AFOS Tradeoff · Brazil Political Risk Weekly

AFOS Analytics

Pricing político em tempo real
Mercado de previsão × pesquisas × imprensa
sem médias suavizadas

Brasil·Edição11·Semana de 27-31 julho 2026·Publicada Segunda 07:00 BRT
Sinal da semana

A Edição №10 fechou com um teste escrito e datado, e a janela 27-31/Jul devolveu resposta negativa. Aquela edição registrou que o mercado havia começado a precificar Flávio Bolsonaro não chegando ao returno, com o contrato de 3º lugar dele em 8.60%, e escreveu o critério: se sustentasse acima de 8% por mais uma janela, deixaria de ser artefato de book raso. Não sustentou um único pregão. Caiu para 7.90% já na segunda 27/Jul e fechou a sexta em 5.70%, queda de 2.20pp na semana, enquanto o contrato de 2º lugar dele subia 1.50pp, para 78.00%. O registro do erro vem antes de qualquer achado novo. O desta janela está no contrato de vencedor: Lula saiu de 62.50% na segunda para 64.50% na sexta, alta de 2.00pp, rompendo o topo anterior da série do AFOS, que era 63.50%. O gap sobre Flávio foi de 38.70pp para 40.10pp, primeira leitura acima de 40pp na série do banco, que começa em 14/Abr e tem 108 dias com dado. A mecânica mudou: o gap abriu com os dois nomes subindo, porque Flávio também ganhou 0.60pp e fechou em 24.40%. Não é deterioração do adversário, é demanda pelo favorito. Quatro pesquisas nacionais saíram na janela e não concordam no gap de 1º turno: 9.0pp na BTG/Nexus de 27/Jul, 9.1pp na AtlasIntel de 29/Jul, 6.0pp na PoderData de 30/Jul e 9.3pp na Vox Brasil de 31/Jul. A média de 8.35pp esconderia que a fora da curva é uma só. No eixo macro, a faixa de 4.50% a 4.99% do contrato de inflação saltou 13.00pp num único pregão, em 28/Jul, dia em que o IPCA-15 veio a 0.06% e abaixo das projeções. O presidencial acumula USD 118.16M. A janela seguinte concentra em 05/Ago a decisão do Copom, o fim do prazo de convenções e a Quaest.

1.Executive Summary

Gap Lula × Flávio
+40.10pp
↑1.40pp na semana
Primeira leitura acima de 40pp na série do AFOS, 108 dias entre 14/Abr e 02/Ago. Abriu com os DOIS nomes subindo, invertendo a mecânica de №10, onde três quartos do movimento vinham de Flávio
Flávio · 3º lugar 1º turno
5.70%
↓2.20pp na semana
A №10 escreveu que sustentar acima de 8% por mais uma janela tiraria o movimento da conta de artefato. Caiu abaixo de 8% no primeiro pregão e não voltou. Reprovado pelo critério da própria edição
Inflação 2026 · faixa 4.50–4.99%
33.70%
↑7.40pp na semana
Saltou 13.00pp num pregão, em 28/Jul, mesmo dia do IPCA-15 a 0.06% e abaixo das projeções. Registramos a coincidência de data, não a causa. Book de USD 13 mil, e o tamanho vai junto do número

Esta edição abre pelo erro. A №10 reportou como achado inédito que o mercado passara a precificar Flávio Bolsonaro não chegando ao returno, e fixou um critério de falseamento: o 3º lugar sustentar acima de 8% por mais uma janela. O teste deu negativo em todos os pregões, e os dois books de colocação voltaram a andar juntos, o que reduz aquela leitura a movimento de uma janela. O achado desta está no contrato principal, e a mecânica é o ponto: em №10 o gap abriu com Flávio caindo 3.80pp, aqui abriu com ele subindo 0.60pp. O mesmo número cresce medindo coisas opostas. Snapshot 02/Ago 19:47 BRT, duas leituras sem divergência nos 52 books com volume dos quatro contratos citados.

2.Por que o AFOS não suaviza

Quatro nacionais na mesma janela produzem a tentação de agregar, e é aqui que a agregação custa mais caro. A média dos quatro gaps de 1º turno dá 8.35pp, número que nenhum instituto mediu, e apaga o único fato relevante: três casas convergem perto de 9pp e uma está sozinha em 6pp. Quem recebe 8.35pp acha que viu dispersão moderada. O que existe é consenso de três com um dissidente identificável.

