AFOS Daily · Síntese do Dia

22 de abril de 2026

Mercado de Previsão × Pesquisas × Notícias

Síntese gerada com base em dados auditáveis. Cada alegação cita sua fonte.

O gap entre Flávio Bolsonaro (38.95%) e Lula (38.5%) no Polymarket encurtou para 0.45 ponto percentual ao fim de 22 de abril — metade do que era pela manhã. Zema corrigiu após três dias seguidos de alta, mas segue a 0.5 ponto percentual de assumir o terceiro lugar. O Supremo voltou ao radar depois de Flávio acusar o STF de 'militância' em defesa do governador de Minas.

O gap entre Flávio Bolsonaro (38.95%) e Lula (38.5%) no Polymarket encurtou para 0.45 ponto percentual ao fim de 22 de abril — metade do que era pela manhã. Zema corrigiu após três dias seguidos de alta, mas segue a 0.5 ponto percentual de assumir o terceiro lugar. O Supremo voltou ao radar depois de Flávio acusar o STF de "militância" em defesa do governador de Minas.

1. Mercado de previsão

O Polymarket fechou o dia com a corrida presidencial mais apertada do que iniciou. Flávio Bolsonaro (PL) cedeu 0.45 ponto percentual e fechou a 38.95%; Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve os 38.5%. O gap entre os dois, que era de 0.9pp na manhã, encurtou à metade.

O destaque absoluto do dia seguiu sendo Romeu Zema (Novo). Após três dias de alta vertical que o levaram a ultrapassar Renan Santos no presidencial, Zema corrigiu 1 ponto percentual à tarde, fechando em 6.15%. Renan está praticamente empatado, a 6.05%. Mas no mercado "3º lugar no 1º turno" — onde Renan liderava — Zema continuou subindo: 27.5% contra 28% de Renan. Gap de 0.5pp, o menor do ciclo.

Um movimento menos óbvio saltou no mercado "2º lugar": Fernando Haddad passou de 3.35% para 6.1% (+2.75pp). Mercado começa a precificar o governador-candidato paulista como alternativa no segundo turno — movimento inesperado que merece observação nos próximos dias.

Impeachment de ministro do STF voltou a subir: 12%, um ponto acima da mínima da manhã (11%), mas ainda abaixo dos 13.5% que marcaram 21 de abril. O indicador oscilou agudamente em 24 horas — para baixo pela manhã (após a CPI do Master esfriar no Congresso e a sabatina de Jorge Messias ser adiada), para cima à noite (após Flávio ativar a narrativa anti-STF). No Senado, PL retomou os 83% — 2 pontos acima do ponto em que estava pela manhã.

Na expectativa de inflação de 2026, a faixa 5.00-5.49% lidera com 44.05%, seguida de 4.50-4.99% (34.4%). Cenário econômico precificado permanece contido, sem explosão.

2. O que os institutos registraram

A base de pesquisas do TSE contabiliza 194 pesquisas indexadas nos últimos 15 dias. Hoje publicaram cinco institutos — VOX Brasil (n=1.480), BRASMARKET (n=1.200), Instituto Piauiense (duas pesquisas), Parla Mentors. Amanhã sai a nacional da Paraná Pesquisas (n=1.680), cujo campo encerra hoje.

O dia mais denso está marcado para terça-feira, 27 de abril: três pesquisas da Quaest (totalizando 3.204 entrevistados, investimento total de R$ 601 mil), a segunda rodada nacional da Paraná Pesquisas (n=1.500) e a primeira Nexus Pesquisa (n=2.000) — todas com publicação no mesmo dia. Será, por volume agregado, o maior dia de pesquisa eleitoral desde o início do ciclo.

Um dado estadual novo ponderado: no Rio Grande do Sul, o Diário do Poder registrou Flávio Bolsonaro com 42.2% contra 28.2% de Lula — gap de 14 pontos percentuais a favor do senador no estado.

3. O que a imprensa cobriu

A movimentação política do dia foi ativa nos dois campos.

Flávio Bolsonaro saiu em defesa pública de Romeu Zema, declarando ao veículo que o governador é "vítima de militância do Judiciário" e acusando o STF de "interferência eleitoral" (Folha de S. Paulo, Valor Econômico). Zema respondeu à pressão para ser vice da chapa: "O que existe são três candidaturas e vou levar a minha até o final" (Estadão). A aliança tática entre os dois candidatos no eixo anti-STF ganhou corpo ao longo da tarde.

