AFOS Tradeoff · USA-2026 midterms Political Risk Weekly

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sem médias suavizadas

Estados Unidos·Edição №3·Semana de 3-7 agosto 2026·Publicada Segunda 07:00 BRT
Sinal da semana

A semana de 03 a 07/Ago quebrou a imobilidade que a Edição №2 reportou, e quebrou de um jeito específico que vale mais que o tamanho do movimento. No contrato que paga se os democratas ficarem com a Câmara, o preço saiu de 85.50% na segunda e fechou a sexta em 87.50%, uma alta de 2.00pp. No mesmo contrato, do outro lado, a probabilidade de os republicanos controlarem a Câmara marcou 13.50% nos cinco dias, sem variação nenhuma.

Os dois lados do mesmo contrato deveriam somar perto de 100%. Durante esta semana eles foram de 99.00% para 101.00%, porque um lado andou e o outro não. Não é uma leitura nova sobre quem ganha a Câmara: é uma ponta do book se movendo sozinha, e o efeito é que o preço passou a somar mais que o total possível.

O dinheiro conta a mesma história. Na janela de segunda a sexta, o lado democrata da Câmara recebeu USD 132 mil de volume novo e o lado republicano recebeu USD 20 mil, quase sete vezes menos. Quem operou na semana operou numa ponta só.

No Senado o comportamento foi o oposto, e é o contraste que dá sentido ao achado. Os democratas subiram de 44.50% para 45.50% e os republicanos caíram de 55.50% para 54.50%, movimento simétrico de 1.00pp em cada lado, com a soma dos dois parada em 100.00% do começo ao fim. Mesmo painel, mesma semana, dois contratos se comportando de maneira diferente.

Do lado de quem mede intenção de voto, nada se moveu, e por um motivo que precisa ser dito: a base de pesquisas não recebeu uma leitura nova desde 04/Ago. A média da casa para a Câmara está em D+5.66, sobre 29 pesquisas de 23 institutos numa janela de 30 dias, e a distância entre a leitura mais alta e a mais baixa continua em 9 pontos, de D+11 no Big Data Poll e no Emerson College a D+2 na Reuters/Ipsos, na RMG Research, na McLaughlin e no Harvard/Harris. O conjunto dos oito contratos deste painel acumula USD 17.33M.

1.Executive Summary

Câmara · democratas
86.50%
+1.00pp desde 03/Ago
Probabilidade de os democratas controlarem a Câmara, na captura de hoje. Durante a semana subiu de 85.50% para 87.50% enquanto o lado republicano ficou parado, e em 09/Ago chegou a 88.50%, o maior valor da série, que começa em 29/Jul
Senado · republicanos
54.50%
-1.00pp na semana
Probabilidade de os republicanos controlarem o Senado. Caiu de 55.50% para 54.50% na semana, e aqui o outro lado cedeu na mesma medida: os dois somam 100.00% do início ao fim, ao contrário do que aconteceu na Câmara
Pesquisas · Câmara
D+5.66
9 pontos entre a mais alta e a mais baixa
Vantagem democrata em intenção de voto para a Câmara. Média aritmética simples de 29 pesquisas de 23 institutos em 30 dias, sem ponderar e sem excluir casa. A data de campo mais recente da base é 04/Ago, então esta régua está parada há seis dias

A semana de 03 a 07/Ago teve movimento, e o formato do movimento é o achado. Na Câmara, o lado democrata subiu 2.00pp e o lado republicano não se mexeu um centésimo em cinco dias, o que fez os dois lados do mesmo contrato passarem a somar 101.00%. No Senado, os dois lados andaram juntos e a soma ficou intacta em 100.00%. Mesmo painel, mesma semana, dois comportamentos.

A segunda coisa que esta edição reporta é uma perda de instrumento, e ela é declarada aqui porque muda o que dá para escrever. O contrato de cadeiras do Senado, que na Edição №2 sustentou a seção de cenários com as faixas somando 99.20%, hoje soma 126.05% e SAIU DE USO para tirar número. O motivo não é o nível da soma, é a forma do excesso, e está medido na seção de cenários. O de cadeiras da Câmara está pior: entre 17:11 e 18:17 de hoje, uma única faixa dele saiu de 40.55% para 10.50%. Os números de mercado desta edição são de 10/Ago às 18:24 UTC e passaram pela trava de captura, que faz duas leituras separadas por oito minutos e só libera se elas concordarem dentro de 0.20pp.

