AFOS Tradeoff · Brazil Political Risk Weekly

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Pricing político em tempo real
Mercado de previsão × pesquisas × imprensa
sem médias suavizadas

Brasil·Edição №22·Semana de 12-16 outubro 2026·Publicada Segunda 07:00 BRT
Sinal da semana

A semana de 12 a 16 de outubro devolveu tudo o que o vão do contrato de vencedor tinha aberto na anterior, e mais. Ele foi de 74.10pp no fechamento de segunda para 55.20pp no de sexta, com Flávio Bolsonaro em 77.70% e Lula em 22.50%. São -18.90pp em cinco pregões, a maior queda semanal entre as 13 semanas que fecharam para Lula desde 14 de abril e o segundo maior movimento em módulo entre 27, atrás só dos +25.30pp da semana de 7 de setembro. Contado a partir dos 78.50pp do fechamento de 9 de outubro, publicado na №21, são 23.30pp em sete dias corridos.

O caminho foi quase todo para o mesmo lado: 74.10, 72.70, 69.00, 59.00 e 55.20pp. O maior passo foi o de quinta, 15 de outubro, -10.00pp, e o piso intradiário, 49.80pp, veio às 16h30 UTC daquele dia, com Lula a 25.50%. Na quinta saíram Datafolha, Palver e Indexa, e Lula deu entrevista ao Jornal Nacional à noite; o AFOS mede preço e fato com o carimbo de cada um e não atribui o movimento do contrato a nenhum deles.

As pesquisas andaram muito menos. As onze nacionais da semana que publicaram o total de votos deram de 0.9 a 9 pontos para Flávio Bolsonaro, com média simples de 2.9, contra 3.2 na semana anterior. O que mudou foi dentro das casas: as três que mediram duas vezes na semana, Gerp, Futura/100% Cidades e PoderData/Aya, andaram todas na direção de Lula.

Desta vez o contrato que mais recebeu dinheiro novo foi o que ganhou preço: USD 2.85M em Lula e USD 1.66M em Flávio Bolsonaro, num livro que recebeu USD 4.51M na semana e chegou a USD 184.64M acumulados. No livro de inflação de 2026, a faixa de 5.00% a 5.49% subiu 16.60pp, para 62.60%, com USD 2.071 de dinheiro novo, na semana em que o Senado aprovou e o Congresso promulgou o fim da escala 6x1.

1.Executive Summary

Vão presidencial, Flávio × Lula
55.20pp
-18.90pp em semana
De 74.10pp no fechamento de segunda a 55.20pp no de sexta, a maior queda semanal entre as 13 semanas que fecharam para Lula desde 14 de abril. Piso de 49.80pp às 16h30 UTC de quinta.
Impeachment no Supremo antes de 2027
2.70%
-0.40pp em semana
Entre 2.40% e 3.40% nas leituras da semana, num livro de USD 0.10M acumulados que recebeu USD 426 de dinheiro novo.
Inflação de 2026 entre 5.00% e 5.49%
62.60%
+16.60pp em semana
Segue a faixa mais provável do livro, e a de 4.50% a 4.99% caiu 15.40pp, para 18.60%. As três faixas centrais receberam USD 2.912 de dinheiro novo na semana.

O tema da semana é a distância entre a velocidade dos dois instrumentos. O contrato tirou 18.90pp do vão em cinco pregões e terminou a semana pagando cerca de três vezes e meia por Flávio Bolsonaro o que paga por Lula, contra mais de oito vezes na semana anterior. As pesquisas mal mudaram de média, de 3.2 para 2.9 pontos, mas mudaram dentro das casas: quem mediu duas vezes viu a distância encolher. Nenhuma das onze nacionais com total pôs Lula à frente na semana; a próxima a fazê-lo foi a Vox Brasil, em 18 de outubro. Preço e pesquisa respondem a perguntas diferentes, a probabilidade de vencer em 25 de outubro e a intenção de voto da semana, e esta edição mede as duas lado a lado.

2.Por que o AFOS não suaviza

As doze nacionais divulgadas de 12 a 16 de outubro mediram o segundo turno com amostras de 2.000 a 5.000 entrevistas e campo entre 7 e 16 de outubro; onze publicaram o total de votos. Uma média simples da vantagem de cada uma devolve 2.9 pontos para Flávio Bolsonaro, quase o mesmo número da semana anterior, e que se lê como disputa estável.

