AFOS Daily · Síntese do Dia

6 de setembro de 2026

Mercado de Previsão × Pesquisas × Notícias

Síntese gerada com base em dados auditáveis. Cada alegação cita sua fonte.

A seca de pesquisa nacional acabou no terceiro dia, e a rodada que a encerrou põe Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula no 1º turno pela primeira vez desde 26 de agosto. No mesmo dia o contrato de vencedor andou para o lado contrário e abriu a distância entre os dois, num livro presidencial que acumula USD 144,11M. As duas medições ordenaram a disputa ao contrário uma da outra.

1. Mercado de previsão

Os preços desta edição são da leitura confirmada de 6 de setembro, 13:53 BRT, com os cinco livros confirmados. O contrato de vencedor voltou a receber preço novo, e o volume total acumulado no presidencial soma USD 144,11M.

No contrato de vencedor, Lula subiu 1,00pp, para 56,50% (USD 9,83M), e Flávio Bolsonaro cedeu 0,45pp, para 39,70% (USD 9,74M), contra a leitura de 4 de setembro. A distância passou de 15,35pp para 16,80pp. Renan Santos está em 1,60% (USD 12,70M) e Augusto Cury em 1,15% (USD 4,16M). Na série desde 14 de abril nenhum é recorde: Lula numa faixa de 34,50% a 67,50%, Flávio de 22,00% a 45,50%.

O livro que mais andou é o de 3º lugar: Augusto Cury subiu 4,25pp, para 56,20% (USD 126 mil), revertendo duas quedas seguidas, Renan Santos subiu 1,50pp, para 26,00% (USD 279 mil), e Ronaldo Caiado voltou a 10,00% (USD 114 mil). No de 2º lugar, Flávio Bolsonaro ficou parado em 89,50% (USD 612 mil) e Lula subiu 2,55pp, para 7,90% (USD 474 mil).

O contrato de impeachment no Supremo antes de 2027 está em 8,60% (USD 88 mil), onde estava na véspera. No Senado o PL segue em 82,50% (USD 261 mil) e o MDB cedeu 0,40pp, para 10,35% (USD 8,9 mil). A faixa de inflação entre 5,00% e 5,49% lidera com 42,35%.

2. O que os institutos registraram

Depois de dois dias sem nacional divulgada, a Veritá publicou em 6 de setembro levantamento com campo de 1 a 4 de setembro, registro BR-09426/2026, 3.804 entrevistas e margem de 2 pontos, com recursos próprios. Ele traz Flávio Bolsonaro com 38,9% e Lula com 38,4% no 1º turno, distância de 0,5 ponto dentro da margem declarada, ou seja, empate técnico e não liderança.

É a segunda nacional da janela nessa ordem, depois da Gerp de 26 de agosto, que deu 38% a 37%, e dentro da própria Veritá o sinal virou: em 21 de agosto a casa dava 39,3% a Lula contra 39,1% do adversário. O maior deslocamento é de Augusto Cury, que aparece com 12,2% contra 2,2% na rodada da mesma casa. Renan Santos tem 3,7%, Ronaldo Caiado 1,9% e Pablo Marçal 1,4%. Sem cenário de 2º turno, a leitura mais recente desse par segue sendo a Datafolha de 3 de setembro. A Veritá tem confiabilidade 2 na régua da casa.

O registro do TSE fechou o dia com 830 presidenciais e 25 inseridas, duas nacionais: a Datafolha e uma segunda Veritá, de 40.500.

Calendário de pesquisas, próximos 7 dias

Pesquisas registradas no TSE com publicação prevista entre 07/Set e 13/Set. Registro não é publicação confirmada. Filtros: escopo nacional e amostra maior ou igual a 1.000. Protocolos linkados à consulta pública TSE.

DataInstitutoAmostraEscopoProtocolo TSEConf.
07/SetQuaest2.004nacionalBR-01720/20260,9
08/SetGerp2.400nacionalBR-00251/20260,7
08/SetNexus2.000nacionalBR-06790/20260,7
09/SetPALVER5.000nacionalBR-05420/20260,7
09/SetReal Time Big Data1.600nacionalBR-07932/20260,8
09/SetIdeia/Canal Meio1.500nacionalBR-07935/20260,6
10/SetAtlasIntel5.000nacionalBR-01452/20260,9
10/SetPoderData3.000nacionalBR-04914/20260,7
10/Set100 Cidades2.000nacionalBR-02322/20260,7
11/SetVeritá40.500nacionalBR-08093/20260,7
11/SetDatafolha2.002nacionalBR-01833/20260,9

Fonte: registro público TSE via API AFOS. Amostras maiores ou iguais a 3.000 em negrito. A tabela lista as 11 NACIONAIS da janela; 64 registros estaduais do mesmo período ficaram de fora por escopo. O status é "registrada, não publicada". Ressalva de método: o escopo é derivado por nós do texto do registro, e numa das onze linhas, a Real Time Big Data de 09/Set, a conferência da casa não sustenta o rótulo nacional, porque o plano amostral dessa casa declara universo nacional também nas estaduais.