2.Por que este brief não subtrai o mercado da pesquisa

Este brief publica uma média de pesquisas e nunca a subtrai do preço de mercado. Parece detalhe técnico e não é: é o que separa uma leitura defensável de um número inventado.

Duas grandezas diferentes · por que a subtração não existe
A conta que não se faz
86.50% menos D+5.66
O primeiro número é uma **probabilidade**: a chance de um partido terminar com a maioria da Câmara. O segundo é uma **margem de votos**: quantos pontos percentuais separam os dois partidos na intenção declarada. Subtrair um do outro produz um número sem unidade, que não responde a pergunta nenhuma
O resultado da subtração **mudaria de tamanho** se a pesquisa fosse expressa em outra escala, sem que nada tivesse mudado no mundo. Um número que depende da escala em que se escreve o insumo não é medida, é artefato
**Em 2012 os democratas tiveram mais votos para a Câmara e menos cadeiras.** A distância entre ganhar em votos e ganhar em cadeiras pode ser inteiramente geografia, ou seja, como os distritos foram desenhados. Quem subtrai as duas medições está tratando essa geografia como se fosse erro de alguém
A comparação que se faz
direção e convicção
Direção: as duas medições andaram para o mesmo lado ou para lados opostos. Nesta semana o preço da Câmara andou para o lado democrata e a média das pesquisas não andou, porque não houve pesquisa nova na base desde 04/Ago
Convicção: uma se moveu muito enquanto a outra ficou parada. Aqui a resposta tem uma ressalva que não pode faltar: a régua das pesquisas está parada há seis dias, então dizer que ela 'não reagiu' seria falso. Ela não foi consultada, o que é diferente
Dispersão: a distância entre institutos, 9 pontos, continua maior que todo o movimento de preço da semana, que foi de 2.00pp no maior caso. Enquanto essa distância não fechar, a média é um resumo frágil, e é por isso que este brief publica a dispersão antes dela

Vale declarar o que enfraquece esta edição, e são três coisas.

A primeira é a série curta da Câmara, que começa em 29/Jul e tem doze dias. Qualquer superlativo sobre ela é 'da série', com a data de início declarada, nunca 'do ciclo'. Quando esta edição diz que 88.50% em 09/Ago é o maior valor já registrado, isso vale para doze dias de coleta, e não descreve o ciclo eleitoral.

A segunda é a régua parada das pesquisas. A data de campo mais recente da base é 04/Ago. A média de D+5.66 mudou em relação ao D+5.69 da Edição №2, mas a mudança não veio de pesquisa nova: veio da janela de 30 dias rolar e deixar pesquisas antigas para trás. Quando a composição do conjunto muda e a intenção de voto não é medida de novo, chamar isso de 'movimento das pesquisas' é erro de leitura.

A terceira é a mais séria e está detalhada na seção de cenários: três dos cinco mercados de distribuição que este painel acompanha pioraram de qualidade na semana, e um deles é justamente o que sustentou os cenários da edição anterior.

📌 Esta edição foi revista às 21:56 UTC do próprio 10/Ago, depois de publicada, e a revisão está declarada porque mudou o que a peça afirma. A seção de cenários saía da distribuição de cadeiras do Senado, normalizada. Um teste feito no mesmo dia mostrou que o sobrepreço daquele livro não é uniforme, e sim concentrado na cauda, o que invalida a normalização por fator único. A distribuição saiu de uso para tirar número e os cenários passaram a sair do contrato de controle, que é binário e dispensa normalização. O mecanismo e os números do teste estão na própria seção. Nenhum preço de mercado foi recapturado: todos seguem sendo os da captura de 18:24 UTC.

3.Cenários ponderados para a semana

Os cenários abaixo não são narrativa nossa: saem de contratos que o mercado já precifica. Onde no Brasil seria preciso construir a hipótese, aqui basta ler o que o mercado paga.

🔴 Esta seção mudou de instrumento depois da publicação, e o motivo fica declarado aqui. Ela saía do contrato que precifica cada faixa de cadeiras republicanas no Senado, normalizado. Esse contrato saiu de uso para tirar número.

