AFOS Daily · Síntese do Dia
24 de abril de 2026
Mercado de Previsão × Pesquisas × Notícias
Síntese gerada com base em dados auditáveis. Cada alegação cita sua fonte.
Flávio Bolsonaro ultrapassou Lula no Polymarket pela primeira vez desde segunda-feira e fechou a sexta-feira com 3.3 pontos percentuais de vantagem — a maior distância do ciclo favorecendo o senador. Romeu Zema passou dos 10% no mercado presidencial pela primeira vez, e Ronaldo Caiado apareceu no mercado '3º lugar' com 16.5% em uma entrada massiva inédita que não existia ontem. O governo brasileiro publicou instrução proibindo Kalshi e Polymarket de oferecer apostas políticas no país.
Flávio Bolsonaro ultrapassou Lula no Polymarket pela primeira vez desde segunda-feira e fechou 24 de abril com 3.3 pontos percentuais de vantagem — a maior distância do ciclo favorecendo o senador. Romeu Zema passou dos 10% no mercado presidencial pela primeira vez, e Ronaldo Caiado apareceu no mercado "3º lugar" com 16.5% numa entrada massiva inédita que não existia pela manhã. O governo brasileiro publicou instrução proibindo Kalshi e Polymarket de oferecer apostas políticas no país.
1. Mercado de previsão
O Polymarket fechou 24 de abril com inversão clara em relação à manhã. Pela manhã, Lula liderava 38.5% contra 37.95% de Flávio — gap de 0.55pp a favor do presidente. À tarde, Flávio subiu para 38.8% (+0.75pp) e Lula caiu para 35.5% (-3pp) — o gap inverteu para +3.3pp a favor de Flávio. É o primeiro dia do ciclo em que Lula fecha abaixo de 36%.
O destaque da 3ª via foi Romeu Zema (Novo). O governador passou de 9.15% para 10.45% (+1.3pp), ultrapassando pela primeira vez no ciclo a marca dos 10% no mercado presidencial. No mercado "3º lugar", Zema saltou para 38.5% (+7.5pp) contra 27% de Renan Santos (+0.5pp) — o gap ampliou para 11.5pp, contra 4.5pp na manhã. Uma entrevista ao Jornal Opção em Goiás mostrou o governador discutindo simultaneamente eleições de 2026 e o futuro do STF.
Um movimento menos previsível apareceu no mesmo mercado "3º lugar": Ronaldo Caiado (PSD) saltou de 1.55% para 16.5% — alta de 15.45 pontos percentuais em uma tarde, a maior variação individual do ciclo. A precificação coincide temporalmente com declaração dele à CBN defendendo "quebrar a polarização por meio de coalizões". Flávio Bolsonaro também subiu no mesmo mercado, de 3.05% para 9.1% (+6.05pp), configurando cenário em que quatro candidatos disputam posições plausíveis de terceiro colocado.
No mercado "2º lugar", Fernando Haddad recuperou-se violentamente: caiu para 0.225% pela manhã e fechou em 3.35% à tarde — variação de +3.1pp em poucas horas. Flávio estabilizou-se em 64.5% (-1.5pp) e Lula subiu para 20% (+2.5pp). A volatilidade deste mercado nos últimos três dias (6.1% → 0.225% → 3.35%) sinaliza instabilidade na precificação do cenário alternativo.
Impeachment de ministro do STF manteve-se em 14% — pico do ciclo alcançado pela manhã e sustentado à noite. No Senado, PL recuperou 2pp e fechou em 82%. MDB subiu para 5.45% (+0.85pp) e PSD cedeu para 5% (-0.5pp). Na expectativa de inflação, toda a curva reverteu em direção a valores mais altos: a faixa 5.00-5.49% subiu 3.85pp para 42.05%, e as faixas 5.50% e 7.00%+ subiram também. O mercado devolveu a leve bonança da manhã.
2. O que os institutos registraram
A base do TSE contabiliza agora 196 pesquisas nos últimos 15 dias — duas a mais que ontem, ambas novas Quaest registradas em 23 de abril. A primeira tem amostra de 1.650 entrevistados; a segunda, 1.200. As duas têm campo entre 23 e 27 de abril e publicação prevista para 29 de abril. Com isso, o dia 29 passou a concentrar, além destas Quaest, uma pesquisa da NEOBE (n=1.008) — somando cerca de 3.858 entrevistados.
A nova AtlasIntel presidencial, publicada em 23 de abril pela CartaCapital, continuou a ser digerida pela imprensa nesta sexta-feira — VEJA, InfoMoney, ND Mais e outros veículos publicaram análises ao longo do dia, mas os números específicos permanecem em circulação limitada.
O calendário da próxima semana adensou. 27 de abril concentra três Quaest, a segunda rodada da Paraná Pesquisas nacional e a primeira Nexus — cerca de 6.700 entrevistados. 28 de abril reúne a AtlasIntel de 5.000 entrevistados, duas Quaest, Instituto Novo Perfil, Data AZ e Exatus — 10.700 entrevistados. 29 de abril acrescenta as duas novas Quaest mais a NEOBE — 3.800 entrevistados. Somado, são cerca de 21.200 entrevistados em três dias consecutivos — a maior concentração de dados de pesquisa do ciclo.
Um dado estadual novo: a Paraná Pesquisas publicou levantamento para o Rio de Janeiro mostrando Eduardo Paes (PSD) com 53% na disputa ao governo, amplamente à frente dos demais candidatos, segundo a InfoMoney. Na mesma pesquisa, Benedita da Silva (PT) lidera a corrida ao Senado pelo estado — à frente de Cláudio Castro (PL) e Rogéria Bolsonaro, segundo a Revista Fórum.
