AFOS Daily · Síntese do Dia
21 de junho de 2026
Mercado de Previsão × Pesquisas × Notícias
Síntese gerada com base em dados auditáveis. Cada alegação cita sua fonte.
Domingo estável: sem pesquisa nacional nova e mercado praticamente parado, confirmando a Datafolha de ontem. Lula seguiu a 51,50% e Flávio recuou de leve a 24,90% (↓0,15pp), de modo que o gap entre os dois abriu a +26,60pp, perto do recorde do ciclo. O eixo do dia foi político: a operação da PF avançou sobre Jaques Wagner e aliados temem efeito no palanque de Lula na Bahia, mas o mercado segurou Lula no topo. O volume total acumulado no presidencial soma ~USD 102,92M.
1. Mercado de previsão
O Polymarket passou o domingo 21 de junho praticamente parado, num dia sem pesquisa nacional nova. Lula seguiu estável a 51,50% (USD 6,57M) e Flávio Bolsonaro recuou de leve a 24,90% (USD 6,77M, ↓0,15pp), de modo que o gap entre os dois abriu a +26,60pp, perto do recorde do ciclo. O volume total acumulado no mercado presidencial soma ~USD 102,92M.
A leitura de método do dia é a estabilidade: sem dado eleitoral novo, o mercado apenas confirmou a Datafolha de ontem, que mediu um 2º turno competitivo (47% × 43%), enquanto o Polymarket manteve a dominância de Lula no topo da corrida. O recuo marginal de Flávio veio sem evento de urna no dia.
Renan Santos ficou a 14,30% (USD 7,29M, ↓0,05pp), o maior volume acumulado do presidencial, e segue cravado como favorito ao 3º lugar do 1º turno, a 61,5% no sub-mercado de colocação. A 3ª via permaneceu no piso: Caiado recuou a 2,00% (USD 4,29M, ↓0,25pp) e Haddad ficou a 2,10% (USD 5,84M, ↓0,05pp), enquanto Zema seguiu a 1,40% (USD 3,79M) e Camilo Santana a 1,80%. No sub-mercado de 2º lugar do 1º turno, Flávio segue isolado na frente, a 68,5%.
Nos demais mercados, o STF impeach ficou estável a 3,60% (USD 82k), em patamar baixo. No Senado por número de cadeiras, o PL manteve a liderança a 77,5% (USD 257k). Na inflação anual de 2026, a banda 5,00-5,49% segue líder a 31,4%, seguida pela banda 5,50-5,99% a 26,0% e 6,00-6,49% a 19,0%.
2. O que os institutos registraram
Não houve pesquisa nacional nova registrada no TSE neste domingo 21 de junho. A referência segue sendo a Datafolha de ontem, sábado 20 de junho (n=2.004, campo 17-19/Jun, protocolo TSE BR-09956/2026, margem 2pp), que deu no 1º turno Lula 41% × Flávio 31%, com a 3ª via no piso (Caiado e Renan 3%, Zema e Aécio 2%, Joaquim Barbosa 1%), e no 2º turno Lula 47% × Flávio 43% (gap +4pp, o mais apertado entre as nacionais recentes), segundo o G1. A rejeição de Flávio (48%) é a maior do páreo, à frente da de Lula (46%).
Um desdobramento da mesma Datafolha circulou no domingo: o apoio de Trump a um candidato é indiferente para 65% dos eleitores, segundo o Poder360. A aprovação de Lula segue na casa dos 48% (Datafolha 20/Jun, em linha com a BTG/Nexus 48% × 47% de 15/Jun). A divergência mais larga do dashboard continua com Renan, em ~11,30pp (mercado 14,30% contra os 3% da Datafolha no 1º turno).
📅 Calendário de pesquisas nos próximos 7 dias
Pesquisas registradas no TSE com publicação prevista entre 22/Jun e 28/Jun. Inclusão na tabela não significa publicação confirmada, institutos podem atrasar ou cancelar divulgação. Filtro aplicado: amostra ≥ 1.000. Cada protocolo linkado à consulta pública TSE.
| Data | Instituto | Amostra | Escopo | Protocolo TSE | Conf. |
|---|---|---|---|---|---|
| 22/Jun | AtlasIntel | 1.200 | a confirmar | BR-08344/2026 | - |
| 23/Jun | Indexa | 2.000 | nacional | BR-08944/2026 | - |
| 23/Jun | Real Time Big Data | 2.000 | a confirmar | BR-09044/2026 | - |
| 24/Jun | Gerp | 2.000 | a confirmar | BR-09657/2026 | - |
| 25/Jun | JOTA 🔥 | 6.000 | nacional | BR-06150/2026 | - |
Fonte: registro público TSE via API AFOS. 🔥 destaca amostras ≥ 3.000. Status registrada ≠ publicada: confirmação de divulgação efetiva exige verificação de duas fontes primárias antes da citação de números. Destaque nacional da semana: a JOTA (25/Jun), de amostra grande.
3. O que a imprensa cobriu
Sem pauta de urna no domingo, o eixo político seguiu sendo o caso do Banco Master sobre o campo governista. A operação da Polícia Federal de 18 de junho contra o senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado, ganhou um novo desdobramento: aliados do próprio senador passaram a argumentar que um Wagner fragilizado prejudica o palanque de Lula na Bahia, segundo a Folha, num dos maiores colégios do país. Em contraponto, a campanha de Flávio espera capitalizar o efeito Wagner enquanto a de Lula minimiza, também segundo a Folha.