O que decidiu foi uma medição, não uma preferência. Normalizar uma distribuição significa dividir todas as faixas pelo mesmo fator, e isso assume que o sobrepreço está espalhado por igual. Dá para testar essa hipótese sem nenhum dado externo: se o excesso fosse uniforme, a fatia normalizada de qualquer subconjunto de faixas seria invariante à soma bruta. Em três leituras desde 09/Ago, as onze faixas somaram 106.10%, 135.15% e 109.55%, e a fatia normalizada das duas faixas centrais, 50 e 51 cadeiras, andou junto: 27.80%, 24.05% e 27.38%. Monotônica.

➡️ O excesso não é uniforme, ele está concentrado na cauda, e dividir tudo pelo mesmo fator não o tira de lá. É o padrão conhecido como viés de azarão, em que contrato barato negocia rico. Na mesma foto, 87.74% do volume do livro estava fora dos dois resultados centrais.

⚠️ São três leituras, então isto é indício e não prova. É o suficiente para parar de tirar número dali, e não é o suficiente para afirmar o tamanho do artefato.

No lugar entra o contrato de controle do Senado, que não tem esse problema: ele é binário, dispensa normalização, os dois lados somam 101.00% e ele marcou 54.50% de forma estável nas mesmas leituras. A cauda vem do contrato de calendário, que também é binário. Nenhum número desta seção depende mais de normalização.

Republicanos seguram o Senado · 54.50%

O contrato de controle do Senado paga se os republicanos mantiverem a maioria, e marca 54.50%. Ele acumula USD 1.55M deste lado, é binário e por isso não precisa de normalização nenhuma. Na semana ele caiu 1.00pp, de 55.50%, e o outro lado subiu na mesma medida, o que mantém a soma do contrato em 100.00% durante toda a janela. Este é o número que este brief usa para o Senado.

Democratas viram o Senado · 46.50%

O outro lado do mesmo contrato marca 46.50%, com USD 2.22M, mais dinheiro que o lado republicano. Subiu 1.00pp na semana. 📌 Os dois lados somam 101.00% na captura desta edição, e não 100.00%: é o spread do livro, e num contrato binário ele é pequeno e visível, ao contrário do que acontece na distribuição de faixas. Nenhum ajuste foi aplicado, o número é o preço.

Cauda · a eleição não acontecer no prazo, 4.05%

O contrato de calendário paga se as midterms ocorrerem em 03/Nov como previsto, e marca 95.95%, o que deixa 4.05% para o desfecho contrário. É a única cauda desta edição que sai de um contrato binário, sem normalização e sem hipótese nossa. 🔴 A cauda de composição do Senado, com maioria republicana larga, saiu desta edição junto com a distribuição de faixas, porque era exatamente a região do livro onde o teste acima localizou o excesso.

4.Indicator Grid

ContratoAtualΔ semanaVol USD acum.Leitura implícita
Câmara · democratas controlam86.50%+1.00pp desde 03/AgoUSD 5.22MSubiu de 85.50% para 87.50% ao longo da semana e chegou a 88.50% em 09/Ago, o maior valor da série que começa em 29/Jul. Recuou para 86.50% hoje
Câmara · republicanos controlam12.50%-1.00pp desde 03/AgoUSD 4.11MMarcou 13.50% nos cinco dias da semana, sem exceção, e só se moveu em 09/Ago, dois dias depois da janela. Enquanto ficou parado, os dois lados do contrato somaram 101.00%
Senado · republicanos controlam54.50%-1.00pp na semanaUSD 1.55MCaiu de 55.50% para 54.50% em 05/Ago e ficou. A série deste contrato começa em 12/Mai e já andou entre 51.50% e 58.50%, então isto é movimento pequeno numa faixa conhecida
Senado · democratas controlam46.50%+1.00pp na semanaUSD 2.22MSubiu de 44.50% para 45.50% em 07/Ago e está em 46.50% hoje. Ao contrário da Câmara, aqui o outro lado cedeu na mesma medida e a soma do contrato ficou em 100.00% a semana inteira
Eleição acontece no prazo95.95%0.00ppUSD 0.31MContrato de calendário, não de resultado. Serve de piso: enquanto ele estiver perto de 100%, os outros sete estão precificando uma eleição que acontece
Senado · quantas cadeiras republicanassoma 126.05%era 99.20% em 03/AgoUSD 2.80M🔴 Reprovou o portão de coerência de 95% a 105%, e passava sete dias atrás. NÃO entra nesta edição em nenhuma forma: o teste do excesso uniforme mostrou que o sobrepreço está na cauda, então normalizar por igual não o remove
Câmara · quantas cadeiras republicanassoma 127.90%era 110.90% em 03/AgoUSD 0.28M🔴 Reprovado e instável: entre 17:11 e 18:17 de hoje, a faixa de 210 a 214 cadeiras saiu de 40.55% para 10.50%. Não entra nesta edição em nenhuma forma
Comparecimentosoma 96.40%era 91.40% em 03/AgoUSD 0.02MPassou no portão, e é o único que passa nesta rodada. Estava reprovado por baixo na edição anterior. A faixa mais pesada é a de 120 a 125 milhões de votos, com 24.00%