3. O que a imprensa cobriu
A movimentação do dia foi densa nos dois campos e no Judiciário.
A Folha de S.Paulo publicou às 15h42 que o governo brasileiro proibiu Kalshi e Polymarket de oferecer apostas políticas no país. A medida foi anunciada no mesmo dia em que o Polymarket registrou inversão de liderança entre Lula e Flávio. O Estadão publicou, às 15h, análise em torno de uma tese atribuída ao ministro Gilmar Mendes segundo a qual "criticar Romeu Zema seria atacar Minas" — o argumento foi elaborado no contexto de críticas a governadores da oposição. O SeLigaPB noticiou às 19h que a Polícia Federal apura se Daniel Vorcaro beneficiou Alexandre de Moraes com imóveis de luxo — é o primeiro vetor de investigação formal envolvendo diretamente os dois, conforme a reportagem.
No campo do governo, o Valor Econômico mostrou Fernando Haddad mobilizando apoio em São Paulo e enquadrando Flávio Bolsonaro como "risco democrático". O SBT News registrou que o PT abriu seu Congresso com divergência interna sobre incluir ou não no debate os temas da reforma do Judiciário e das Forças Armadas. A Aos Fatos desmentiu boato viral de que Lula teria prometido se mudar para Cuba.
Do lado da direita, a CartaCapital registrou que Tarcísio de Freitas definiu "chapa pura do bolsonarismo" em São Paulo — movimento que, somado à declaração anterior dele à MSN (Flávio poderia vencer no 1º turno), consolida o alinhamento público do governador ao projeto Flávio, após dois dias de distanciamento aparente. O SBT News relatou aliança informal entre Ricardo Salles e Guilherme Derrite ao Senado paulista.
Em posição distinta, Ronaldo Caiado defendeu à CBN "quebrar a polarização por meio de coalizões" — tom diferente do confronto direto que marca Lula-Flávio e da autonomia de Zema.
4. Divergências do dia
Mercado × Ação regulatória: o governo publicou restrição aos mercados de previsão no mesmo dia em que o Polymarket precificou Flávio à frente de Lula por 3.3pp. A plataforma AFOS opera sob o pressuposto de que dados de mercados agregam informação útil; a restrição altera as condições de operação dessa premissa dentro do Brasil, mas não afeta a disponibilidade técnica dos dados globais. Vale acompanhar se a medida é mantida em revisão judicial.
Caiado: o salto de 1.55% para 16.5% no mercado "3º lugar" (+15.45pp em uma tarde) é a maior variação individual do ciclo registrada até aqui. O movimento coincide com declaração pública do governador (CBN, 18h09), mas tem magnitude descolada de qualquer pesquisa ou sinalização prévia. É um dos casos em que o mercado precifica algo que os institutos ainda não capturaram.
Haddad: a oscilação no "2º lugar" (6.1% → 0.225% → 3.35% em 72 horas) ultrapassa os limites usuais de volatilidade. Sugere que a precificação ainda não convergiu — o dado isolado de qualquer dos três dias não basta para leitura estrutural.
Em síntese
- Pela primeira vez no ciclo recente, o Polymarket precificou Flávio Bolsonaro à frente de Lula com vantagem de 3.3pp. A inversão ocorreu em poucas horas e coincide com o alinhamento público de Tarcísio de Freitas ao projeto do senador em São Paulo (CartaCapital).
- Romeu Zema passou dos 10% no mercado presidencial pela primeira vez, e Ronaldo Caiado apareceu com 16.5% no "3º lugar" numa entrada massiva inédita. A 3ª via agora é plural e precificada em múltiplos cenários simultâneos.
- O governo publicou restrição a Kalshi e Polymarket no mesmo dia em que o Polymarket registrou movimento desfavorável ao campo governamental. A coincidência temporal merece acompanhamento — a plataforma AFOS continua operacional via infraestrutura internacional, mas o contexto regulatório brasileiro mudou.
Fontes citadas: Polymarket, TSE, Quaest, AtlasIntel, Paraná Pesquisas, CartaCapital, Folha de S.Paulo, Estadão, Valor Econômico, O Globo, SBT News, InfoMoney, VEJA, Revista Fórum, Jornal Opção, CBN, SeLigaPB, Aos Fatos, ND Mais.
Método: esta síntese é gerada automaticamente a partir dos dados auditáveis da plataforma AFOS Analytics, sob regras em código versionadas em git. Todas as alegações podem ser verificadas na plataforma ou nas fontes linkadas. Entenda a governança automatizada.
Fontes citadas neste texto: Polymarket, TSE, Quaest, AtlasIntel, Paraná Pesquisas, CartaCapital, Folha de S.Paulo, Estadão, Valor Econômico, O Globo, SBT News, InfoMoney, VEJA, Revista Fórum, Jornal Opção, CBN, SeLigaPB, Aos Fatos, ND Mais
Método: esta síntese é gerada automaticamente a partir dos dados auditáveis da plataforma AFOS Analytics, sob regras em código versionadas em git. Todas as alegações podem ser verificadas na plataforma ou nas fontes linkadas. Entenda a governança automatizada.
Integração: para ver os dados ao vivo e as análises dos candidatos em detalhe, acesse o dashboard completo. Para entender o método em profundidade, leia O Método.
Glossário: termos políticos brasileiros usados nas sínteses (TSE, STF, BolsoMaster, lideranças envelhecidas, etc.), definições nos 3 idiomas. Ver glossário completo →