3. O que a imprensa cobriu

A crise no Supremo produziu dois atos em 5 de setembro, e nenhum partiu dos ministros no centro dela. Gilmar Mendes protocolou uma proposta de emenda ao regimento interno do tribunal, apresentada ao presidente Edson Fachin, para proibir militares e policiais em cargos em comissão nos gabinetes, segundo Folha de S.Paulo e ac24horas.

No mesmo dia, Cristiano Zanin pediu ao presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná a responsabilização dos envolvidos depois que Deltan Dallagnol anexou dados de sigilo fiscal dele a um registro de candidatura, e o tribunal mandou Dallagnol se manifestar, segundo Gazeta do Povo. O Globo registra que ele recorreu também ao Supremo e à Justiça Eleitoral. Edson Fachin sinalizou levar a crise ao plenário, decisão ainda não tomada, e os pedidos de impeachment pressionam o presidente do Senado, segundo Estadão.

Em 5 de setembro Lula pediu voto para Fernando Haddad e provocou Donald Trump ao falar do Pix, segundo Opera Mundi. Flávio Bolsonaro visitou no Paraná um condenado pela trama golpista e cobrou o afastamento de Alexandre de Moraes, e os dois têm agenda no estado, segundo Banda B.

Ronaldo Caiado levou a crise e o caso Master ao horário eleitoral e, em 6 de setembro, fez a primeira crítica pública a Augusto Cury, segundo Valor Econômico, depois de ser superado nas pesquisas.

4. Divergências do dia

Mercado x pesquisa: as duas medições ordenaram a disputa ao contrário no mesmo dia. A Veritá pôs Flávio Bolsonaro à frente por 0,5 ponto no 1º turno e o contrato de vencedor abriu a distância de Lula para 16,80pp. As duas leituras são das mesmas duas pessoas e invertem a ordem.

Cury nos dois universos, em contratos opostos: ele é o único nome que sobe nas duas medições, com 12,2% na Veritá contra 2,2% em 21 de agosto, e mais 4,25pp no contrato de 3º lugar. No contrato de vencedor, porém, ele cedeu 0,80pp, para 1,15%.

Ato institucional x preço: em 5 de setembro o caso do Supremo produziu uma emenda regimental protocolada e um pedido de responsabilização por quebra de sigilo, e o contrato de impeachment antes de 2027 seguiu em 8,60%, a 0,05pp de onde estava na véspera.

Em síntese

  1. A divergência de hoje é de desenho, não de erro. A urna fechou a disputa para 0,5 ponto e o preço a abriu para 16,80pp no mesmo dia, e as duas podem ser verdadeiras juntas: uma pergunta quem tem mais voto no 1º turno, a outra quem ganha a eleição. O painel não escolhe entre elas.
  2. O número mais forte do dia veio da casa de menor confiabilidade da janela. A Veritá tem confiabilidade 2 na régua do AFOS, e as demais nacionais recentes dão Lula à frente por 3 a 9,7 pontos. Com a Gerp de 26 de agosto, são duas leituras em onze dias nessa ordem: bastante para registrar, pouco para chamar de virada.
  3. Cury é onde os dois universos concordam, e ainda assim discordam de tamanho. Ele sobe na urna, de 2,2% para 12,2% na mesma casa, e no preço, para 56,20% no 3º lugar. Mas no de vencedor vale 1,15%. O mercado comprou o terceiro lugar dele, não a vitória, e é essa distinção que a semana testa.

Fontes consultadas

matérias com link direto para a notícia (veículos âncora):

matérias secundárias (URL Google News redirect, clique resolve à matéria):

Fontes técnicas: Polymarket (cotações ao vivo via proxy AFOS, fetched 06/Set 13:53 BRT), registro TSE (pesquisas eleitorais oficiais).

Fontes citadas neste texto: Polymarket, TSE (registro público), Folha de S.Paulo, O Globo, Valor Econômico, Estadão, Gazeta do Povo, CNN Brasil, gp1.com.br, ac24horas, Opera Mundi, Banda B

Método: esta síntese é gerada automaticamente a partir dos dados auditáveis da plataforma AFOS Analytics, sob regras em código versionadas em git. Todas as alegações podem ser verificadas na plataforma ou nas fontes linkadas. Entenda a governança automatizada.

Integração: para ver os dados ao vivo e as análises dos candidatos em detalhe, acesse o dashboard completo. Para entender o método em profundidade, leia O Método.

Glossário: termos políticos brasileiros usados nas sínteses (TSE, STF, BolsoMaster, lideranças envelhecidas, etc.), definições nos 3 idiomas. Ver glossário completo

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