Divergência da semana · quatro nacionais, um dissidente, e uma média que o esconde
Se fosse média
~gap 1T de 8.35pp e ~Renan 4.95%
Mediar os gaps de 1º turno de Nexus (9.0pp), AtlasIntel (9.1pp), PoderData (6.0pp) e Vox Brasil (9.3pp) produz um '8.35pp' que puxa três leituras concordantes para baixo por causa de uma só, com duas casas decimais que nenhuma das medições tem
Em Renan Santos o dano muda de forma: a média de 5%, 7.8%, 4% e 3.0% dá '~4.95%' e transforma em nível estável o que é **sequência**, com três cortes em ordem cronológica (7.8% em 29/Jul, 4% em 30/Jul, 3.0% em 31/Jul)
AFOS Tradeoff reporta
Nexus 1T 42×33 | AtlasIntel 1T 44.9×35.8 | PoderData 1T 41×35 | Vox 1T 40.5×31.2 · gap de mercado 38.70pp → 40.10pp (↑1.40pp)
As quatro vão separadas, com instituto, amostra, campo, protocolo TSE e confiabilidade. A PoderData (n=2.400, BR-07845/2026) é a única com returno em empate técnico, 46 × 43 com margem de 2pp. A Vox Brasil (n=2.100, BR-01084/2026) deu 47.5 × 41.1 com margem de 2.15pp, que fica FORA da margem somada. Campo quase idêntico, classificações opostas do mesmo returno
A dispersão não caiu com o volume de medições, e esse é o achado. Quatro nacionais em cinco dias deixaram o gap de 1º turno entre 6.0pp e 9.3pp, amplitude de 3.3 pontos, e o de 2º turno entre 3pp e 6.4pp. A AtlasIntel, maior amostra da janela (n=5.021, margem 1pp), ficou na ponta alta junto com a Vox, que tem menos da metade da amostra dela
Quatro casas, um dissidente

Por que importa: №10 reportou quatro nacionais convergindo em direção e tratou isso como o achado da janela. Esta traz quatro de novo, e a convergência não se repetiu no nível. Com duas observações não há régua para dizer qual semana era a exceção. Ressalva obrigatória e repetida: preço de mercado é probabilidade de vitória, não margem de voto, e as duas grandezas não se subtraem. Segunda: a PoderData é a casa que №10 apontou como teto do intervalo em Flávio e agora aparece como piso do gap, o que é dado sobre a casa, não só sobre a corrida.

O que enfraquece a tese desta edição está no contrato que a sustenta. O gap seguiu subindo no pós-janela, a 41.80pp em 01/Ago, máximo da série, mas recuou para 40.90pp em 02/Ago. Topo que dura um pregão não estabelece patamar, e a edição não vai chamar de patamar. Os 2.00pp de Lula também não são atribuíveis: a janela teve quatro nacionais e o noticiário de convenções ao mesmo tempo, e não há como separar.

🌐 Track record · casos validados globalmente

O mesmo arcabouço que aplicamos ao Brasil, medir a distância entre o mercado de previsão e as pesquisas e conferir o sinal com o resultado real das urnas, já foi checado contra onze eleições em quatro continentes: Índia (2024, Lok Sabha, o único caso em que mercado e pesquisas erraram juntos na mesma direção), França (2024), Coreia do Sul (2025), Peru e Colômbia (2026), Chile, Alemanha e Canadá (2025) e Reino Unido, México e Estados Unidos (2024). Em alguns o sinal foi de convergência, em outros de divergência, e o método reporta os dois sem ajuste retroativo. O dataset completo, com metodologia e código, é aberto sob Apache 2.0 e tem DOI permanente no Harvard Dataverse.

3.Cenários ponderados para a semana

Cenários para a janela 03-07/Ago, que tem quatro nacionais registradas e concentra três eventos price-relevant no mesmo dia: em 05/Ago vencem juntas a decisão do Copom, o encerramento do prazo legal de convenções e a publicação declarada da Quaest, a de maior confiabilidade da janela. Nenhuma edição anterior teve três fontes de reprecificação na mesma quarta-feira.

