AFOS Daily · Síntese do Dia

3 de setembro de 2026

Mercado de Previsão × Pesquisas × Notícias

Síntese gerada com base em dados auditáveis. Cada alegação cita sua fonte.

Três pesquisas nacionais em 48 horas discordam sobre quem ganha um segundo turno, e as três margens cabem na margem de erro. A Datafolha é a quarta casa de primeira linha a medir o salto de Augusto Cury e a única que o deixa abaixo de dois dígitos. E num livro presidencial de USD 142,61M, um único dos dezenove contratos se moveu depois das 17h28.

1. Mercado de previsão

O volume total acumulado no presidencial soma USD 142,61M, em leitura confirmada de 3 de setembro, 23h45 BRT. Desde as 17h28, um único dos dezenove contratos do livro se moveu: Flávio Bolsonaro subiu 0,35pp para 42,85% (USD 9,64M), enquanto Lula segue em 54,50% (USD 9,67M), parado desde as 15h22.

A distância entre os dois caiu para 11,65pp, contra 12,00pp às 17h28 e 16,55pp em 1º de setembro, quarta leitura seguida encolhendo, sempre por movimento do segundo colocado. O movimento maior foi nos laterais. No de segundo lugar do primeiro turno, Flávio cedeu 2,00pp para 83,50% (USD 527 mil) e Lula subiu 1,80pp para 10,50% (USD 439 mil). No de terceiro lugar, Augusto Cury subiu 3,60pp para 59,50% (USD 114 mil) e Renan Santos cedeu 4,50pp para 22,00% (USD 269 mil), a maior queda do painel: a distância entre os dois ali passou de 29,40pp para 37,50pp em poucas horas.

Esta rodada não publica preço novo para o contrato de impeachment de ministro do Supremo, o menor livro do painel: a última leitura confirmada é a de 17h28, com 7,40% (USD 87 mil). No Senado, o Partido Liberal segue em 82,50% (USD 261 mil).

2. O que os institutos registraram

A Datafolha saiu por volta das 20h20 e é a terceira nacional em 48 horas. Registro BR-03669/2026, campo de 1º a 3 de setembro, n=2.002, margem de 2 pontos. No primeiro turno com Pablo Marçal, Lula tem 39% e Flávio 32%; sem Marçal, 38% e 33%. No segundo turno, Lula 46% e Flávio 44%, e a casa dá o líder à frente também contra Ronaldo Caiado, por 46% a 41%, e contra Romeu Zema, por 48% a 39%.

A comparação que vale é a de cada casa com ela mesma: na Datafolha de 21 de agosto o segundo turno era 47% a 43%, então a distância caiu de 4 para 2 pontos e passou a caber na margem declarada.

O ponto novo é Augusto Cury: 7% e 8%, contra 2% em 21 de agosto na mesma casa. É a quarta casa de primeira linha a medir o salto e a única que o deixa abaixo de dois dígitos, já que BTG/Nexus deu 11% em 31 de agosto, Real Time Big Data 11% em 1º de setembro, Genial/Quaest 10% em 2 de setembro e PoderData 10% em 3 de setembro. A Folha de S.Paulo tratou o caso em análise sob a tese de que a campanha zerou o efeito do filme.

Na avaliação do governo, a Datafolha traz 45% de aprovação e 51% de desaprovação. A Genial/Quaest de 2 de setembro media 45% e 48%: a aprovação coincide e a desaprovação difere em 3 pontos.

Calendário de pesquisas — próximos 7 dias

Pesquisas registradas no TSE com publicação prevista entre 04/Set e 10/Set. Inclusão não significa publicação confirmada, porque institutos podem atrasar ou cancelar. Filtros: escopo nacional e amostra maior ou igual a 1.000. Protocolos linkados à consulta pública TSE.

DataInstitutoAmostraEscopoProtocolo TSEConf.
06/SetVeritá3.840nacionalBR-09426/20260,7
07/SetGenial/Quaest2.004nacionalBR-01720/20260,9
08/SetGerp2.400nacionalBR-00251/20260,6
08/SetNexus2.000nacionalBR-06790/20260,8

Fonte: registro público TSE via API AFOS. Amostras maiores ou iguais a 3.000 em negrito. A tabela lista as 4 NACIONAIS da janela; 21 registros estaduais ficaram de fora por escopo. O status é "registrada diferente de publicada", e confirmar divulgação exige duas fontes primárias antes de citar número.