Onze pesquisas, uma média parada e três casas em movimento
Se fosse média
2.9pontos para Flávio Bolsonaro
Quase igual aos 3.2 pontos da semana anterior
Esconde que as três casas que mediram duas vezes andaram para Lula
Mistura a Gerp de 12 de outubro, +9, com a CNT/MDA, +0.9
AFOS reporta
+0.9 a +9.0
Intervalo de 8.1 pontos entre onze casas, com campo entre 7 e 16 de outubro
Gerp: +9 em 12/Out e +5 em 16/Out
Futura/100% Cidades: +3.4 em 13/Out e +1.5 em 16/Out
PoderData/Aya: +2 no total em 13/Out e empate nos votos válidos em 16/Out

Por que importa: a média de 2.9 pontos sugere uma semana parada, e o contrato tirou 18.90pp do vão no mesmo período. O que andou foi a leitura de cada casa contra ela mesma, na mesma metodologia e com campos consecutivos, e é essa comparação que a média dilui ao misturar casas com distâncias de 0.9 a 9 pontos. Se a semana de 19 a 23 de outubro repetir o movimento dentro das casas, a média vai atrás; se não repetir, o movimento de uma semana não fez tendência.

🌐 Track record · casos validados globalmente

A edição №21 atribuiu cerca de 55% ao cenário base, no qual as nacionais de 13 a 15 de outubro repetiriam a forma da primeira semana, com a maioria pondo Flávio Bolsonaro à frente por 4 a 6 pontos, e o contrato ficaria entre 85% e 92% para ele, com o vão entre 70pp e 80pp. Não se realizou: das onze nacionais da semana que publicaram o total, só a Gerp de 16 de outubro ficou nessa faixa, com 5 pontos, e nove mediram até 3.4 pontos; o contrato fechou a semana em 77.70% e o vão em 55.20pp. Cerca de 30% foram para o cenário contrário ao pricing, no qual Quaest, AtlasIntel e Datafolha mediriam a distância caindo para dentro da margem e o vão devolveria parte do que abriu. Realizou-se em boa parte: Quaest e Datafolha mediram 2 pontos cada, 46% a 44% e 47% a 45%; a AtlasIntel não publicou na semana, e o registro dela para 15 de outubro saiu do TSE; e o vão devolveu mais do que tinha aberto, de 78.50pp em 9 de outubro para 55.20pp. Cerca de 15% foram para a cauda, o debate de 15 de outubro ou um ato institucional. O debate, que a №21 dava como marcado no SBT, RedeTV! e CNN Brasil com base nos calendários de 10 de outubro, saiu da agenda e não aconteceu; o primeiro encontro dos dois ficou para a Band, em 18 de outubro. Os atos da semana, as regras do TSE para canais de WhatsApp das campanhas e a retirada de vídeos de campanha, não alcançaram a candidatura de nenhum dos dois.

3.Cenários ponderados para a semana

A semana de 19 a 23 de outubro, a última antes da votação de 25 de outubro, tem vinte nacionais registradas no TSE com divulgação prevista, entre elas AtlasIntel, Quaest, Palver e Datafolha, e o debate da Globo em 23 de outubro. Depois da janela, a Ipespe/Abrapel (48% a 46%) e a Veritá (51.1% a 48.9% nos válidos) puseram Flávio Bolsonaro à frente em 17 de outubro, e a Vox Brasil pôs Lula à frente, 46.4% a 44.6%, em 18 de outubro. Na leitura confirmada de 18 de outubro às 17h44 BRT, o contrato pagava 79.25% por Flávio Bolsonaro e 20.50% por Lula, e o primeiro debate dos dois, na Band, estava marcado para aquela noite.

Base · ~55%

As nacionais de 19 a 23 de outubro repetem a forma da semana de 12 a 16: a maioria põe Flávio Bolsonaro à frente por até 5 pontos no total, e uma casa mede Lula à frente dentro da margem. O contrato fica entre 70% e 85% para Flávio Bolsonaro, e o vão oscila entre 40pp e 70pp sem repetir o passo de 10.00pp da quinta, 15 de outubro.

Contrário ao pricing · ~30%

Quaest e Datafolha, com campo depois do debate da Band, e a AtlasIntel medem empate ou Lula à frente, como fez a Vox Brasil em 18 de outubro. Nesse caso o contrato, que paga quase quatro vezes por Flávio Bolsonaro o que paga por Lula, fica contra a leitura de três casas de referência na última semana antes da urna, e o vão devolve mais do que já devolveu.