Do lado do governo, a campanha de Lula pediu formalmente a retirada de um vídeo publicado por Flávio que associa o presidente à corrupção (Folha). O PT iniciou uma ofensiva religiosa contra o senador, usando passagens bíblicas (Metrópoles). O ambiente foi descrito por Tribuna da Internet como "guerra de narrativas em eleição marcada pela rejeição".

A pauta institucional também evoluiu. O Senado formalizou pedido ao STF para rejeitar a ação antidelação do PT que havia sido desengavetada por Alexandre de Moraes (O Globo). O ex-presidente do BRB trocou de defesa e sinalizou intenção de negociar delação (SBT News); na sequência, Daniel Vorcaro passou mal durante negociação na Polícia Federal (Conexão Política). A solução definitiva para o BRB, segundo o O Globo, depende de aval do Tesouro.

A Gazeta do Povo publicou o título provocativo "Flávio Bolsonaro pode ficar fora da eleição de 2026?" — a pauta da inelegibilidade via Moraes voltou ao radar com viés ambíguo: pode atingir Flávio, mas também pode reforçar sua narrativa de perseguição.

4. Divergências do dia

Mercado × Pesquisas: o paradoxo que a plataforma vem sinalizando desde segunda-feira se manteve. O Polymarket dá Flávio à frente (+0.45pp), enquanto o Datafolha e o CNT de 21 de abril mantêm Lula à frente (4pp no 1º turno pelo Datafolha; 4pp no 2º turno pelo CNT). Nenhum dos dois lados cedeu.

Zema: a explosão no mercado não tem paralelo equivalente nas pesquisas recentes — a Quaest de 15 de abril registrou o governador com apenas 3% no 1º turno. O mercado está precificando algo que os institutos ainda não capturaram.

Haddad: o salto no "2º lugar" do Polymarket (+2.75pp) é anômalo em relação à sua posição como candidato a governo estadual. Pode ser volatilidade de curto prazo ou começo de uma reprecificação mais estrutural. Os próximos três a cinco dias dirão.

Em síntese

  1. O mercado apertou a disputa presidencial para 0.45pp. Metade do que era de manhã.
  2. A aliança tática Flávio-Zema contra o STF elevou o impeach no Polymarket em 1pp. Vale observar se o efeito persiste nos próximos dias.
  3. Terça-feira, 27 de abril, concentra cinco pesquisas grandes (três Quaest, Paraná nacional segunda rodada, primeira Nexus — totalizando cerca de 6.700 entrevistados). Será o dia que pode resolver — ou aprofundar — a divergência entre institutos e mercado.

Fontes citadas: Polymarket, Datafolha, CNT, Diário do Poder, TSE, Folha de S.Paulo, Valor Econômico, Estadão, O Globo, SBT News, Conexão Política, Metrópoles, Tribuna da Internet, Gazeta do Povo, Quaest, Paraná Pesquisas, Nexus.

Método: esta síntese é gerada automaticamente a partir dos dados auditáveis da plataforma AFOS Analytics, sob regras em código versionadas em git. Todas as alegações podem ser verificadas na plataforma ou nas fontes linkadas. Entenda a governança automatizada.

Fontes citadas neste texto: Polymarket, Datafolha, CNT, Diário do Poder, TSE, Folha de S.Paulo, Valor Econômico, Estadão, O Globo, SBT News, Conexão Política, Metrópoles, Tribuna da Internet, Gazeta do Povo, Quaest, Paraná Pesquisas, Nexus

Método: esta síntese é gerada automaticamente a partir dos dados auditáveis da plataforma AFOS Analytics, sob regras em código versionadas em git. Todas as alegações podem ser verificadas na plataforma ou nas fontes linkadas. Entenda a governança automatizada.

Integração: para ver os dados ao vivo e as análises dos candidatos em detalhe, acesse o dashboard completo. Para entender o método em profundidade, leia O Método.

Glossário: termos políticos brasileiros usados nas sínteses (TSE, STF, BolsoMaster, lideranças envelhecidas, etc.), definições nos 3 idiomas. Ver glossário completo