5.Liquidez e estrutura de mercado

Os 8 contratos das midterms acompanhados por este painel · vol. acumulado desde aberturaUSD 17.33M
1Câmara · quem controlaDem 86.50%USD 9.33M
2Senado · quem controlaRep 54.50%USD 3.77M
3Senado · quantas cadeirasREPROVADO, soma 126.05%USD 2.80M
4Governos estaduais · quantosREPROVADO, soma 165.95%USD 0.69M
5Câmara · quantas cadeirasREPROVADO, soma 127.90%USD 0.28M

6.Calendário eleitoral até novembro

DataPrintAmostraPor que importa
11/AgoPrimárias estaduais, incluindo Minnesotaprimária, não eleição geralA disputa democrata ao Senado em Minnesota, entre Angie Craig e Peggy Flanagan, aparece na cobertura desta segunda. O painel não precifica primária estadual
Ao longo de agostoOutras primárias estaduaiscalendário próprio de cada estadoNão entram neste painel por estimativa: cada estado tem calendário e regra própria, e não estão na nossa base. Quando entrarem, entram com fonte
Set e OutTrackers nacionaissem registro obrigatórioAo contrário do Brasil, não existe registro prévio de pesquisa nos Estados Unidos. Não há data de print para antecipar, só a cadência de quem publica
03/NovEleiçãoCâmara inteira, um terço do SenadoA data em que todos os contratos deste painel liquidam

Não existe equivalente ao registro do TSE nos Estados Unidos, então este calendário é o da eleição, não o de publicação de pesquisa. As pesquisas usadas por este brief vêm de um índice que diz quais existem, e cada número segue atribuído ao instituto que o produziu, com link para a fonte primária. Nesta rodada, duas das 363 leituras da base ficaram sem fonte primária, as duas do John Zogby Strategies e as duas fora da janela de 30 dias, então nenhuma delas entra na média.

7.Watch list, gatilhos da semana

  1. A Câmara subiu de um lado só, e foi para lá que o dinheiro foi. O lado democrata ganhou 2.00pp e USD 132 mil de volume novo na semana. O lado republicano ganhou 0.00pp e USD 20 mil. Os dois lados do mesmo contrato passaram a somar 101.00%. Vigiar se o lado republicano volta a acompanhar: ele se mexeu em 09/Ago, fora da janela, e a soma voltou para 99.00%.
  2. O book de cadeiras do Senado saiu de uso, e não foi pela soma. Somava 99.20% em 03/Ago e passava no portão; hoje soma **126.05%**. Mas o que o retirou não foi o nível e sim a **forma**: em três leituras desde 09/Ago a fatia normalizada dos dois centros andou junto com a soma bruta (27.80%, 24.05%, 27.38%), e se o sobrepreço fosse uniforme ela seria invariante. O excesso está na cauda, então normalizar por igual não o remove. O livro segue sendo coletado todo dia e serve para discutir forma, não para tirar número.
  3. O book de cadeiras da Câmara ficou ilegível dentro de uma hora. Entre 17:11 e 18:17 de hoje, a faixa de 210 a 214 cadeiras saiu de 40.55% para 10.50%, uma amplitude de 30 pontos, e a de 225 a 229 saiu de 27.15% para 7.15%. Um livro cujas faixas andam 30 pontos em uma hora não descreve desfecho eleitoral nenhum. Ele fica fora desta edição e segue sendo coletado todos os dias.
  4. O portão de coerência trocou de lado em uma semana. Na Edição №2 passavam as cadeiras do Senado e os governos estaduais, e o comparecimento estava reprovado por baixo, com 91.40%. Hoje o **comparecimento é o único que passa**, com 96.40%, e os outros três reprovaram por cima. Nenhuma eleição mudou nesse intervalo. O que mudou foi a qualidade dos livros, e é isso que o portão está medindo.
  5. A régua das pesquisas está parada há seis dias. A data de campo mais recente da base é 04/Ago. A média foi de D+5.69 para **D+5.66**, e a variação é de composição: a janela de 30 dias rolou e deixou pesquisas antigas para trás, sem que nenhuma pesquisa nova entrasse. Enquanto a base não receber leitura nova, comparar o preço com a pesquisa compara um número de hoje com um número da semana passada.

