AFOS Tradeoff · USA-2026 midterms Political Risk Weekly

AFOS Analytics

Pricing político em tempo real
Mercado de previsão × pesquisas × imprensa
sem médias suavizadas

Estados Unidos·Edição4·Semana de 10-14 agosto 2026·Publicada Segunda 07:00 BRT
Sinal da semana

O contrato de controle do Senado passou de 46.50% para os democratas no fechamento de segunda, 10/Ago, a 52.50% no fechamento de sexta, 14/Ago. São 6.00pp em cinco pregões, e o movimento inteiro coube em dois dias: 11 e 12/Ago. Depois disso o preço não se mexeu mais, e chega a esta edição parado há quatro fechamentos, no topo da série iniciada em 18/Jul, sem nenhum dia acima em trinta.

Na mesma semana a média AFOS do generic ballot saiu de D+5.66 para D+6.20. São 0.54pp, e é aqui que a semana fica interessante: nenhuma pesquisa nova entrou na base. O campo mais recente de todo o conjunto continua sendo 04/Ago, como está desde então. O que mudou foi a composição: a janela de 30 dias rolou e o número de pesquisas caiu de 29 para 20. A média subiu porque nove pesquisas saíram pela borda, não porque alguém mediu eleitor.

📌 Os dois números se moveram, e só um deles mediu alguma coisa. O preço reagiu a resultado que chegou na terça de primárias. A média de pesquisas se moveu por aritmética de janela, com zero informação nova sobre intenção de voto. Para quem lê série, essa distinção é a diferença entre sinal e ruído com aparência de sinal.

A Câmara não acompanhou. O contrato de controle democrata subiu 1.00pp na semana, de 86.50% para 87.50%, e também parou. Ele está a um ponto do topo da série iniciada em 28/Jul, com 1 dia acima em vinte. O mesmo gatilho moveu o Senado seis vezes mais que a Câmara.

1.Executive Summary

Câmara · controle democrata
87.50%
+1.00pp desde o fechamento de 10/Ago
Parado há cinco fechamentos. Um dia acima em vinte na série iniciada em 28/Jul.
Senado · controle democrata
52.50%
+6.00pp desde o fechamento de 10/Ago
Topo da série iniciada em 18/Jul, sem nenhum dia acima em trinta. Parado há quatro fechamentos.
Pesquisas · voto para a Câmara
D+6.20
+0.54pp, e nenhuma pesquisa nova
20 pesquisas de 16 institutos. Campo mais recente da base: 04/Ago. A alta veio da borda da janela.

A semana teve um movimento grande e um movimento aparente, e eles não são a mesma coisa. Além de separar os dois, esta edição mostra que a distribuição de cadeiras do Senado concorda com o contrato binário dentro de cerca de um ponto, e registra que o cenário base da edição anterior perdeu seis pontos em sete dias.

2.Por que este brief não subtrai o mercado da pesquisa

Este brief nunca subtrai o preço do mercado da média das pesquisas, e a semana passada é a melhor demonstração de por quê. As duas grandezas responderam a coisas diferentes, em ritmos diferentes, por motivos diferentes. Uma subtração entre elas produziria um número que se move quando nada de eleitoral acontece.

As duas grandezas da semana, e o que a subtração destruiria
Se este brief subtraísse
46.30??
52.50 menos 6.20 dá 46.30, e 46.30 não é nada. Não é probabilidade, não é ponto de voto, não é cadeira.
Trocar a pesquisa de pontos percentuais para fração mudaria o resultado sem que nada tivesse mudado no mundo.
Nesta semana o subtraendo se moveu 0.54pp por rolagem de janela. A conta teria variado sozinha, sem eleitor nenhum trocar de ideia.
O que o AFOS reporta
52.50
52.50% é a probabilidade implícita de os democratas controlarem o Senado, num contrato binário com USD 2.27M acumulados.
D+6.20 é a vantagem democrata em pontos de voto na média simples de 20 pesquisas de 16 institutos, campo mais recente em 04/Ago.
Uma é sobre quem fica com a maioria. A outra é sobre quantos votos cada lado recebe. Em 2012 os democratas tiveram mais votos para a Câmara e menos cadeiras, e a distância entre as duas coisas pode ser inteiramente geografia.

