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Pricing político em tempo real
Mercado de previsão × pesquisas × imprensa
sem médias suavizadas
A semana de 12 a 16 de outubro devolveu tudo o que o vão do contrato de vencedor tinha aberto na anterior, e mais. Ele foi de 74.10pp no fechamento de segunda para 55.20pp no de sexta, com Flávio Bolsonaro em 77.70% e Lula em 22.50%. São -18.90pp em cinco pregões, a maior queda semanal entre as 13 semanas que fecharam para Lula desde 14 de abril e o segundo maior movimento em módulo entre 27, atrás só dos +25.30pp da semana de 7 de setembro. Contado a partir dos 78.50pp do fechamento de 9 de outubro, publicado na №21, são 23.30pp em sete dias corridos.
O caminho foi quase todo para o mesmo lado: 74.10, 72.70, 69.00, 59.00 e 55.20pp. O maior passo foi o de quinta, 15 de outubro, -10.00pp, e o piso intradiário, 49.80pp, veio às 16h30 UTC daquele dia, com Lula a 25.50%. Na quinta saíram Datafolha, Palver e Indexa, e Lula deu entrevista ao Jornal Nacional à noite; o AFOS mede preço e fato com o carimbo de cada um e não atribui o movimento do contrato a nenhum deles.
As pesquisas andaram muito menos. As onze nacionais da semana que publicaram o total de votos deram de 0.9 a 9 pontos para Flávio Bolsonaro, com média simples de 2.9, contra 3.2 na semana anterior. O que mudou foi dentro das casas: as três que mediram duas vezes na semana, Gerp, Futura/100% Cidades e PoderData/Aya, andaram todas na direção de Lula.
Desta vez o contrato que mais recebeu dinheiro novo foi o que ganhou preço: USD 2.85M em Lula e USD 1.66M em Flávio Bolsonaro, num livro que recebeu USD 4.51M na semana e chegou a USD 184.64M acumulados. No livro de inflação de 2026, a faixa de 5.00% a 5.49% subiu 16.60pp, para 62.60%, com USD 2.071 de dinheiro novo, na semana em que o Senado aprovou e o Congresso promulgou o fim da escala 6x1.
1.Executive Summary
O tema da semana é a distância entre a velocidade dos dois instrumentos. O contrato tirou 18.90pp do vão em cinco pregões e terminou a semana pagando cerca de três vezes e meia por Flávio Bolsonaro o que paga por Lula, contra mais de oito vezes na semana anterior. As pesquisas mal mudaram de média, de 3.2 para 2.9 pontos, mas mudaram dentro das casas: quem mediu duas vezes viu a distância encolher. Nenhuma das onze nacionais com total pôs Lula à frente na semana; a próxima a fazê-lo foi a Vox Brasil, em 18 de outubro. Preço e pesquisa respondem a perguntas diferentes, a probabilidade de vencer em 25 de outubro e a intenção de voto da semana, e esta edição mede as duas lado a lado.
2.Por que o AFOS não suaviza
As doze nacionais divulgadas de 12 a 16 de outubro mediram o segundo turno com amostras de 2.000 a 5.000 entrevistas e campo entre 7 e 16 de outubro; onze publicaram o total de votos. Uma média simples da vantagem de cada uma devolve 2.9 pontos para Flávio Bolsonaro, quase o mesmo número da semana anterior, e que se lê como disputa estável.
Por que importa: a média de 2.9 pontos sugere uma semana parada, e o contrato tirou 18.90pp do vão no mesmo período. O que andou foi a leitura de cada casa contra ela mesma, na mesma metodologia e com campos consecutivos, e é essa comparação que a média dilui ao misturar casas com distâncias de 0.9 a 9 pontos. Se a semana de 19 a 23 de outubro repetir o movimento dentro das casas, a média vai atrás; se não repetir, o movimento de uma semana não fez tendência.