Cenário base · ~60% probabilidade

A Quaest de 05/Ago e as duas Nexus de 03 e 04/Ago medem o gap de 1º turno entre 8pp e 10pp, confirmando as três casas concordantes da janela anterior e isolando a PoderData como efeito de casa. O contrato de vencedor de Lula oscila entre 64% e 66.50% sem novo topo, o gap fica entre +39pp e +42pp e o 3º lugar de Flávio segue abaixo de 6%. Net-neutral para BRL: confirma o regime vigente e não abre trade novo.

Cenário contrário ao pricing · ~30% probabilidade

A Quaest de 05/Ago mede o gap de 1º turno perto dos 6pp da PoderData. Nesse caso a dissidente vira indicador antecedente e os 40pp de mercado viram overshoot construído sobre três medições atrasadas. A assinatura seria compressão do gap abaixo de +38pp com Flávio acima de 25.50% no vencedor. É o teste mais limpo do recorte porque a Quaest tem conf. 0.90, n=2.004 e campo posterior às quatro da janela coberta. Risco de reprecificação de ativos sensíveis a risco eleitoral, e a edição registra desde já que este cenário inverte a leitura desta capa.

Cauda · ~10% probabilidade

O Copom decide em 05/Ago, depois de o IPCA-15 de 28/Jul vir a 0.06% e do Focus cortar a projeção de 2026 pela quarta semana seguida. Decisão fora do consenso reprecifica o contrato de inflação, cujas faixas têm books de USD 5 mil a USD 13 mil. No mesmo dia encerra o prazo de convenções, com Flávio sem vice, e fato de chapa move os contratos de colocação, que somam USD 4.38M e USD 0.49M contra USD 118.16M do presidencial. A ilustração do risco está na própria janela: o contrato do Senado marcou o MDB em 27.80% em 31/Jul, contra 18.30% na véspera e 19.30% no dia seguinte, num book de USD 7.8 mil.

4.Indicator Grid

ContratoAtualΔ semanaVol USD acum.Leitura implícita
Gap Lula × Flávio+40.10pp↑1.40pp semana118.16MPrimeira leitura acima de 40pp na série desde 14/Abr, e abriu com os dois nomes subindo, ao contrário de №10. Seguiu a +41.80pp em 01/Ago, máximo da série, e recuou a +40.90pp em 02/Ago
Flávio · 3º lugar 1º turno5.70%↓2.20pp semana22kTeste de №10 reprovado em todos os pregões. Fechou 02/Ago em 4.90%. No mesmo intervalo o 2º lugar dele subiu 1.50pp, para 78.00%, e seguiu a 80.50% (book de USD 217 mil)
Lula · vencedor64.50%↑2.00pp semana7.91MRompeu o topo anterior, 63.50%, igualado sem ser superado em 26, 28 e 30/Jul. O máximo da série passou depois a 66.50%, em 01/Ago, já fora da janela
Flávio · vencedor24.40%↑0.60pp semana7.84MDevolveu 0.60pp dos 3.80pp perdidos na janela de №10. Subiu 0.40pp no próprio pregão de 31/Jul, em que o PP reafirmou neutralidade e fechou a porta da vice
Renan Santos · vencedor8.20%↓1.10pp semana8.82MCaiu em quatro dos cinco pregões, contra três institutos cortando na ordem 7.8%, 4% e 3.0%. Desta vez a distância entre mercado e urna fechou pelo lado do PREÇO
Renan · 2º lugar 1º turno8.20%↓7.20pp semana1.09MO maior delta desta edição e o mais frágil: 27/Jul marcou 15.40%, pico dos dez pregões observados. De sexta a sexta a queda é de 2.40pp, não de 7.20pp
Ronaldo Caiado · 3º lugar 1º turno27.50%↑7.50pp semana38kMede 6% na Nexus e 3.1% na AtlasIntel na mesma janela. Book de USD 38 mil, e devolveu 5.00pp em 01/Ago: movimento não confirmado
Inflação 2026 · faixa 4.50–4.99%33.70%↑7.40pp semana13kSaltou 13.00pp só em 28/Jul, dia do IPCA-15 a 0.06%. Chegou a 39.30% e foi modal por um pregão, mas a faixa de 5.00% a 5.49% retomou a moda em 38.30%
STF impeach < 20273.10%↓0.30pp semana83kTrês ordens de grandeza abaixo do presidencial. Não se moveu na semana em que um ministro do STF abriu o 2º inquérito sobre o filho do presidente e retirou sigilo sobre um senador