📐 A forma da dispersão, que é mais informativa que a média: as 20 pesquisas da janela vão de D+2 a D+11, ou seja 9.00pp de amplitude, com mediana em D+6 contra média em D+6.20. Casa com identificação republicana aparece nos dois extremos, o que significa que o rótulo partidário do instituto não prevê de que lado ele erra. ⚠️ E a ressalva que pesa mais nesta edição: com o campo mais recente da base em 04/Ago, a régua está parada há treze dias. Média que se move com régua parada é composição, não medição, e é assim que ela deve ser lida até que uma rodada nova entre.

3.Cenários ponderados para a semana

Os cenários abaixo não são narrativa. Eles saem do livro de cadeiras republicanas no Senado, que precifica cada faixa separadamente e cuja soma das faixas ficou em 100.30% na captura, dentro do portão de 95% a 105%, e dentro dele também em todas as leituras das últimas 24 horas. É o único livro de distribuição desta edição que passa nos dois testes junto com o de comparecimento.

Democratas ficam com a maioria do Senado · 51.50%

Soma das faixas em que os republicanos terminam com 49 cadeiras ou menos: 25.50% para 47 ou menos, 12.50% para exatamente 48 e 13.50% para exatamente 49. 📌 O contrato binário de controle paga 52.50% para os democratas, ou seja, os dois livros concordam dentro de cerca de um ponto. Essa coerência é conferível e vale registrar, porque no mesmo dia o livro de cadeiras da Câmara somou 108% e não passa no portão.

Republicanos seguram a maioria · 36.30%

Soma das faixas de 51 cadeiras ou mais, puxada pelos 15.00% da faixa de exatamente 51. ⚠️ Este era o cenário base da Edição №3, quando o contrato binário pagava 54.50% deste lado. Ele perdeu seis pontos em sete dias e deixou de ser o desfecho mais provável do livro. O preço de 54.50% não carregava nenhuma informação sobre a própria fragilidade, e é exatamente isso que um número único esconde.

Empate em 50 a 50 · 12.50%

A faixa de exatamente 50 cadeiras republicanas paga 12.50% e é a única do livro em que a eleição não decide quem controla a casa: o desempate é do vice-presidente. ⛔ O AFOS não atribui essa faixa a nenhum dos dois lados, porque fazer isso exigiria uma premissa política que não é medição. Ela fica declarada à parte, e é a razão pela qual controle democrata (51.50%), empate (12.50%) e controle republicano (36.30%) somam os 100.30% do livro.

4.Indicator Grid

ContratoAtualΔ semanaVol USD acum.Leitura implícita
Câmara · controle democrata87.50%+1.00ppUSD 5.29MParado há cinco fechamentos. Um dia acima em vinte desde 28/Jul.
Câmara · controle republicano12.50%0.00ppUSD 4.14MNão se moveu um centésimo na semana inteira, e está no piso da série.
Senado · controle democrata52.50%+6.00ppUSD 2.27MTopo da série iniciada em 18/Jul, zero dias acima em trinta. Piso da série: 43.50%.
Senado · controle republicano48.50%-6.00ppUSD 1.60MPerto do piso da série, que é 47.50%. Topo da série: 56.50%.
Senado · republicanos com 47 cadeiras ou menos25.50%n/dUSD 0.17MMaior faixa isolada do livro de cadeiras do Senado.
Senado · republicanos com exatamente 5012.50%n/dUSD 0.12MEmpate. Quem decide o controle nessa faixa é o desempate, não a urna.
Comparecimento entre 120M e 125M de votos27.00%n/dUSD 0.01MFaixa modal. O livro somou 97.05% e passa no portão, mas o dinheiro nele é pequeno.
Calendário · eleição em 03/Nov como previsto96.05%n/dUSD 0.34MSem série gravada na nossa base para calcular Δ. Na captura da Edição №3, em 10/Ago, marcava 95.95%.

