AFOS Daily · Síntese do Dia

7 de junho de 2026

Mercado de Previsão × Pesquisas × Notícias

Síntese gerada com base em dados auditáveis. Cada alegação cita sua fonte.

Domingo de continuidade no mercado: o gap entre Lula e Flávio voltou a alargar para +13,25pp depois que Flávio devolveu 0,90pp, enquanto Camilo Santana deu um salto isolado para 3,75% e assumiu o quarto lugar presidencial. Sem pesquisa nacional nova, a Vox de 5 de junho segue como referência e a Quaest é tratada como iminente. Na pauta, o TCU arquivou uma representação de Flávio contra a ex-nora de Lula e o senador lançou seu primeiro jingle de pré-campanha. O volume acumulado do mercado presidencial está em torno de USD 96,7M.

1. Mercado de previsão

O dia 7 de junho foi de continuidade com leve correção. No mercado presidencial do Polymarket, Lula ficou estável em 40,50% (vol USD 6,17M acumulado) e Flávio Bolsonaro devolveu 0,90pp, para 27,25% (vol USD 6,50M). Com isso, o gap entre os dois voltou a alargar para +13,25pp (de +12,35pp em 6 de junho), de volta ao topo do ciclo recente. O movimento veio do lado de Flávio, não de uma alta de Lula, e não há evento isolado da janela que o explique: a leitura é de digestão técnica após a correção da véspera.

O destaque do dia foi um movimento de segundo plano. Camilo Santana, ministro da Educação, saltou para 3,75% no mercado presidencial (vol USD 3,18M), uma alta de 2,60pp que o levou ao quarto lugar, à frente de Fernando Haddad, que cedeu 0,15pp para 3,10% (vol USD 5,59M), e de Romeu Zema, que caiu 1,00pp para 2,05% (vol USD 3,49M), no quinto dia consecutivo de queda. Ronaldo Caiado recuou 0,20pp, para 1,75% (vol USD 3,87M). O salto de Camilo não tem leitura clara nas notícias e tem volume relativamente baixo, sinais de uma posição especulativa de baixa convicção que o AFOS registra como ponto a monitorar, não como tendência.

Nos mercados de colocação, Flávio reforçou a liderança do segundo lugar no primeiro turno, com 63,50% (vol USD 61k, alta de 1,00pp), enquanto Renan Santos aparece em segundo nesse mesmo mercado, com 17,15%. No mercado de terceiro lugar, Renan é o favorito, com 45,00% (vol USD 76k, alta de 0,50pp), à frente de Zema (25,00%) e Caiado (18,00%). No mercado de vencedor, Renan subiu 0,65pp e ocupa o terceiro posto, com 17,35% (vol USD 6,66M). São três perguntas distintas: quem vence, quem termina em segundo e quem termina em terceiro no primeiro turno.

Nos contratos institucionais e macro, o impeachment de algum ministro do STF antes de 2027 segue precificado em 5,15% (vol USD 80k, baixa de 0,10pp), patamar baixo. No Senado, o PL recuou 0,50pp, para 73,00% (vol USD 243k), mantendo o amplo favoritismo de maior bancada. Na inflação de 2026, a banda modal segue a de 5,00% a 5,49% (29,85%), mas a soma das faixas de 6,00% ou mais responde por cerca de metade do mercado, sinal de que a cauda inflacionária continua precificada. No agregado, o mercado presidencial soma cerca de USD 96,7M em volume acumulado, o que reforça que se trata de dinheiro real em jogo, e não de simples enquete.

2. O que os institutos registraram

Não houve pesquisa nacional nova em 7 de junho. A referência segue a Vox Brasil de 5 de junho (n=2.100, protocolo BR-08016/2026), que deu no primeiro turno Lula com 42,1% e Flávio com 33,6% (gap de +8,5pp), e no segundo turno Lula 47,8% contra Flávio 41,3%, com Lula empatando tecnicamente com Caiado e Zema. A ingestão do registro do TSE não trouxe novos levantamentos nacionais; o fluxo recente é predominantemente estadual. A imprensa trata a próxima rodada da Quaest como iminente, mas o levantamento ainda não foi publicado.

No noticiário de pesquisas, uma sondagem citada pela imprensa indicou que a idade de Lula, 80 anos, não é obstáculo para a maioria dos eleitores, desmontando uma aposta da oposição sobre o tema. Persiste o pano de fundo de que mercado e pesquisas seguem desencontrados na leitura da terceira via, tratado na seção de divergências.

📅 Calendário de pesquisas — próximos 7 dias

Pesquisas registradas no TSE com publicação prevista entre 8 e 12 de junho. Inclusão na tabela não significa publicação confirmada: institutos podem atrasar ou cancelar a divulgação. Filtro aplicado: amostra igual ou superior a 1.000. O registro classifica as 16 como estaduais, mas a marcação de escopo vem genérica no retorno (todas com UF=BR), e a Quaest de 10 de junho, pela amostra (2.004) e pela cobertura de imprensa, é provavelmente a rodada nacional iminente.

