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Pricing político em tempo real
Mercado de previsão × pesquisas × imprensa
sem médias suavizadas
A primeira semana do segundo turno abriu o vão do contrato de vencedor de 68.20pp no fechamento de segunda para 78.50pp no de sexta, com Flávio Bolsonaro em 89.00% e Lula em 10.50%. São +10.30pp em cinco pregões, o terceiro maior movimento semanal em módulo entre as 26 semanas com pelo menos quatro pregões pareados desde 14 de abril, e o segundo maior entre as que abriram para Flávio Bolsonaro. O topo de 78.50pp, tocado às 19h00 UTC de sexta, é o maior instante da série pareada inteira, 5.90pp acima do recorde anterior, de 72.60pp na noite da apuração do primeiro turno.
A semana não andou em linha reta. Na segunda o vão abriu em 61.40pp às 07h30 UTC, com Lula em 19.50%, e fechou o dia em 68.20pp, abaixo dos 72.60pp do domingo. Terça e quarta ficaram entre 68.80pp e 70.00pp. A abertura veio na quinta e na sexta, +3.40pp e +6.30pp, os mesmos dias em que saíram as quatro primeiras nacionais feitas depois da urna. O AFOS mede os dois com o carimbo de cada um e não atribui o movimento do preço às pesquisas.
As quatro mediram coisas diferentes. Datafolha (49% a 45%), PoderData/Aya (49% a 44%) e AtlasIntel (51.1% a 45.7%) puseram Flávio Bolsonaro à frente por 4 a 5.4 pontos nos votos totais. A Vox Brasil pôs Lula à frente, por 44.2% a 42.7%, dentro da margem. Os eleitores de Augusto Cury, que declarou apoio a Flávio Bolsonaro em 8 de outubro, foram para ele por 56% a 27% na PoderData/Aya e para Lula por 50.4% a 38.9% na AtlasIntel.
O contrato que mais recebeu dinheiro novo foi o que mais perdeu preço: USD 3.70M em Lula, contra USD 2.09M em Flávio Bolsonaro, num livro que recebeu USD 5.78M na semana e chegou a USD 179.00M acumulados. No sábado, 10 de outubro, depois da janela, a Ipespe mediu 49% a 44% para Flávio Bolsonaro, e a semana que começa traz dez nacionais registradas entre 13 e 15 de outubro e o primeiro debate do segundo turno, em 15 de outubro.
1.Executive Summary
O tema da semana é a primeira leitura do segundo turno pelos dois instrumentos. O mercado abriu o vão em dois dias, quinta e sexta, e fechou a semana com Flávio Bolsonaro acima de 89%. As pesquisas, publicadas nos mesmos dois dias, não deram uma distância só: três delas mediram entre 4 e 5.4 pontos para ele e a quarta mediu 1.5 ponto para Lula. O contrato paga hoje mais de oito vezes por Flávio Bolsonaro o que paga por Lula, e as casas medem uma disputa de poucos pontos, com uma delas dentro da margem para o outro lado. Preço e pesquisa respondem a perguntas diferentes, a probabilidade de vencer em 25 de outubro e a intenção de voto da semana, e esta edição mede as duas lado a lado.
2.Por que o AFOS não suaviza
As quatro nacionais publicadas em 8 e 9 de outubro mediram o segundo turno nos votos totais, com amostras de 2.100 a 5.026 entrevistas e campo entre 3 e 8 de outubro. Uma média simples da vantagem de cada uma devolve 3.2 pontos para Flávio Bolsonaro, número que se lê como vantagem clara e moderada.
Por que importa: a média de 3.2 pontos descreve uma disputa que nenhuma casa encontrou e apaga a única que mediu Lula à frente. O intervalo mostra o que a semana ofereceu ao leitor: três casas próximas entre si e uma fora do grupo, e a mesma fatia de eleitores, os de Augusto Cury, indo para lados opostos em duas delas. Se a próxima rodada fechar o intervalo, a divergência entre as casas era ruído da primeira semana; se ele se mantiver, a divergência é o dado.
A edição №20 atribuiu cerca de 55% ao cenário base, no qual as primeiras nacionais de segundo turno repetiriam a divisão da véspera, com distância dentro de 4 pontos para qualquer lado, e o contrato ficaria entre 75% e 90% para Flávio Bolsonaro com amplitude menor que a da semana da votação. O contrato se comportou como previsto: os cinco fechamentos de Flávio Bolsonaro ficaram entre 83.70% e 89.00%, com piso intradiário de 80.90%, e a amplitude dele na semana foi de 8.10pp. As pesquisas, só em parte: as casas se dividiram, mas duas das quatro, PoderData/Aya e AtlasIntel, mediram mais de 4 pontos para ele. Cerca de 30% foram para o cenário contrário ao pricing, no qual as quatro primeiras nacionais poriam Lula à frente fora da margem. Não se realizou: uma das quatro pôs Lula à frente, e dentro da margem. Cerca de 15% foram para a cauda, um ato institucional que mudasse a disputa. Não se realizou na semana; os atos registrados, a decisão de Alexandre de Moraes sobre a pena de Eduardo Bolsonaro e as decisões individuais do TSE sobre vídeos da campanha de Lula, não alcançaram a candidatura de nenhum dos dois.