5.Liquidez e estrutura de mercado

Volume acumulado nos cinco contratos que esta edição publica · vol. acumulado desde aberturaUSD 13.64M
1Câmara · controle democrata87.50%USD 5.29M
2Câmara · controle republicano12.50%USD 4.14M
3Senado · controle democrata52.50%USD 2.27M
4Senado · controle republicano48.50%USD 1.60M
5Calendário · eleição no prazo96.05%USD 0.34M

6.Calendário eleitoral até novembro

DataPrintAmostraPor que importa
18/Ago, terçaPrimárias de Alaska e Flórida2 estadosO Alasca usa primária única não partidária, com os quatro mais votados indo ao segundo turno por voto ordenado. É desenho que separa mal o que é preferência partidária.
25/Ago, terçaSegundo turno republicano na Carolina do Sul1 cadeira do SenadoDarline Graham contra Ralph Norman, pela indicação à cadeira do falecido Lindsey Graham. É a única disputa do calendário próximo que mexe diretamente na aritmética do Senado.
15/SetDelaware fecha o calendário de primáriasúltimo estadoA partir daí o campo de candidatos está fechado e o mercado passa a precificar disputa geral, não indicação.
03/NovEleição geral435 cadeiras da Câmara e 1/3 do SenadoData em que todos os contratos desta grade resolvem. Até lá o AFOS mede divergência e não pode declarar acerto de ninguém.

⚠️ Não existe registro obrigatório de pesquisa nos Estados Unidos, então este calendário é de eleição, não de divulgação. Não há data de print para antecipar, e é por isso que a régua da média pode ficar parada treze dias sem que nada avise.

7.Watch list, gatilhos da semana

  1. Se o contrato do Senado sair de 52.50% para qualquer lado. Ele está no topo da série e parado há quatro fechamentos. Saída para cima é território sem precedente na série; saída para baixo, depois de um salto de 6.00pp em dois dias, é devolução de movimento e merece leitura diferente.
  2. A primeira pesquisa nova a entrar na base. O campo mais recente é 04/Ago. Quando uma rodada nova entrar, a média vai se mover por medição e não por borda, e só aí a variação volta a ser comparável com as anteriores.
  3. O segundo turno da Carolina do Sul, em 25/Ago. É a única disputa do calendário próximo que altera diretamente a aritmética do Senado, e o contrato de controle está no ponto mais sensível da série.
  4. A soma do livro de cadeiras da Câmara. Ficou em 107.40% na captura e em 108% na série de 24h, então continua fora do portão e sem número publicável. Enquanto não fechar entre 95% e 105%, ele entra só como forma.
  5. O livro de governos estaduais, que oscila dentro do dia. Ele varia dez pontos em 24 horas e por isso não publica número. Se estabilizar, o quadro ganha mais uma distribuição.

8.Metodologia

O AFOS não tira média entre mercado e pesquisa, e não subtrai um do outro. Publica os dois lado a lado, com a unidade de cada um declarada, e mostra a distância. Os preços vêm do Polymarket pelo proxy próprio, com leitura forçada fora de cache e confirmada por uma segunda captura oito minutos depois, com tolerância de 0.20pp. A média do generic ballot é aritmética simples, sem ponderação e sem exclusão de instituto, sobre uma janela de 30 dias, e quando o mesmo instituto publica mais de um recorte da mesma rodada entra apenas um. Livro de distribuição só publica número quando a soma das faixas fica entre 95% e 105% em todas as leituras das últimas 24 horas, e não apenas na captura do momento. Nesta edição isso deixou de fora o livro de cadeiras da Câmara, o de governos estaduais e o de margem do voto popular, que somou 153.60%. Código e método abertos sob Apache 2.0.

9.Leitura adicional · cobertura macro

Leitura complementar da semana, toda vinda da coleta de imprensa do próprio painel. O AFOS é a fonte primária dos números acima; os itens abaixo são contexto e não sustentam medição nenhuma.

Aviso obrigatório. Este brief é pesquisa observacional sobre infraestrutura de mercados de previsão, pesquisas eleitorais e fluxo de notícias. Não constitui recomendação de investimento. Nenhuma posição é recomendada ou implícita. Polymarket é mercado USD-denominado operando fora da jurisdição brasileira; volumes mencionados são informativos, não orientativos. Decisões de portfólio são responsabilidade exclusiva do leitor e devem considerar análise independente, perfil de risco e regulamentação aplicável.
AFOS
AFOS Analytics
Global Political Risk Intelligence · GLOBAL POR DESIGN

Receba por e-mail

O AFOS Tradeoff é a leitura semanal de risco político do Brasil, para quem decide com base em dado, não em manchete.

Sem spam. Cancele quando quiser.

Depois do cadastro você escolhe se quer receber em português, inglês ou espanhol.

AFOS Tradeoff · EUA · Edição №4 · Dois números se moveram na semana, e só um deles mediu alguma coisa | AFOS Analytics