5.Liquidez e estrutura de mercado

Mercado presidencial · vol. acumulado desde aberturaUSD 118.16M
1Tarcísio de Freitas0.05% prob.USD 13.72M
2Carlos Massa (Ratinho Jr.)0.05% prob.USD 10.38M
3Eduardo Bolsonaro0.05% prob.USD 10.37M
4Michelle Bolsonaro0.15% prob.USD 9.44M
5Renan Santos7.65% prob.USD 8.82M
Anomalia de leitura.

Os três maiores volumes acumulados estão em contratos precificados a 0.05%: Tarcísio (USD 13.72M), Carlos Massa (USD 10.38M) e Eduardo Bolsonaro (USD 10.37M). São posições antigas nunca desmontadas: volume acumulado mede interesse histórico, não convicção corrente. O caso novo está no 6º lugar. Eduardo Leite tem USD 7.913.520 acumulados a 0.05% e Lula tem USD 7.909.138 a 65.50%. Empatados em dinheiro, separados por menos de USD 5 mil, e distantes 65 pontos de probabilidade. É a demonstração mais limpa que o painel já registrou de por que a coluna de volume não ordena nada sozinha. Entre os contendores vivos, Renan manteve a liderança de volume, USD 8.82M contra USD 7.91M de Lula e USD 7.84M de Flávio, enquanto o preço dele cedia 4.70pp em oito pregões: acomodação de posição antiga, não entrada nova.

Os 5 maiores volumes respondem por ~USD 52.73M (~45%) do mercado presidencial (total USD 118.16M em 32 mercados, 17 com volume e 15 sem preço). A alta de 2.00pp de Lula ocorreu num contrato com USD 7.91M acumulados, praticamente empatado com os USD 7.84M de Flávio, então o rompimento do topo não é movimento de book raso. Nos contratos de colocação a leitura é oposta: o 3º lugar de Flávio acumula USD 22 mil e o de Caiado USD 38 mil, e é justamente ali que estão os dois maiores deltas desta edição. Spike de volume baixo (USD <500k) segue tratado como ruído até confirmação de fluxo recorrente.

6.Calendário de prints price-relevant

DataPrintAmostraPor que importa
Seg 03/AgoNexus Pesquisa (nacional)n=2.000 · BR-02874/2026 · conf. 0.70Campo posterior às quatro da janela coberta. Primeira a testar se o gap de 6pp da PoderData era casa ou antecipação
Ter 04/AgoNexus Pesquisa (nacional)n=1.200 · BR-05573/2026 · conf. 0.60Mesma casa em dois dias seguidos com amostras diferentes. Mede a dispersão interna do instituto, controle que falta ao comparar casas entre si
Ter 04/AgoConvenção nacional do Republicanosnão é pesquisa · ato partidárioDecide a aliança presidencial do partido, segunda porta de coligação de Flávio depois de o PP fechar a primeira. Move os contratos de colocação
Qua 05/AgoQuaest (nacional)n=2.004 · BR-06591/2026 · conf. 0.90O print que arbitra esta edição. Maior confiabilidade da janela, campo de 31/Jul a 03/Ago
Qua 05/AgoIdeia/Canal Meio (nacional)n=1.500 · BR-04579/2026 · conf. 0.60Mesmo dia e mesmo campo da Quaest, com confiabilidade menor. Duas leituras do mesmo eleitorado no mesmo dia expõem efeito de casa
Qua 05/AgoCopom decide a Selic · encerra o prazo de convençõesnão é pesquisa · reunião 04 e 05/Ago e prazo legalA decisão do Copom move o contrato de inflação; o prazo legal é o último dia para definir chapa e vice, e move os contratos de colocação

Fonte: registro TSE via API AFOS, e calendário do Copom. Status 'registrada ≠ publicada' segue valendo e teve exemplo na janela coberta: a AtlasIntel declarou publicação para 28/Jul e saiu em 29/Jul. A janela 03 a 09/Ago tem 23 registros, 21 com amostra ≥ 1.000; a tabela lista os quatro de escopo nacional, e os outros 19, todos estaduais, ficam fora por escopo e não por ausência de registro. Caso aberto: a nacional da JOTA com n=6.000 (BR-09823/2026), maior amostra do recorte, declarou publicação para 26/Jul e não entrou no painel, por não ter sido possível confirmar em fonte primária que os números saíram.