No campo do governo, o vice-presidente Geraldo Alckmin reafirmou que a PF tem independência e que Lula conduzirá bem o caso, segundo o Estadão, na mesma linha da mudança de tom de Wagner sobre deixar a liderança registrada pelo O Globo na véspera. No STF, a relatoria do caso Vorcaro segue com o ministro André Mendonça, que deve manter o ex-banqueiro na Polícia Federal pelo risco de fuga.
No campo da oposição, o domingo foi de movimentos de bastidor: o plano de governo de Flávio Bolsonaro segue saindo a conta-gotas e a campanha pediu cautela para não soar oportunista com o caso Master. A rejeição (48%) segue a maior do páreo, e o racha na direita persiste, depois de Romeu Zema negar proximidade com Flávio nos dias anteriores. A fragmentação da 3ª via, confirmada pela entrada de Aécio Neves e Joaquim Barbosa no leque da Datafolha (ambos no piso), segue como pano de fundo do campo anti-Lula.
4. Divergências do dia
Mercado × pressão política: o registro do dia. O eixo do noticiário foi a escalada do caso Master sobre o governo (operação da PF sobre Jaques Wagner, temor de efeito no palanque de Lula na Bahia, Folha), mas o Polymarket não reprecificou a corrida: Lula seguiu estável a 51,50% e o gap sobre Flávio abriu a +26,60pp. O mercado segurou o presidente no topo num dia de pressão sobre o seu campo, sem evento de urna que justificasse movimento. Correlação não autoriza causa: o registro é da estabilidade do sinal de mercado diante da pressão política.
Mercado × pesquisa (Renan): a divergência mais larga do dashboard segue com Renan, em ~11,30pp (mercado 14,30% contra os 3% da Datafolha no 1º turno). O mercado o crava como favorito ao 3º lugar do 1º turno (61,5%), mas sem lhe dar chance real de vencer: capital de nicho, não de vitória.
Unidades diferentes: a leitura honesta do gap. O Polymarket precifica probabilidade de vencer (Lula 51,50% × Flávio 24,90%, diferença de +26,60pp), enquanto a Datafolha mede voto de 2º turno (47% × 43%, diferença de +4pp). São métricas distintas; a comparação direta entre os números, sem essa ressalva, exageraria a distância real entre os dois.
Em síntese
- Domingo estável: sem pesquisa nacional nova e com o Polymarket praticamente parado, Lula seguiu a 51,50% e Flávio recuou de leve a 24,90% (↓0,15pp), de modo que o gap abriu a +26,60pp, perto do recorde do ciclo. O volume total acumulado no presidencial soma ~USD 102,92M.
- O eixo do dia foi político, não eleitoral: a operação da PF avançou sobre Jaques Wagner e aliados passaram a temer efeito no palanque de Lula na Bahia (Folha), enquanto Alckmin defendeu a independência da PF (Estadão). O mercado segurou Lula no topo apesar da pressão.
- A maior divergência do dashboard segue com Renan, cravado no 3º lugar do 1º turno (61,5%) mas sem chance real de vencer (~11,30pp). Próximos testes de urna: Indexa (23/Jun) e a JOTA (25/Jun, n=6.000).
Fontes consultadas
matérias com link direto para a notícia (veículos âncora):
- G1 · Datafolha 2º turno: Lula tem 47% e Flávio Bolsonaro, 43%
- Estadão · Alckmin diz que PF tem independência e que Lula vai conduzir bem questão sobre Jaques e Master
- O Globo · A mudança de humor de Jaques Wagner sobre a liderança do governo
matérias secundárias (URL Google News redirect · clique resolve à matéria):
- Folha de S.Paulo · Aliados de Wagner argumentam que senador fragilizado prejudica palanque de Lula na Bahia
- Folha de S.Paulo · Datafolha: Aliados de Flávio esperam melhora após efeito Jaques Wagner; campanha de Lula minimiza
- Poder360 · Apoio de Trump a candidato é indiferente para 65% dos eleitores, diz Datafolha
- Portal ABC do ABC · Datafolha aponta Lula com 41% e Flávio Bolsonaro com 31% no 1º turno
- Tribuna do Agreste · Datafolha aponta rejeição de 48% a Flávio Bolsonaro e de 46% a Lula
Fontes técnicas: Polymarket (cotações ao vivo via proxy AFOS, fetched 21/Jun 13:07 BRT), registro TSE (pesquisas eleitorais oficiais).
Fontes citadas neste texto: Polymarket, TSE (registro público), G1, Estadão, O Globo, Folha de S.Paulo, Poder360
Método: esta síntese é gerada automaticamente a partir dos dados auditáveis da plataforma AFOS Analytics, sob regras em código versionadas em git. Todas as alegações podem ser verificadas na plataforma ou nas fontes linkadas. Entenda a governança automatizada.
Integração: para ver os dados ao vivo e as análises dos candidatos em detalhe, acesse o dashboard completo. Para entender o método em profundidade, leia O Método.
Glossário: termos políticos brasileiros usados nas sínteses (TSE, STF, BolsoMaster, lideranças envelhecidas, etc.), definições nos 3 idiomas. Ver glossário completo →