3. O que a imprensa cobriu

O ato mais duro da crise do Supremo até aqui: Alexandre de Moraes pediu a Edson Fachin para investigar André Mendonça no inquérito das fake news. O relatório que sustenta o pedido foi encomendado por Moraes à PF sem aval da presidência do tribunal, e o Estadão o registra como documento interno e sem valor probatório.

A resposta veio na mesma noite: Fachin pediu esclarecimentos a Moraes, Mendonça, ao procurador-geral Paulo Gonet e ao diretor-geral da Polícia Federal, com prazo de cinco dias úteis, e adiou para a segunda quinzena de setembro a sessão do plenário. Mendonça apresentou notas fiscais de ternos contra a suspeita de presente de Daniel Vorcaro, e Gilmar Mendes defendeu tirar delegados da PF dos gabinetes.

Bolsonaristas saíram em defesa de Mendonça e Marina Silva defendeu que Moraes se afaste do Supremo.

Fora do tribunal, Lula declarou zerada a fila do INSS em cerimônia às 15h no Planalto. Pela definição do ministro da Previdência, a fila conta como zerada quando há menos gente esperando do que a que entrou no mês anterior, e restam 261 mil pedidos com atraso acima de 45 dias em agosto, contra 1,88 milhão em janeiro. A Procuradoria fechou acordo de delação com o empresário que fez pagamentos ao fundo ligado ao filme sobre Jair Bolsonaro, acordo fechado e ainda não homologado.

4. Divergências do dia

Mercado x pesquisa x pesquisa: três casas nacionais mediram o mesmo par de segundo turno em 48 horas e chegaram a sinais opostos. A Genial/Quaest de 2 de setembro deu Lula à frente por 42% a 41%, a PoderData de 3 de setembro deu Flávio à frente por 45% a 44%, e a Datafolha do mesmo dia dá Lula à frente por 46% a 44%. As três margens são de 1 ou 2 pontos e as três casas declaram margem de erro de 2 pontos. Nenhuma delas afirma vantagem, e o painel não escolhe entre elas.

Casa x casa: o salto de Augusto Cury aparece nas cinco leituras da janela e o patamar não. Quatro casas o põem em 10% ou 11%; a Datafolha o põe em 7% e 8%. Dentro da própria Datafolha ele saiu de 2% em 21 de agosto, então não há discordância de direção. Há discordância de tamanho, de três a quatro pontos, e ela é grande o bastante para mudar o retrato de quem lê uma casa só.

Notícia x preço: o dia produziu o ato mais duro da crise do Supremo, com um ministro pedindo a investigação de outro, e o contrato que mede saída de ministro é justamente o único do painel sem leitura nova para publicar. O painel registra o ato e não atribui preço a ele.

Em síntese

  1. O preço quase não se moveu num dia de notícia densa. Um único dos dezenove contratos do presidencial andou depois das 17h28, e a distância entre os dois primeiros caiu para 11,65pp.
  2. A urna declarada está mais dividida do que qualquer manchete isolada sugere. Três casas nacionais em 48 horas, três resultados no par que decide a eleição, todos dentro da margem de erro.
  3. O tamanho do fenômeno Cury depende da casa que se lê. Cinco leituras concordam na direção e discordam no patamar em três a quatro pontos.

Fontes consultadas

matérias com link direto para a notícia (veículos âncora):

matérias secundárias (URL Google News redirect — clique resolve à matéria):

Fontes técnicas: Polymarket (cotações ao vivo via proxy AFOS, fetched 03/Set 23:45 BRT), registro TSE (pesquisas eleitorais oficiais).

Fontes citadas neste texto: Polymarket, TSE (registro público), Gazeta do Povo, O Globo, Estadão, VEJA, Poder360, Metrópoles, Folha de S.Paulo, G1, CBN

Método: esta síntese é gerada automaticamente a partir dos dados auditáveis da plataforma AFOS Analytics, sob regras em código versionadas em git. Todas as alegações podem ser verificadas na plataforma ou nas fontes linkadas. Entenda a governança automatizada.

Integração: para ver os dados ao vivo e as análises dos candidatos em detalhe, acesse o dashboard completo. Para entender o método em profundidade, leia O Método.

Glossário: termos políticos brasileiros usados nas sínteses (TSE, STF, BolsoMaster, lideranças envelhecidas, etc.), definições nos 3 idiomas. Ver glossário completo

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