7.Watch list, gatilhos da semana

  1. A Quaest de 05/Ago arbitra esta edição. Gap de 1º turno entre 8pp e 10pp isola a PoderData como efeito de casa e dá lastro ao pricing de 40pp. Perto de 6pp, a dissidente vira indicador antecedente e esta capa se inverte.
  2. O 3º lugar de Flávio precisa voltar acima de 8% para a tese de №10 ressuscitar. Está em 4.90% e caindo há sete pregões. Enquanto não voltar, o que vale é o 2º lugar dele, em 80.50%. Ressalva de tamanho, que era o ponto: USD 22 mil de book.
  3. Vigiar se a faixa de +39pp a +42pp de gap vira patamar. O topo de +41.80pp durou um pregão e devolveu 0.90pp no seguinte. A diferença entre patamar e pico muda o que se pode afirmar sobre o grau de definição da corrida.
  4. Renan virou em 02/Ago e a virada ainda não tem confirmação. Cedeu 4.70pp em oito pregões até o piso de 7.10% em 01/Ago e subiu para 7.30% em 02/Ago. **Não é mínimo de série:** o mínimo é 5.30% em 26/Abr. Contra a urna em 3.0% da Vox, a distância está em 5.20pp.
  5. O contrato de inflação é o mais sensível do painel à decisão do Copom. Faixas com books de USD 5 mil a USD 13 mil, e uma delas já andou 13.00pp num pregão nesta janela. Surpresa em 05/Ago move mais esse contrato do que qualquer pesquisa da semana move o presidencial.

8.Metodologia

AFOS Tradeoff agrega três sinais sem mediá-los em composto: Polymarket (denominado em USD, latência ~30min), pesquisas registradas no TSE (intenção declarada, periodicidade variável) e 400+ fontes de imprensa (event flow). Quando os três divergem, a divergência é o sinal, não o consenso. Volume USD é reportado junto da probabilidade implícita para separar convicção de spike artificial. Liquidez (profundidade de book) não é citada inline: liquidez baixa em Polymarket não significa preço errado, o mercado é arbitrado continuamente.

Deltas semanais vêm de snapshots persistidos em base própria, não de reconstrução retroativa, e usam o último ponto de cada dia. Isso produz diferenças de centésimos em relação ao AFOS Daily, que reporta a captura intradiária: o gap de 31/Jul aparece aqui como +40.10pp e no Daily como +40.15pp, e a distância preço x urna de Renan como 5.20pp aqui e 5.15pp lá. As duas estão corretas dentro da própria convenção, e registramos porque a alternativa seria o leitor descobrir sozinho.

Nota de método sobre superlativo: a API pública de histórico trava a consulta em 90 dias, então qualquer 'maior do ciclo' conferido por ela mede 90 dias. As afirmações de máximo desta edição foram conferidas direto na base, sobre 108 dias com dado entre 14/Abr e 02/Ago, e estão escritas como da série, nunca como do ciclo. O que veio antes de 14/Abr a série não prova, e por isso nenhum superlativo aqui vai além dessa data.

9.Leitura adicional · cobertura macro

AFOS Tradeoff é fonte primária (Polymarket + TSE + pesquisas); o que segue é leitura complementar de contexto macro. Atenção: parte opera com paywall.

O sinal primário desta edição (o gap cruzando 40pp com os dois nomes subindo, a reprovação do teste de №10 e a dispersão de 3.3 pontos entre as quatro nacionais) é observação direta do pricing Polymarket cruzado com o registro TSE, não derivado das matérias acima.

Aviso obrigatório. Este brief é pesquisa observacional sobre infraestrutura de mercados de previsão, pesquisas eleitorais e fluxo de notícias. Não constitui recomendação de investimento. Nenhuma posição é recomendada ou implícita. Polymarket é mercado USD-denominado operando fora da jurisdição brasileira; volumes mencionados são informativos, não orientativos. Decisões de portfólio são responsabilidade exclusiva do leitor e devem considerar análise independente, perfil de risco e regulamentação aplicável.
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