Cauda · ~15%

O debate da Globo, em 23 de outubro, ou um ato institucional sobre um dos dois candidatos muda a disputa nos dois últimos dias, depois da rodada final de pesquisas. O contrato de impeachment no Supremo, a 2.70% no fechamento de sexta, é o termômetro mais próximo do risco institucional no painel, e passou a semana entre 2.40% e 3.40%.

4.Indicator Grid

ContratoAtualΔ semanaVol USD acum.Leitura implícita
Vão presidencial, Flávio menos Lula+55.20pp-18.90ppUSD 184.64MCaminho: +74.10, +72.70, +69.00, +59.00, +55.20. Topo de 75.10pp às 02h30 UTC de terça e piso de 49.80pp às 16h30 UTC de quinta. Maior queda semanal entre as 13 semanas que fecharam para Lula, segunda maior em módulo de 27.
Flávio Bolsonaro, presidencial77.70%-8.90ppUSD 21.32MTopo de 87.60% às 02h30 UTC de terça e piso de 75.30% às 16h30 UTC de quinta. Recebeu USD 1.66M na semana, e o normalizado pela soma do par dá -9.84pp.
Lula, presidencial22.50%+10.00ppUSD 25.16MPiso de 12.50% às 02h30 UTC de segunda e topo de 25.50% às 16h30 UTC de quinta. Recebeu USD 2.85M, mais que Flávio Bolsonaro, e segue com o maior volume acumulado do livro.
Impeachment no Supremo antes de 20272.70%-0.40ppUSD 0.10MTopo de 3.40% às 03h00 UTC de segunda e piso de 2.40% às 11h00 UTC de terça, com USD 426 de dinheiro novo na semana. Livro fino, onde poucos negócios movem o preço.
Inflação de 2026, 5.00% a 5.49%62.60%+16.60ppUSD 27 milPiso de 46.00% à 01h00 UTC de segunda e topo de 63.40% às 21h30 UTC de sexta. Caminho: 46.00, 47.20, 50.20, 51.10, 62.60, com USD 2.071 de dinheiro novo.
Inflação de 2026, 4.50% a 4.99%18.60%-15.40ppUSD 32 milTopo de 37.80% às 08h00 UTC de segunda e piso de 15.20% às 11h00 UTC de quinta. Segue como a segunda faixa mais provável, 1.60pp acima da de 5.50% a 5.99%, com USD 396 de dinheiro novo.
Inflação de 2026, 5.50% a 5.99%17.00%+2.80ppUSD 21 milPiso de 11.40% às 15h30 UTC de segunda e topo de 31.30% às 03h00 UTC de quarta, com USD 445 de dinheiro novo na semana inteira.

5.Liquidez e estrutura de mercado

Volume acumulado no livro presidencial · vol. acumulado desde aberturaUSD 184.64M
1Lula22.50%USD 25.16M
2Flávio Bolsonaro77.70%USD 21.32M
3Renan Santosresolvido em 0USD 17.12M
4Tarcisio de Freitasresolvido em 0USD 14.96M
5Ratinho Jr.resolvido em 0USD 10.50M
Anomalia de leitura.

O livro presidencial recebeu USD 4.51M de dinheiro novo entre os fechamentos de segunda e de sexta, e todo ele foi para os dois contratos ainda abertos: USD 2.85M em Lula e USD 1.66M em Flávio Bolsonaro. Na semana anterior o contrato de Lula recebeu USD 3.70M e perdeu 5 pontos; nesta recebeu USD 2.85M e ganhou 10. Volume conta negócios nos dois sentidos, compra e venda, e não diz a direção de ninguém: o mesmo fluxo maior para um lado acompanhou o preço caindo numa semana e subindo na outra. Os outros dezessete contratos do livro estão fechados desde o primeiro turno, resolvidos em zero, e o volume deles é histórico.

Volume é acumulado desde a abertura de cada contrato. O dinheiro novo da semana é a diferença entre os volumes gravados nos fechamentos de 12 e de 16 de outubro, e os preços da tabela são os do fechamento de sexta, às 22h30 UTC. O AFOS não cita profundidade de book em texto editorial, porque liquidez baixa num mercado arbitrado continuamente não significa preço errado.