Errata da edição №20. A lista de gatilhos daquela edição disse que Augusto Cury, Renan Santos e Ronaldo Caiado somaram 7.31% dos votos válidos e os demais nomes 0.50%. Contados pelos votos da totalização oficial, são 7.32% e 0.49%. O total dos eliminados, 7.81%, não muda.
3.Cenários ponderados para a semana
A semana de 12 a 16 de outubro tem dez nacionais registradas no TSE com divulgação entre 13 e 15 de outubro, entre elas Quaest, AtlasIntel, Datafolha e Palver, e o primeiro debate do segundo turno, em 15 de outubro, no SBT, RedeTV! e CNN Brasil. A Record cancelou o que estava marcado para 11 de outubro. No sábado, 10 de outubro, a Ipespe mediu 49% a 44% para Flávio Bolsonaro, a quarta casa a pô-lo à frente por 4 pontos ou mais.
As nacionais de 13 a 15 de outubro repetem a forma da primeira semana: a maioria põe Flávio Bolsonaro à frente por 4 a 6 pontos, e uma ou duas casas medem a disputa dentro da margem. O contrato fica entre 85% e 92% para ele, e o vão oscila em torno da faixa de 70pp a 80pp sem repetir o salto de 6.30pp de sexta.
Quaest, AtlasIntel e Datafolha, as três com campo depois dos apoios de 8 de outubro, medem a distância caindo para dentro da margem, como fez a Vox Brasil. Nesse caso o contrato, que paga mais de oito vezes por Flávio Bolsonaro o que paga por Lula, fica contra a leitura de três casas de referência na mesma semana, e o vão devolve uma parte do que abriu.
O debate de 15 de outubro, o primeiro em que os dois se enfrentam nesta eleição, ou um ato institucional sobre um dos dois candidatos, muda a disputa antes da rodada seguinte de pesquisas. O contrato de impeachment no Supremo, a 3.40%, é o termômetro mais próximo do risco institucional no painel, e passou a semana entre 2.00% e 8.50%.
4.Indicator Grid
| Contrato | Atual | Δ semana | Vol USD acum. | Leitura implícita |
|---|---|---|---|---|
| Vão presidencial, Flávio menos Lula | +78.50pp | +10.30pp | USD 179.00M | Caminho: +68.20, +70.00, +68.80, +72.20, +78.50. Piso de 61.40pp às 07h30 UTC de segunda e topo de 78.50pp às 19h00 UTC de sexta, o maior da série pareada. Terceiro maior Δ semanal em módulo de 26 semanas. |
| Flávio Bolsonaro, presidencial | 89.00% | +5.30pp | USD 19.09M | Piso de 80.90% às 07h30 UTC de segunda e topo no fechamento de sexta. Recebeu USD 2.09M na semana, e o normalizado pela soma do par dá +5.07pp. |
| Lula, presidencial | 10.50% | -5.00pp | USD 21.75M | Topo de 19.50% às 07h30 UTC de segunda e piso no fechamento de sexta. Recebeu USD 3.70M, mais que Flávio Bolsonaro, e segue com o maior volume acumulado do livro. |
| Impeachment no Supremo antes de 2027 | 3.40% | +0.90pp | USD 0.10M | Topo de 8.50% às 03h30 UTC de segunda e piso de 2.00% às 08h00 UTC de terça, com USD 2.147 de dinheiro novo na semana. Livro fino, onde poucos negócios movem o preço. |
| Inflação de 2026, 5.00% a 5.49% | 47.20% | -2.90pp | USD 25 mil | Segue a faixa líder. Oscilou entre 41.20% e 56.20% nas leituras da semana, com USD 1.054 de dinheiro novo. |
| Inflação de 2026, 4.50% a 4.99% | 35.00% | +5.20pp | USD 31 mil | Piso de 10.80% à 01h30 UTC de segunda e topo de 36.80% às 18h00 UTC de sexta. A faixa logo abaixo da líder ganhou peso na semana. |
| Inflação de 2026, 5.50% a 5.99% | 12.20% | -4.50pp | USD 20 mil | Topo de 31.70% às 12h30 UTC e piso de 11.00% às 20h30 UTC, os dois na sexta: 20.70pp num só dia, com USD 1.753 de dinheiro novo na semana inteira. |
5.Liquidez e estrutura de mercado
O livro presidencial recebeu USD 5.78M de dinheiro novo entre os fechamentos de segunda e de sexta, e todo ele foi para os dois contratos ainda abertos: USD 3.70M em Lula e USD 2.09M em Flávio Bolsonaro. O contrato que mais recebeu é o que mais perdeu preço, de 15.50% para 10.50%. Volume conta negócios nos dois sentidos, compra e venda, e não diz a direção de ninguém: a semana em que Lula recebeu mais dinheiro que o adversário foi a semana em que o preço dele caiu 5 pontos. Os outros dezessete contratos do livro estão fechados desde o primeiro turno, resolvidos em zero, e o volume deles é histórico.