A edição №21 atribuiu cerca de 55% ao cenário base, no qual as nacionais de 13 a 15 de outubro repetiriam a forma da primeira semana, com a maioria pondo Flávio Bolsonaro à frente por 4 a 6 pontos, e o contrato ficaria entre 85% e 92% para ele, com o vão entre 70pp e 80pp. Não se realizou: das onze nacionais da semana que publicaram o total, só a Gerp de 16 de outubro ficou nessa faixa, com 5 pontos, e nove mediram até 3.4 pontos; o contrato fechou a semana em 77.70% e o vão em 55.20pp. Cerca de 30% foram para o cenário contrário ao pricing, no qual Quaest, AtlasIntel e Datafolha mediriam a distância caindo para dentro da margem e o vão devolveria parte do que abriu. Realizou-se em boa parte: Quaest e Datafolha mediram 2 pontos cada, 46% a 44% e 47% a 45%; a AtlasIntel não publicou na semana, e o registro dela para 15 de outubro saiu do TSE; e o vão devolveu mais do que tinha aberto, de 78.50pp em 9 de outubro para 55.20pp. Cerca de 15% foram para a cauda, o debate de 15 de outubro ou um ato institucional. O debate, que a №21 dava como marcado no SBT, RedeTV! e CNN Brasil com base nos calendários de 10 de outubro, saiu da agenda e não aconteceu; o primeiro encontro dos dois ficou para a Band, em 18 de outubro. Os atos da semana, as regras do TSE para canais de WhatsApp das campanhas e a retirada de vídeos de campanha, não alcançaram a candidatura de nenhum dos dois.
3.Cenários ponderados para a semana
A semana de 19 a 23 de outubro, a última antes da votação de 25 de outubro, tem vinte nacionais registradas no TSE com divulgação prevista, entre elas AtlasIntel, Quaest, Palver e Datafolha, e o debate da Globo em 23 de outubro. Depois da janela, a Ipespe/Abrapel (48% a 46%) e a Veritá (51.1% a 48.9% nos válidos) puseram Flávio Bolsonaro à frente em 17 de outubro, e a Vox Brasil pôs Lula à frente, 46.4% a 44.6%, em 18 de outubro. Na leitura confirmada de 18 de outubro às 17h44 BRT, o contrato pagava 79.25% por Flávio Bolsonaro e 20.50% por Lula, e o primeiro debate dos dois, na Band, estava marcado para aquela noite.
As nacionais de 19 a 23 de outubro repetem a forma da semana de 12 a 16: a maioria põe Flávio Bolsonaro à frente por até 5 pontos no total, e uma casa mede Lula à frente dentro da margem. O contrato fica entre 70% e 85% para Flávio Bolsonaro, e o vão oscila entre 40pp e 70pp sem repetir o passo de 10.00pp da quinta, 15 de outubro.
Quaest e Datafolha, com campo depois do debate da Band, e a AtlasIntel medem empate ou Lula à frente, como fez a Vox Brasil em 18 de outubro. Nesse caso o contrato, que paga quase quatro vezes por Flávio Bolsonaro o que paga por Lula, fica contra a leitura de três casas de referência na última semana antes da urna, e o vão devolve mais do que já devolveu.
O debate da Globo, em 23 de outubro, ou um ato institucional sobre um dos dois candidatos muda a disputa nos dois últimos dias, depois da rodada final de pesquisas. O contrato de impeachment no Supremo, a 2.70% no fechamento de sexta, é o termômetro mais próximo do risco institucional no painel, e passou a semana entre 2.40% e 3.40%.
