AFOS Daily · Síntese do Dia

12 de setembro de 2026

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Síntese gerada com base em dados auditáveis. Cada alegação cita sua fonte.

O contrato de vencedor fechou dez pontos de distância em um dia, com Flávio Bolsonaro em 49,95% e Lula em 48,50%, num livro que acumula USD 148,77M. A pesquisa que entra é a Datafolha de 11 de setembro, e ela interrompe uma sequência de oito nacionais sem Lula à frente no segundo turno. E o presidente do Supremo negou o julgamento conjunto de Moraes e Mendonça, marcando duas sessões separadas.

1. Mercado de previsão

No contrato de vencedor, na leitura confirmada de 12 de setembro às 13:10 BRT, Flávio Bolsonaro está em 49,95% (USD 10,47M) e Lula em 48,50% (USD 10,81M), contra 53,95% e 42,50% na leitura confirmada de 11 de setembro. O volume total acumulado no livro presidencial soma USD 148,77M, e a distância entre os dois foi de 11,45pp para 1,45pp.

O movimento anula e inverte o dos dois dias anteriores, quando o vão tinha aberto de 6,25pp para 9,35pp e depois para 11,45pp.

Nenhum dos dois preços é extremo: os 49,95% ficam 5,15pp abaixo do topo da série de Flávio, de 55,10% em 10 de setembro, e os 48,50% ficam 19,00pp abaixo do topo de Lula, de 67,50% em 16 de agosto. Quem marca extremo é Ronaldo Caiado, com 0,15% no contrato de vencedor, abaixo do piso da série aberta em 14 de abril, que era 0,20% em 4 de setembro.

No contrato de terceiro lugar o favorito abriu vantagem: Augusto Cury subiu 2,90pp, para 55,80% (USD 173 mil), 4,50pp abaixo do topo dele, de 60,30% em 4 de setembro, e Renan Santos caiu 1,50pp, para 37,00% (USD 299 mil). Caiado subiu 3,00pp ali, para 8,00% (USD 119 mil). O contrato de segundo lugar não publica preço novo, porque as duas leituras da trava discordaram em 0,75pp.

O contrato de saída de ministro do Supremo por impeachment antes de 2027 cedeu 1,60pp e está em 6,70% (USD 90 mil), 19,40pp abaixo do topo da série, de 26,10% registrado em 11 de setembro. No Senado, o Partido Liberal subiu 1,00pp e está em 84,00% (USD 261 mil).

2. O que os institutos registraram

A nacional que entra é a Datafolha divulgada em 11 de setembro, campo de 8 a 10 de setembro, 2.002 entrevistas presenciais, margem de 2,0 pontos e registro BR-01833/2026 no TSE. No primeiro turno ela mede Lula 39% e Flávio Bolsonaro 35%, com Cury em 6%, Caiado em 4%, Renan Santos em 3% e Zema em 2%.

No par de segundo turno Lula aparece à frente por 46% a 44%, e eram oito nacionais seguidas desde 6 de setembro em que ele não aparecia. A diferença de 2 pontos cabe em uma margem de 2,0, então a casa mede empate técnico. Nos outros quatro pares Lula vence todos, e em três a distância fica fora da margem, uma delas 48% a 37% contra Renan Santos. A rodada mede ainda 46% de rejeição para cada um dos dois primeiros e 75% de eleitores decididos. O registro do TSE segue com 879 presidenciais.

Calendário de pesquisas, próximos 7 dias

Pesquisas registradas no TSE com publicação prevista entre 14/Set e 16/Set. Inclusão na tabela não significa publicação confirmada, porque institutos podem atrasar ou cancelar divulgação. Filtros: escopo nacional e amostra maior ou igual a 1.000, com cada protocolo linkado à consulta pública TSE.

DataInstitutoAmostraEscopoProtocolo TSEConf.
14/SetQuaest2.004nacionalBR-03607/20260,9
14/SetNEXUS2.000nacionalBR-04076/20260,7
15/SetMDA2.002nacionalBR-06902/20260,9
15/SetIndexa2.000nacionalBR-03482/20260,7
16/SetDatatrends2.000nacionalBR-08691/20260,7
16/SetAmerican Analytics2.000nacionalBR-01431/20260,7

Fonte: registro público TSE via API AFOS. Amostras maiores ou iguais a 3.000 em negrito. A tabela lista as 6 NACIONAIS da janela de 13 a 19 de setembro; 39 registros do mesmo período ficaram de fora por escopo ou por amostra. O status é registrada e não publicada.

