AFOS Weekly · USA-2026 midterms Political Risk Weekly

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Mercado de previsão × pesquisas × imprensa
sem médias suavizadas

Estados Unidos·Edição1·Semana de 2026-07-30 a 2026-08-06·publicada quinta 07:00 BRT

O que o mercado de previsão fez

Os oito contratos das midterms reunidos aqui somam USD 17.01M, e um só preço fez quase todo o trabalho. Os democratas para controlar a Câmara foram a 87.50%, dois pontos acima dos seus seis primeiros dias. Os dois preços do Senado ficaram parados hoje, republicanos em 54.50% e democratas em 44.50%. O outro preço publicado, sobre a eleição acontecer dentro do prazo, marcou o menor valor da série.

Câmara · Democratas

87.50%

1.00pp em 6 de ago

O contrato com mais dinheiro, USD 5.01M. Marcou 85.50% todo dia de 29 de julho a 3 de agosto, foi a 86.50% em 4 de agosto e subiu de novo hoje.

Câmara · Republicanos

13.50%

0.00pp nas 13 leituras

Sobre USD 4.05M. O achado silencioso da semana: este lado marcou o mesmo número em todas as leituras desde que a série começou, enquanto o lado democrata se moveu duas vezes.

Senado · Republicanos

54.50%

0.00pp, segundo dia

Sobre USD 1.53M, depois de sair de 55.50% em 5 de agosto. Nos 30 dias registrados a faixa vai de 52.50% a 56.50%.

Senado · Democratas

44.50%

0.00pp desde 2 de ago

Sobre USD 2.21M. Subiu de 43.50% em 2 de agosto e ficou parado, então os dois lados deste contrato agora somam 99.00%.

O quinto preço publicado, sobre a eleição acontecer dentro do prazo, está em 95.65%, queda de 0.55pp e o menor valor da sua série, sobre USD 0.31M, o menor contrato do conjunto.

O que as pesquisas fizeram

A discordância vem antes da média, porque é ela o achado. Vinte e quatro institutos mediram a mesma disputa na mesma janela e voltaram com 9 pontos de distância. O campo novo não estreitou nada: a média das 31 pesquisas é D+5.55, e a mais recente do arquivo, do Quantus Insights com campo até 4 de agosto, marca D+6.

Maior

Big Data Poll · D+11

Menor

Reuters/Ipsos · D+2

Distância entre institutos

9 pontos

O Big Data Poll ouviu 2.617 prováveis votantes até 29 de julho. A Reuters/Ipsos ouviu 1.003 eleitores registrados até 26 de julho. Nenhum dos dois é pequeno e nenhum está errado: as casas partem de premissas diferentes sobre quem realmente vai votar, e essa premissa é a maior parte da distância. Mediana em D+5. A Reuters/Ipsos voltou a campo com 3.542 entrevistados até 3 de agosto e marcou D+5, três pontos acima da própria leitura de uma semana antes.

O que a imprensa contou

O que os veículos da lista fixa cobriram, de 30 de julho a 6 de agosto

A semana teve um fato de verdade. Em 4 de agosto Michigan votou, e Abdul El-Sayed venceu Stevens na primária democrata ao Senado. A AP News chamou de vitória apertada sobre a ala tradicional do partido em 5 de agosto. O The Washington Post foi mais direto no mesmo dia: a ala tradicional perdeu o controle. O The New York Times chamou de o maior teste da esquerda no outono.

Por baixo disso correu uma história mais lenta e que não tem nada a ver com pesquisa. A NBC News noticiou em 30 de julho que candidatos democratas ao Senado em estados rurais estão desistindo, abrindo caminho para independentes. A Fox News noticiou uma dessas saídas em 5 de agosto, na Dakota do Sul, deixando um independente como único adversário do senador Mike Rounds.

📌 Vale reparar: um resultado real saiu numa disputa que todo mundo acompanhava, e os dois contratos que decidem o controle do Congresso andaram um ponto e zero. Uma primária é uma cadeira em um estado, e o quadro nacional é outra medição.

A nossa medição: Essa é a pesquisa da própria CNN, com campo até 27 de julho, e o nosso arquivo a registra em D+8. A nossa média das 31 pesquisas da janela é D+5.55: três estão acima de D+8 e vinte e quatro estão abaixo. A manchete é exata sobre a pesquisa que descreve, e é um ponto dentro de uma distância de nove pontos.