4.Indicator Grid
| Contrato | Atual | Δ semana | Vol USD acum. | Leitura implícita |
|---|---|---|---|---|
| Vão presidencial, Flávio menos Lula | +55.20pp | -18.90pp | USD 184.64M | Caminho: +74.10, +72.70, +69.00, +59.00, +55.20. Topo de 75.10pp às 02h30 UTC de terça e piso de 49.80pp às 16h30 UTC de quinta. Maior queda semanal entre as 13 semanas que fecharam para Lula, segunda maior em módulo de 27. |
| Flávio Bolsonaro, presidencial | 77.70% | -8.90pp | USD 21.32M | Topo de 87.60% às 02h30 UTC de terça e piso de 75.30% às 16h30 UTC de quinta. Recebeu USD 1.66M na semana, e o normalizado pela soma do par dá -9.84pp. |
| Lula, presidencial | 22.50% | +10.00pp | USD 25.16M | Piso de 12.50% às 02h30 UTC de segunda e topo de 25.50% às 16h30 UTC de quinta. Recebeu USD 2.85M, mais que Flávio Bolsonaro, e segue com o maior volume acumulado do livro. |
| Impeachment no Supremo antes de 2027 | 2.70% | -0.40pp | USD 0.10M | Topo de 3.40% às 03h00 UTC de segunda e piso de 2.40% às 11h00 UTC de terça, com USD 426 de dinheiro novo na semana. Livro fino, onde poucos negócios movem o preço. |
| Inflação de 2026, 5.00% a 5.49% | 62.60% | +16.60pp | USD 27 mil | Piso de 46.00% à 01h00 UTC de segunda e topo de 63.40% às 21h30 UTC de sexta. Caminho: 46.00, 47.20, 50.20, 51.10, 62.60, com USD 2.071 de dinheiro novo. |
| Inflação de 2026, 4.50% a 4.99% | 18.60% | -15.40pp | USD 32 mil | Topo de 37.80% às 08h00 UTC de segunda e piso de 15.20% às 11h00 UTC de quinta. Segue como a segunda faixa mais provável, 1.60pp acima da de 5.50% a 5.99%, com USD 396 de dinheiro novo. |
| Inflação de 2026, 5.50% a 5.99% | 17.00% | +2.80pp | USD 21 mil | Piso de 11.40% às 15h30 UTC de segunda e topo de 31.30% às 03h00 UTC de quarta, com USD 445 de dinheiro novo na semana inteira. |
5.Liquidez e estrutura de mercado
O livro presidencial recebeu USD 4.51M de dinheiro novo entre os fechamentos de segunda e de sexta, e todo ele foi para os dois contratos ainda abertos: USD 2.85M em Lula e USD 1.66M em Flávio Bolsonaro. Na semana anterior o contrato de Lula recebeu USD 3.70M e perdeu 5 pontos; nesta recebeu USD 2.85M e ganhou 10. Volume conta negócios nos dois sentidos, compra e venda, e não diz a direção de ninguém: o mesmo fluxo maior para um lado acompanhou o preço caindo numa semana e subindo na outra. Os outros dezessete contratos do livro estão fechados desde o primeiro turno, resolvidos em zero, e o volume deles é histórico.
Volume é acumulado desde a abertura de cada contrato. O dinheiro novo da semana é a diferença entre os volumes gravados nos fechamentos de 12 e de 16 de outubro, e os preços da tabela são os do fechamento de sexta, às 22h30 UTC. O AFOS não cita profundidade de book em texto editorial, porque liquidez baixa num mercado arbitrado continuamente não significa preço errado.
6.Calendário de prints price-relevant
| Data | Amostra | Por que importa | |
|---|---|---|---|
| 19/Out | AtlasIntel | n=5.000 | Primeira da casa desde 9 de outubro, quando mediu 51.1% a 45.7% para Flávio Bolsonaro. Campo de 13 a 18 de outubro. |
| 19/Out | PoderData | n=3.000 | Em 16 de outubro mediu empate em 50% dos votos válidos, sem publicar o total. Campo de 16 a 18 de outubro, que termina no dia do debate da Band. |
| 21/Out | Quaest | n=2.154 | Em 14 de outubro mediu 46% a 44% para Flávio Bolsonaro. Campo de 17 a 20 de outubro. |
| 21/Out | Palver | n=5.000 | Em 15 de outubro, na primeira nacional da casa depois do primeiro turno, mediu 50% a 49% para Flávio Bolsonaro. Campo de 16 a 20 de outubro. |
| 22/Out | Datafolha | n=2.520 | Em 15 de outubro mediu 47% a 45%, no limite da margem de 2 pontos. Campo de 20 a 22 de outubro. |
| 23/Out | Vox Brasil | n=2.100 | Em 18 de outubro mediu 46.4% a 44.6% para Lula, a segunda vez depois da urna com ele à frente. Campo de 20 a 22 de outubro. |
Registro no TSE não é divulgação confirmada. São seis das vinte nacionais com amostra igual ou superior a 1.000 e divulgação registrada entre 19 e 23 de outubro; as outras catorze incluem Veritá, Gerp, Nexus, 100 Cidades, DataTrends, Alfa, Ideia, Indexa, Ipespe e a PoderData de 22 de outubro.