3. O que a imprensa cobriu

O ato do dia é de rito, não de conteúdo. Edson Fachin negou o pedido de Alexandre de Moraes para julgar de forma unificada os casos que envolvem ele próprio e André Mendonça, manteve a sessão de 15 de setembro e marcou uma segunda para 23 de setembro. Moraes havia alegado risco de decisões contraditórias. As duas fontes divergem sobre o que exatamente entra na sessão de 23, e por isso esta página registra a marcação da data e não o objeto dela.

Na véspera da sessão de 15 de setembro, Gilmar Mendes reforçou o pedido de Cristiano Zanin por acesso ao conteúdo do celular de Daniel Vorcaro e pediu que Fachin acione a Polícia Federal caso Mendonça não repasse o material, pedido que o Estadão também registrou.

Aliados dos dois primeiros colocados falaram em estabilidade apesar da crise no Supremo.

4. Divergências do dia

O livro andou dez pontos e a urna não andou nenhum. Entre as leituras confirmadas de 11 e 12 de setembro o vão foi de 11,45pp para 1,45pp. No mesmo intervalo, a Datafolha repetiu exatamente o par que já tinha medido em 3 de setembro, 46% a 44%. Preço é probabilidade de vencer a eleição e pesquisa é intenção de voto, e o AFOS não subtrai um do outro. O que se registra é que um dos instrumentos se move em horas e o outro, na mesma casa, está parado há nove dias.

É a primeira rodada da janela em que os dois concordam sobre o tamanho. O livro marca 1,45pp de distância e a casa mede 2 pontos no par direto, e os dois cabem dentro da margem de 2,0 da pesquisa. Nas rodadas anteriores o livro marcava 11,45pp contra os mesmos 2 pontos. A convergência é sobre a distância, não sobre quem ganha, e ela não torna nenhum dos dois mais certo.

A sacudida de hoje não é rara neste mês, e isso é medição, não impressão. Sobre 147 pares de dias consecutivos da série gravada desde 14 de abril, o vão variou dez pontos ou mais em três, e dois deles são de 7 para 8 e de 9 para 10 de setembro. O contrato do Supremo cedeu 1,60pp no mesmo dia em que Fachin desmembrou o julgamento. A ordem dos fatos está medida, o vínculo entre eles não.

Em síntese

O vão do contrato de vencedor fechou dez pontos entre duas leituras confirmadas, e nenhum dos dois preços é extremo da série. Flávio Bolsonaro está em 49,95%, 5,15pp abaixo do topo dele, e Lula em 48,50%, 19,00pp abaixo do dele. Quem marca extremo é Ronaldo Caiado, com 0,15% no contrato de vencedor, abaixo do piso da série aberta em 14 de abril.

A pesquisa que entra interrompe uma sequência de oito e mede um empate técnico, não uma virada. Na Datafolha, Lula aparece à frente por 46% a 44%, diferença que cabe na margem de 2,0, e a mesma casa vinha de 46% a 44% em 3 de setembro e 47% a 43% em 21 de agosto.

O Supremo separou o que Moraes queria junto, e marcou duas datas antes do primeiro turno. A sessão de 15 de setembro fica de pé e uma segunda foi marcada para 23 de setembro. A semana que vem traz seis pesquisas nacionais entre 14 e 16 de setembro, nenhuma confirmada.


Fontes consultadas

matérias com link direto para a notícia (veículos âncora):

matérias secundárias (URL Google News redirect, clique resolve à matéria):

Fontes técnicas: Polymarket (cotações ao vivo via proxy AFOS, fetched 12/Set 13:10 BRT), registro TSE (pesquisas eleitorais oficiais).

Fontes citadas neste texto: Polymarket, TSE (registro público), CartaCapital, Gazeta do Povo, O Globo, G1, Estadão, Valor Econômico, Folha de S.Paulo, Diário Carioca

Método: esta síntese é gerada automaticamente a partir dos dados auditáveis da plataforma AFOS Analytics, sob regras em código versionadas em git. Todas as alegações podem ser verificadas na plataforma ou nas fontes linkadas. Entenda a governança automatizada.

Integração: para ver os dados ao vivo e as análises dos candidatos em detalhe, acesse o dashboard completo. Para entender o método em profundidade, leia O Método.

Glossário: termos políticos brasileiros usados nas sínteses (TSE, STF, BolsoMaster, lideranças envelhecidas, etc.), definições nos 3 idiomas. Ver glossário completo

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