8.Metodologia

Mercado: Polymarket, lido pelo proxy da própria plataforma, capturado a cada 30 minutos e com ponto diário garantido mesmo quando o preço não anda, para a série registrar tempo e não só mudança. Todo preço citado passou pela trava de captura: duas leituras independentes separadas por oito minutos, liberadas só se concordarem dentro de 0.20pp. Nesta edição as duas leituras são de 18:16 e 18:24 UTC de 10/Ago. ⚠️ Leitura de preço para publicação sempre fura o cache do proxy. Sem isso a rota devolve a captura anterior com carimbo de tempo antigo, e a conferência passa a comparar uma leitura com ela mesma. Pesquisas: média aritmética simples numa janela de 30 dias, sem ponderação e sem excluir instituto, montada a partir de um índice que diz quais pesquisas existem, enquanto cada número segue atribuído a quem o produziu. Quando o mesmo instituto publica mais de um recorte da mesma rodada, entra um só, pela hierarquia provável votante, eleitor registrado, adultos. Rodadas diferentes do mesmo instituto entram cada uma, e por isso a janela tem 29 pesquisas de 23 institutos, selecionadas a partir de 43 recortes. ⚠️ A dispersão de 9 pontos é medida sobre as 29 linhas selecionadas, não sobre os 43 recortes brutos. Sobre os recortes ela pareceria 11 pontos, porque incluiria recortes de adultos que a seleção descarta. Distribuições: uma distribuição só é lida como probabilidade quando as faixas dela somam entre 95% e 105%. Nesta rodada passa apenas a de comparecimento, com 96.40%. Reprovaram a de cadeiras do Senado (126.05%), a de cadeiras da Câmara (127.90%), a de governos estaduais (165.95%) e a de margem do voto popular (152.25%). ⚠️ Nenhuma distribuição reprovada entra nesta edição, nem normalizada. A do Senado entrava, e saiu: normalizar divide todas as faixas pelo mesmo fator, o que assume sobrepreço uniforme, e o teste descrito na seção de cenários refutou essa hipótese em três leituras. Enquanto o excesso estiver na cauda, book que não fecha serve para discutir forma, não para tirar número. A de margem do voto popular fica fora mesmo normalizada, porque as faixas dela se sobrepõem e uma delas é 'qualquer outro resultado'. Profundidade de book não é citada: liquidez baixa no Polymarket não significa preço errado, porque o mercado é arbitrado continuamente, e expor esse número gera leitura torta. O que este brief não faz: não prevê resultado, não diz qual medição está certa e não emite recomendação de investimento.

9.Leitura adicional · cobertura macro

Matérias da semana em veículos da lista fixa do AFOS. Este brief é fonte primária de mercado e pesquisa; o que segue é leitura de contexto. Só entram links que resolvem para o site do próprio veículo: dos 10 itens coletados em 10/Ago, 7 tinham endereço canônico e 3 só existiam via agregador, com endereço que não resolve sem navegador. Os 3 ficaram de fora, e o descarte está declarado aqui.

Aviso obrigatório. Este brief é pesquisa observacional sobre infraestrutura de mercados de previsão, pesquisas eleitorais e fluxo de notícias. Não constitui recomendação de investimento. Nenhuma posição é recomendada ou implícita. Polymarket é mercado USD-denominado operando fora da jurisdição brasileira; volumes mencionados são informativos, não orientativos. Decisões de portfólio são responsabilidade exclusiva do leitor e devem considerar análise independente, perfil de risco e regulamentação aplicável.
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