O cruzamento da semana

As duas medições andaram em direções opostas nesta semana

O mercado de previsão ficou mais confiante nos democratas para a Câmara, de 85.50% para 87.50% em três dias. A média das pesquisas andou para o outro lado, de D+5.75 para D+5.55, e essa queda veio de campo novo de verdade, não de pesquisa velha saindo pela borda da janela. As duas variações são pequenas. O que importa é que apontam para lados opostos nos mesmos sete dias. Este boletim não vai subtrair uma da outra: elas medem coisas diferentes em unidades diferentes.

A comparação que fizemos na semana passada não pode ser feita nesta

Dois contratos do Senado respondem à mesma pergunta por caminhos diferentes: um sobre o controle da casa, outro sobre quantas cadeiras os republicanos ficam. Na semana passada os dois quase concordavam, e este boletim disse isso. Nesta semana as faixas de cadeiras somam 105.75%, e um conjunto de probabilidades que passa de 100 não é um conjunto de probabilidades. O AFOS tem uma regra dura para isso: mercado de faixas só chega a esta página quando as faixas somam entre 95% e 105%, então a comparação está fora. Dizer que está fora é melhor que publicar um número apoiado numa conta que não fecha. O contrato de cadeiras da Câmara reprova pior, em 109.50%.

Como ler este número

Por que este boletim nunca subtrai o mercado de previsão das pesquisas

O mercado precifica a probabilidade de um partido controlar uma casa. A pesquisa mede uma vantagem em pontos de voto. São grandezas diferentes, então 87.50% menos 5.55 é um número sem unidade, e ele mudaria de tamanho se a pesquisa usasse outra escala. O motivo americano concreto de isso importar: em 2012 os democratas tiveram mais votos e ainda assim menos cadeiras. Este boletim cruza direção e movimento, nunca nível.

Fontes

Mercado de previsão

Pesquisas

Método

Mercado de previsão: Polymarket, lido pelo proxy da própria plataforma e capturado a cada 30 minutos, com um ponto garantido por dia mesmo quando o preço não se move, para a série registrar tempo e não só mudança. Todo preço citado aqui passou por uma trava de captura: duas leituras independentes com oito minutos de intervalo, liberadas só se concordarem dentro de 0.20pp. A série da Câmara começou em 29 de julho, então máximo aqui quer dizer o maior de nove dias, nunca do ciclo. Pesquisas: média aritmética simples numa janela de 30 dias, hoje com 31 pesquisas de 24 institutos e campo de 7 de julho a 4 de agosto, sem excluir instituto, montada a partir de um índice que diz quais pesquisas existem, enquanto todo número segue atribuído ao instituto que o produziu. Agregadores ficam de fora de propósito, porque tirar média de agregador seria tirar média do modelo de outra pessoa. Quando um instituto publica vários recortes da mesma rodada, entra um só, na ordem prováveis votantes, depois eleitores registrados, depois adultos. Imprensa: lista fixa de 22 veículos, escolhida uma vez e aplicada igual em toda rodada, para nenhum veículo ser escolhido depois que a notícia sai. Quinze são lidos pelo RSS próprio, que entrega o endereço da matéria no site do veículo; os demais chegam por um agregador, e esses links aparecem como manchete e não como endereço, porque o endereço não seria o do veículo. O AFOS não classifica veículo por inclinação política. Distribuições: mercado de faixas só chega a esta página quando as faixas somam entre 95% e 105%. Hoje o mercado de governos estaduais passa em 101.00% e o de comparecimento em 100.70%. O de cadeiras no Senado reprova em 105.75% e o de cadeiras na Câmara em 109.50%, então nenhum dos dois aparece como probabilidade. O de margem do voto popular soma 152.05% e é incapaz de fechar por construção, porque uma das faixas dele é um 'qualquer outro resultado' em 45.50% enquanto as demais são cumulativas; ele é coletado todo dia mesmo assim, porque é o único contrato que permitiria comparação direta com as pesquisas se algum dia virasse uma partição. O que este boletim não faz: não prevê, não diz qual medição está certa e não diz a ninguém como votar.

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AFOS Weekly · Edição nº 1 · O mercado ficou mais confiante nesta semana. As primeiras pesquisas novas em sete dias foram para o outro lado. | AFOS Analytics