6.Calendário de prints price-relevant

DataPrintAmostraPor que importa
19/OutAtlasInteln=5.000Primeira da casa desde 9 de outubro, quando mediu 51.1% a 45.7% para Flávio Bolsonaro. Campo de 13 a 18 de outubro.
19/OutPoderDatan=3.000Em 16 de outubro mediu empate em 50% dos votos válidos, sem publicar o total. Campo de 16 a 18 de outubro, que termina no dia do debate da Band.
21/OutQuaestn=2.154Em 14 de outubro mediu 46% a 44% para Flávio Bolsonaro. Campo de 17 a 20 de outubro.
21/OutPalvern=5.000Em 15 de outubro, na primeira nacional da casa depois do primeiro turno, mediu 50% a 49% para Flávio Bolsonaro. Campo de 16 a 20 de outubro.
22/OutDatafolhan=2.520Em 15 de outubro mediu 47% a 45%, no limite da margem de 2 pontos. Campo de 20 a 22 de outubro.
23/OutVox Brasiln=2.100Em 18 de outubro mediu 46.4% a 44.6% para Lula, a segunda vez depois da urna com ele à frente. Campo de 20 a 22 de outubro.

Registro no TSE não é divulgação confirmada. São seis das vinte nacionais com amostra igual ou superior a 1.000 e divulgação registrada entre 19 e 23 de outubro; as outras catorze incluem Veritá, Gerp, Nexus, 100 Cidades, DataTrends, Alfa, Ideia, Indexa, Ipespe e a PoderData de 22 de outubro.

7.Watch list, gatilhos da semana

  1. Cinco casas de referência em quatro dias, de 19 a 22 de outubro AtlasIntel, PoderData, Quaest, Palver e Datafolha publicam com campo que toca ou passa o debate da Band. Na semana de 12 a 16 de outubro, as nacionais com total deram de 0.9 a 9 pontos para Flávio Bolsonaro.
  2. Os dois debates, em 18 e 23 de outubro O da Band é o primeiro encontro dos dois nesta eleição, e o da Globo é o último antes da votação de 25 de outubro. O debate de 15 de outubro, que constava dos calendários de 10 de outubro, não aconteceu.
  3. A Vox Brasil É a única casa que pôs Lula à frente depois da urna, em 9 e em 18 de outubro, por 1.5 e 1.8 ponto, e tem nova divulgação registrada para 23 de outubro.
  4. O livro de inflação A faixa de 5.00% a 5.49% foi de 46.00% para 62.60% na semana em que o Senado aprovou, em 14 de outubro, e o Congresso promulgou, em 16 de outubro, o fim da escala 6x1. O movimento correu num livro de USD 27 mil acumulados nessa faixa, com USD 2.071 de dinheiro novo.
  5. O par a quase quatro vezes Com os demais contratos fechados, a soma de Flávio Bolsonaro e Lula foi de 99.10% para 100.20% entre os fechamentos de segunda e de sexta, e o normalizado deu 9.84pp para cada lado, contra 8.90pp e 10.00pp crus.

8.Metodologia

O AFOS não produz média ponderada e não arbitra entre fontes. Ele publica os três sinais lado a lado, preço de contrato, pesquisa registrada e fluxo de imprensa, e reporta a distância entre eles quando ela existe. Preço de mercado só vai ao ar depois de duas leituras independentes separadas por oito minutos que confirmem dentro de 0.20pp, contrato a contrato, e as séries de referência são medidas no backup diário da base e não na interface pública. A semana é de segunda a sexta: o valor publicado é o fechamento de sexta, o caminho são os cinco fechamentos diários, o Δ é sexta menos segunda, e o vão é medido em instantes pareados, os dois lados com o mesmo carimbo.

As pesquisas citadas são as registradas no Tribunal Superior Eleitoral, com protocolo, amostra, margem e datas de campo declarados, e no segundo turno o AFOS compara o preço com o total de votos de cada casa, e não com os válidos. O código e o método são abertos sob licença Apache 2.0. Cada alegação factual desta edição liga à fonte primária.

9.Leitura adicional · cobertura macro

Leitura complementar de contexto macro. O AFOS é fonte primária sobre divergência entre mercado e pesquisa; os links abaixo cobrem o pano de fundo econômico e institucional da semana.

Aviso obrigatório. Este brief é pesquisa observacional sobre infraestrutura de mercados de previsão, pesquisas eleitorais e fluxo de notícias. Não constitui recomendação de investimento. Nenhuma posição é recomendada ou implícita. Polymarket é mercado USD-denominado operando fora da jurisdição brasileira; volumes mencionados são informativos, não orientativos. Decisões de portfólio são responsabilidade exclusiva do leitor e devem considerar análise independente, perfil de risco e regulamentação aplicável.
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