 tem uma versão acadêmica curada e citável no Harvard Dataverse (DOI 10.7910/DVN/2D0UK7), um snapshot permanente e versionado, com referência fixa para quem quiser citar o AFOS em pesquisa.
Transparência sobre o uso de IA é padrão moderno, e é o que diferencia um projeto sério de um projeto opaco.
Perfis de usuários
Visita: 2x por semana, 5 minutos por vez.
O que faz: lê os 6 cards Polymarket + o card Clima Político.
Valor: mantém-se informado sem consumir jornais enviesados. Forma opinião baseada em dados.
Visita: diariamente, 15 minutos.
O que faz: lê a análise criteriosa inteira + o quadro comparativo + o feed de notícias 120'. Anota variações.
Valor: entende antes dos competidores que o jogo mudou. Cita fontes auditáveis.
Visita: diariamente, 20 minutos.
O que faz: lê Polymarket consolidado + card STF + card Inflação + card Banco Master. Cruza com posições do portfólio.
Valor: risco político é preço de ativo. Saber antes que o mercado precifica uma inelegibilidade ou um escândalo = vantagem concreta em trade/hedge.
Quando o AFOS não serve (limitações honestas)
Nenhuma plataforma é útil para todas as perguntas. Ser honesto sobre o que o AFOS não entrega é o que separa uma ferramenta séria de uma promessa vaga.
O AFOS não substitui pesquisa estatística formal
Se você precisa de margem de erro, intervalo de confiança ou amostragem científica controlada (em linguagem simples: números com precisão matemática certificada e metodologia auditável de amostragem), a fonte é o instituto de pesquisa (Datafolha, Quaest, IBGE etc.). O AFOS consolida e cruza esses dados, mas não produz pesquisa nova.
O AFOS não prevê resultados com precisão quantitativa
O cruzamento é narrativo estruturado, não modelo estatístico. A plataforma não entrega previsões com precisão matemática calculada. Entrega direção, ritmo e convergência, leituras qualitativas úteis para apoiar decisão, mas que não substituem a modelagem matemática formal que acadêmicos e fundos quantitativos usam.
O AFOS depende da qualidade dos mercados de previsão
Em países onde o Polymarket não tem mercados ativos ou tem mercados com liquidez muito baixa (abaixo de US$ 100 mil em volume), o sinal de mercado fica ruidoso. O AFOS sinaliza esses casos, mas a confiança dos dados cai proporcionalmente.
O AFOS não é recomendação de investimento ou voto
É informação estruturada para apoiar decisão. Decisão sobre portfolio, apostas ou voto é responsabilidade exclusiva de quem usa. A plataforma não opera com cliente, não recebe comissão e não tem conflito de interesse declarado, justamente para não precisar recomendar nada.
A cobertura atual é restrita a 14+ países
Países fora dessa lista não têm pipeline de coleta específico. O mapa global mostra agregados, mas a profundidade de análise (cruzamento pesquisas × Polymarket × notícias) só existe onde há infraestrutura pronta. Expansão é contínua, mas não é universal.
O que torna o AFOS diferente de Google News ou um jornal
| Jornal tradicional | Google News | AFOS | |
|---|---|---|---|
| Viés editorial | Alto | Médio | Transparente (mostra os 2 lados) |
| Integra dinheiro real? | Não | Não | Sim, mercado de previsão |
| Cruza múltiplas fontes? | Não | Agrega mas não cruza | Sim, com lógica e método |
| Mostra mudança no tempo? | Não | Não | Sim (↑↓pp variações diárias) |
| Open source? | Não | Não | Sim, Apache 2.0 |
| Custa? | Assinatura | Grátis mas limitado | 100% grátis, sem login |
Glossário trilíngue de termos políticos
A política brasileira tem termos sem tradução direta (TSE, STF, primeiro turno, empate técnico, BolsoMaster, tarifaço) que podem travar um leitor de fora do país. O AFOS mantém um glossário dedicado que explica cada um nos 3 idiomas (PT-BR · EN · ES).
Página própria: em /glossary está a lista completa, cada termo definido de forma curta e neutra, sob "Termos políticos brasileiros" (PT), "Brazilian political terms" (EN) e "Términos políticos brasileños" (ES).
Links inline: no AFOS Daily e no AFOS Tradeoff, a primeira menção de um termo técnico vira um link que leva direto à verba do glossário, sem tirar você da leitura.
Por que importa: é o que torna o AFOS legível para uma audiência internacional sem diluir o rigor local. Um analista em Londres ou Bogotá lê a mesma síntese que um eleitor em São Paulo, cada termo a um clique de distância.
Comece por aqui
Se é sua primeira visita, este é o caminho mais rápido para extrair valor em 5 minutos:
Os 6 Cards Polymarket no topo já dão o panorama do dia. Leia na ordem: 1º turno → 2º lugar → STF → Senado. Foco nas variações ↑↓pp, elas dizem o que se moveu desde ontem.
Escolha um candidato que te interessa e leia os blocos FORTES e FRACOS lado a lado. Vai sentir desconforto honesto lendo os pontos contra o seu preferido, isso é sinal de que o método funciona. O AFOS mostra os dois lados de cada número.
O resumo visual do clima político do dia em 30 segundos. Direita, esquerda, 3ª via e Polymarket consolidado, tudo em uma tela.
AFOS Daily (todo dia): leitura de ~4 minutos que explica por que os números do dashboard mexeram, com fonte auditável por alegação. É o que transforma a foto do dia em história.
AFOS Tradeoff (toda segunda): o brief técnico da semana, para quem quer profundidade de pricing e divergência (research, mesa, buy-side). Traz Δ semana, cenários ponderados e watch list de gatilhos.
Volte amanhã. O valor real do AFOS aparece na sequência: um dia dá contexto, três dias dão padrão, uma semana dá tendência. Ler uma única vez é informar-se; ler diariamente é antecipar.
AFOS Analytics é a primeira plataforma que combina, em tempo real, mercados de previsão × pesquisas de opinião × notícias para mostrar, com honestidade e transparência, divergências explícitas em vez de médias suavizadas, revelando o que os dados realmente dizem sobre política, sem viés, sem propaganda, livre e sem cadastro obrigatório.
Atualizado em abril de 2026
Perguntas frequentes
O que é o AFOS Analytics?
AFOS Analytics é uma plataforma global de inteligência eleitoral que cruza mercados de previsão com dinheiro real (Polymarket), pesquisas eleitorais de +17 institutos, notícias ao vivo e análises estratégicas em tempo real.
O AFOS Analytics é gratuito?
Sim. O acesso à plataforma é completamente gratuito, sem necessidade de cadastro. O projeto é open source.
O que são mercados de previsão?
Mercados de previsão são plataformas onde pessoas apostam dinheiro real em eventos futuros. Diferente de pesquisas de opinião, refletem onde as pessoas colocam seu dinheiro, historicamente mais precisos que pesquisas tradicionais.
Quais eleições o AFOS monitora?
O AFOS monitora eleições em 15 países, incluindo Brasil 2026, EUA, França, Alemanha, Reino Unido, Canadá, Austrália, Coreia do Sul, Colômbia, Chile, entre outros.
Como os dados são atualizados?
Os dados de mercados de previsão são atualizados a cada 30 minutos via cron job. Notícias são atualizadas a cada 30 minutos. Análises são atualizadas manualmente com cruzamento de fontes.