DataInstitutoAmostraEscopoProtocolo TSEConf.
08/JunVeritá2.010estadualBR-08297/20260.7
08/JunVeritá1.525estadualBR-08489/20260.6
08/JunParaná Pesquisas1.500estadualBR-02211/20260.8
09/JunGerp2.000estadualBR-01792/20260.7
09/JunReal Time Big Data1.600estadualBR-03811/20260.8
09/JunVeritá1.220estadualBR-01524/20260.6
09/JunECM Comunicação1.200estadualBR-00879/20260.6
10/JunQuaest2.004nacional (provável)BR-07661/20260.9
10/JunParaná Pesquisas1.300estadualBR-05929/20260.8
11/JunReal Time Big Data1.600estadualBR-02795/20260.8
11/JunAlfa Inteligência1.400estadualBR-03496/20260.6
11/JunDatatrends1.200estadualBR-02897/20260.6
11/JunDatatrends1.200estadualBR-03327/20260.6
12/JunNumen Data2.400estadualBR-01992/20260.7
12/JunVox Brasil1.200estadualBR-03879/20260.6
12/JunMapa Marketing1.008estadualBR-04296/20260.6

Fonte: registro público TSE via API AFOS. A de maior peso na janela é a Quaest de 10 de junho (amostra 2.004, confiança 0.9), provável rodada nacional. Status "registrada ≠ publicada": a confirmação de divulgação efetiva e dos números exige verificação de duas fontes primárias antes da citação. Caso a Quaest de 10/Jun se confirme nacional, será a primeira rodada nacional desde a Vox de 5 de junho e poderá entrar no dashboard.

3. O que a imprensa cobriu

Do lado do governo, a campanha de Lula intensificou a agenda de eventos, priorizando São Paulo, Rio e Amazonas, e criou uma central de monitoramento das redes sociais, com mais judicialização nesta eleição. A disputa do Pix e do tarifaço segue como eixo, com o cientista político Guilherme Casarões resumindo que a defesa do Pix passou a ser tratada como questão de soberania pela base governista.

Do lado da oposição, Flávio lançou seu primeiro jingle, enquadrando a disputa como uma "batalha espiritual" contra Lula. Seguia repercutindo a fala de Lula de 2 de junho que associou os filhos de Bolsonaro a "traidores da pátria" e mencionou o enforcamento de um traidor histórico (a Gazeta do Povo registrou que o presidente errou o fato histórico, já que Joaquim Silvério dos Reis não foi enforcado); a declaração, anterior à janela desta síntese, levou Flávio a anunciar notícia-crime no STF e fez petistas e bolsonaristas trocarem de posição no debate.

Na pauta institucional, o TCU arquivou uma representação de Flávio que pedia investigação sobre uma empresa ligada à ex-nora de Lula, por entender que faltavam "indícios mínimos suficientes", já que o pedido se baseava essencialmente em matérias jornalísticas (Estado de Minas). A empresa havia sido citada em apuração da Polícia Federal sobre recursos do Ministério da Educação, então comandado por Camilo Santana; o tribunal frisou que seu arquivamento não afeta as investigações em curso. No campo da terceira via, Caiado criticou a credibilidade do governo Lula, falando em falta de "autoridade moral".

Pré-campanhas de Lula e Flávio já costuram palanques nos oito maiores colégios eleitorais, em um cenário de cobertura que compara o duelo atual ao histórico de pesquisas.

4. Divergências do dia

Mercado × pesquisa (terceira via): a inversão persiste nos dois sentidos. Caiado faz 6,9% no primeiro turno da Vox e empata com Lula no segundo, mas o mercado o mantém em 1,75%. Renan Santos é o oposto: favorito a terminar em terceiro lugar (45,00%) e terceiro no mercado de vencedor (17,35%), contra cerca de 6% nas pesquisas. É a maior distância entre os dois sinais no dashboard.

Mercado × mercado (Camilo Santana): Camilo saltou para 3,75% no mercado presidencial sem aparecer nas pesquisas nacionais e sem um evento que justifique o movimento na janela. O volume relativamente baixo (vol USD 3,18M) sugere baixa convicção. O AFOS registra como ponto a monitorar, não como tendência, e não associa o movimento à cobertura do caso do Ministério da Educação.

Narrativa × data (fala de Lula): a repercussão da fala sobre "enforcamento de traidores" circulou em 7 de junho, mas a declaração é de 2 de junho. O AFOS data o evento original e trata a repercussão como desdobramento, não como fato novo do dia.

Em síntese

  1. O gap entre Lula e Flávio reabriu para +13,25pp, com Flávio devolvendo 0,90pp e Lula estável; Camilo Santana saltou para 3,75% e assumiu o quarto lugar, em um movimento de baixa convicção.
  2. Não saiu pesquisa nacional nova; a Vox Brasil de 5 de junho segue como referência (+8,5pp no primeiro turno) e a Quaest é tratada como iminente. O TCU arquivou uma representação de Flávio contra a ex-nora de Lula, e o senador lançou o primeiro jingle.
  3. A divergência da terceira via segue a maior do dashboard: Caiado faz 6,9% na Vox contra 1,75% no mercado, enquanto Renan é favorito ao terceiro lugar (45,00%) contra cerca de 6% nas pesquisas.

Fontes consultadas

Matérias com link direto para a notícia

Matérias secundárias (URL Google News redirect — clique resolve à matéria)

Fontes técnicas: Polymarket (cotações ao vivo via proxy AFOS, fetched 07/Jun 20:02 BRT), registro TSE (pesquisas eleitorais oficiais).

Fontes citadas neste texto: Polymarket, TSE (registro público), Gazeta do Povo, InfoMoney, G1, VEJA, Folha de S.Paulo, Estado de Minas, Revista Fórum, Exame, Vox Brasil

Método: esta síntese é gerada automaticamente a partir dos dados auditáveis da plataforma AFOS Analytics, sob regras em código versionadas em git. Todas as alegações podem ser verificadas na plataforma ou nas fontes linkadas. Entenda a governança automatizada.

Integração: para ver os dados ao vivo e as análises dos candidatos em detalhe, acesse o dashboard completo. Para entender o método em profundidade, leia O Método.

Glossário: termos políticos brasileiros usados nas sínteses (TSE, STF, BolsoMaster, lideranças envelhecidas, etc.), definições nos 3 idiomas. Ver glossário completo

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