Volume é acumulado desde a abertura de cada contrato. O dinheiro novo da semana é a diferença entre os volumes gravados nos fechamentos de 5 e de 9 de outubro, e os preços da tabela são os do fechamento de sexta, às 21h30 UTC. O AFOS não cita profundidade de book em texto editorial, porque liquidez baixa num mercado arbitrado continuamente não significa preço errado.
6.Calendário de prints price-relevant
| Data | Amostra | Por que importa | |
|---|---|---|---|
| 13/Out | PoderData | n=3.000 | Em 8 de outubro mediu 49% a 44% para Flávio Bolsonaro nos votos totais. Campo de 10 a 12 de outubro. |
| 14/Out | Quaest | n=2.154 | Primeira nacional da casa no segundo turno. Na véspera do primeiro turno mediu 44% a 42% para Flávio Bolsonaro. |
| 15/Out | AtlasIntel | n=5.000 | Em 9 de outubro mediu 51.1% a 45.7%, a maior distância entre as nacionais da semana, e Lula à frente entre os eleitores de Augusto Cury. |
| 15/Out | Datafolha | n=2.520 | Em 8 de outubro mediu 49% a 45%, no limite da margem de 2 pontos. Campo de 13 a 15 de outubro, que termina no dia do primeiro debate. |
| 15/Out | Palver | n=5.000 | Primeira nacional da casa depois do primeiro turno. Na véspera mediu 49% a 44% para Flávio Bolsonaro no segundo turno. |
Registro no TSE não é divulgação confirmada. São cinco das dez nacionais com amostra igual ou superior a 1.000 e divulgação prevista entre 13 e 15 de outubro; as outras são duas da Gerp, Nexus, 100 Cidades e Indexa. A DataTrends tem divulgação marcada para 11 de outubro.
7.Watch list, gatilhos da semana
- Dez nacionais em três dias, de 13 a 15 de outubro É a primeira vez no segundo turno que Quaest e Palver publicam, e AtlasIntel e Datafolha voltam com campo posterior aos apoios de 8 de outubro. O intervalo da primeira semana foi de 1.5 ponto para Lula a 5.4 pontos para Flávio Bolsonaro.
- O primeiro debate, em 15 de outubro SBT, RedeTV! e CNN Brasil promovem o primeiro encontro dos dois candidatos nesta eleição. Band e Globo têm debates em 18 e 23 de outubro.
- Os eleitores de Augusto Cury Três medições: 56% a 27% para Flávio Bolsonaro na PoderData/Aya, 50% a 29% na Ipespe e 50.4% a 38.9% para Lula na AtlasIntel. A AtlasIntel volta em 15 de outubro com amostra de 5.000.
- O par a mais de oito vezes Com os demais contratos fechados, a soma de Flávio Bolsonaro e Lula ficou entre 99.00% e 99.80% nos fechamentos da semana, e o movimento de um lado é quase todo o movimento do outro: o normalizado de sexta deu 5.07pp contra 5.30pp e 5.00pp crus.
- O Supremo O contrato de impeachment passou a semana entre 2.00% e 8.50% com USD 2.147 de dinheiro novo. Movimento de preço num livro fino, não de fluxo.
8.Metodologia
O AFOS não produz média ponderada e não arbitra entre fontes. Ele publica os três sinais lado a lado, preço de contrato, pesquisa registrada e fluxo de imprensa, e reporta a distância entre eles quando ela existe. Preço de mercado só vai ao ar depois de duas leituras independentes separadas por oito minutos que confirmem dentro de 0.20pp, contrato a contrato, e as séries de referência são medidas no backup diário da base e não na interface pública. A semana é de segunda a sexta: o valor publicado é o fechamento de sexta, o caminho são os cinco fechamentos diários, o Δ é sexta menos segunda, e o vão é medido em instantes pareados, os dois lados com o mesmo carimbo.
As pesquisas citadas são as registradas no Tribunal Superior Eleitoral, com protocolo, amostra, margem e datas de campo declarados, e no segundo turno o AFOS compara o preço com o total de votos de cada casa, e não com os válidos. O código e o método são abertos sob licença Apache 2.0. Cada alegação factual desta edição liga à fonte primária.
9.Leitura adicional · cobertura macro
Leitura complementar de contexto macro. O AFOS é fonte primária sobre divergência entre mercado e pesquisa; os links abaixo cobrem o pano de fundo econômico e institucional da semana.
- TSE, resultados oficiais · Totalização oficial do primeiro turno, por cargo e por estado., resultados.tse.jus.br/oficial/app/index.html
- Valor Econômico · Cobertura diária da eleição de 2026 e da reação de câmbio e juros ao segundo turno.(paywall), valor.globo.com/politica/eleicoes-2026/
- Reuters Brazil · Fluxo em inglês sobre política e câmbio, útil para leitura de investidor não residente., www.reuters.com/world/americas/
- Poder360 · Registro de pesquisas eleitorais com protocolo e histórico por instituto., www.poder360.com.br/pesquisas/
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