7.Watch list, gatilhos da semana
- Cinco casas de referência em quatro dias, de 19 a 22 de outubro AtlasIntel, PoderData, Quaest, Palver e Datafolha publicam com campo que toca ou passa o debate da Band. Na semana de 12 a 16 de outubro, as nacionais com total deram de 0.9 a 9 pontos para Flávio Bolsonaro.
- Os dois debates, em 18 e 23 de outubro O da Band é o primeiro encontro dos dois nesta eleição, e o da Globo é o último antes da votação de 25 de outubro. O debate de 15 de outubro, que constava dos calendários de 10 de outubro, não aconteceu.
- A Vox Brasil É a única casa que pôs Lula à frente depois da urna, em 9 e em 18 de outubro, por 1.5 e 1.8 ponto, e tem nova divulgação registrada para 23 de outubro.
- O livro de inflação A faixa de 5.00% a 5.49% foi de 46.00% para 62.60% na semana em que o Senado aprovou, em 14 de outubro, e o Congresso promulgou, em 16 de outubro, o fim da escala 6x1. O movimento correu num livro de USD 27 mil acumulados nessa faixa, com USD 2.071 de dinheiro novo.
- O par a quase quatro vezes Com os demais contratos fechados, a soma de Flávio Bolsonaro e Lula foi de 99.10% para 100.20% entre os fechamentos de segunda e de sexta, e o normalizado deu 9.84pp para cada lado, contra 8.90pp e 10.00pp crus.
8.Metodologia
O AFOS não produz média ponderada e não arbitra entre fontes. Ele publica os três sinais lado a lado, preço de contrato, pesquisa registrada e fluxo de imprensa, e reporta a distância entre eles quando ela existe. Preço de mercado só vai ao ar depois de duas leituras independentes separadas por oito minutos que confirmem dentro de 0.20pp, contrato a contrato, e as séries de referência são medidas no backup diário da base e não na interface pública. A semana é de segunda a sexta: o valor publicado é o fechamento de sexta, o caminho são os cinco fechamentos diários, o Δ é sexta menos segunda, e o vão é medido em instantes pareados, os dois lados com o mesmo carimbo.
As pesquisas citadas são as registradas no Tribunal Superior Eleitoral, com protocolo, amostra, margem e datas de campo declarados, e no segundo turno o AFOS compara o preço com o total de votos de cada casa, e não com os válidos. O código e o método são abertos sob licença Apache 2.0. Cada alegação factual desta edição liga à fonte primária.
9.Leitura adicional · cobertura macro
Leitura complementar de contexto macro. O AFOS é fonte primária sobre divergência entre mercado e pesquisa; os links abaixo cobrem o pano de fundo econômico e institucional da semana.
- Valor Econômico · Reação dos prêmios de inflação no mercado de juros ao fim da escala 6x1, em 17 de outubro.(paywall), valor.globo.com/financas/intraday/post/2026/10/fim-da-escala-6x1-assusta-mercado-e-provoca-disparada-de-premios-de-inflacao.ghtml
- TSE, resultados oficiais · Totalização oficial do primeiro turno, por cargo e por estado., resultados.tse.jus.br/oficial/app/index.html
- Reuters Brazil · Fluxo em inglês sobre política e câmbio, útil para leitura de investidor não residente., www.reuters.com/world/americas/
- Poder360 · Registro de pesquisas eleitorais com protocolo e histórico por instituto., www.poder360.com.br/pesquisas/
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