AFOS Daily · Síntese do Dia

25 de junho de 2026

Mercado de Previsão × Pesquisas × Notícias

Síntese gerada com base em dados auditáveis. Cada alegação cita sua fonte.

O mercado fez uma reversão parcial após o recorde de ontem: Lula recua a 56,50% e Flávio sobe a 23,45%, com o gap fechando a +33,05pp, justamente no dia em que a PoderData/Aya apertou a corrida (2º turno em empate técnico, 46% x 43%). No campo político, Flávio pediu desculpas a Michelle e Haddad confirmou Márcio França como vice em SP. Volume total acumulado no presidencial acima de USD 105M.

1. Mercado de previsão

O Polymarket fez uma reversão parcial após o gap recorde da véspera. Lula recuou a 56,50% (USD 6,9M), queda de 1,00pp ante o pico de ontem, enquanto Flávio Bolsonaro subiu a 23,45% (USD 7,0M), alta de 0,55pp, de modo que o gap entre os dois fechou em +33,05pp, recuando do recorde de +34,60pp registrado em 24/Jun. O movimento devolveu parte do prêmio esticado na véspera, mas mantém Lula em posição dominante no topo. O volume total acumulado no mercado presidencial segue acima de USD 105M, reforçando a leitura de dinheiro real (Polymarket).

Na terceira via e nos nomes seguintes, Renan Santos recuou a 11,45% (USD 7,5M), queda de 0,90pp, e seu favoritismo ao 3º lugar do 1º turno caiu de 58,5% para 44% no sub-mercado, com Caiado (12,5%) e Zema ganhando terreno. Michelle Bolsonaro entrou no book a 2,65% (USD 8,2M) em meio ao episódio do dia. O grupo da terceira via subiu de leve do piso: Caiado a 1,65% (USD 4,4M), alta de 0,20pp, Zema a 1,15% (USD 3,9M), alta de 0,20pp, e Haddad a 1,25% (USD 5,9M), queda de 0,20pp, na faixa de Camilo Santana (1,15%).

Nos sub-mercados, Flávio mantém isolado o 2º lugar do 1º turno (78,5%), e o PL lidera o Senado por número de cadeiras (76,5%), à frente de MDB (11,2%) e União Brasil (4,95%). O mercado de impeachment no STF seguiu no piso, a 2,55% (USD 82 mil), sinal de risco institucional baixo (Polymarket).

No mercado de inflação de 2026, a expectativa cedeu mais: a banda mais baixa, 4,50% a 4,99%, passou a liderar a 44,85% (vinha de 32,85% em 24/Jun), à frente da faixa 5,00% a 5,49% (37,9%) e da 5,50% a 5,99% (16,9%). É um pano de fundo macro de inflação esperada menor.

2. O que os institutos registraram

A pesquisa nacional do dia foi a PoderData/Aya, com campo de 21 a 24 de junho, 2.400 entrevistas em 617 municípios e margem de 2 pontos. No 1º turno, deu Lula 40% x Flávio 36% (empate técnico no limite da margem), com Renan e Caiado a 4% (Poder360). No 2º turno, Lula 46% x Flávio 43%, também empate técnico, e Lula empata tecnicamente com Zema e Caiado (CNN Brasil). É a segunda pesquisa nacional seguida, após a Gerp de 24/Jun, a apontar 2º turno apertado.

A mesma rodada trouxe a leitura de avaliação mais negativa do recorte recente: aprovação de 43% e desaprovação de 52% do governo Lula, com rejeição de 50% a Lula e 48% a Flávio (CartaCapital, Revista Oeste). Esse número contrasta com o consenso de aprovação no patamar de 48% das rodadas recentes (BTG/Nexus 48% x 47%, Datafolha 48% x 49%). Houve também nova rodada AtlasIntel divulgada no dia (VEJA), cujos números detalhados aguardam confirmação de fonte primária antes de citação.

📅 Calendário de pesquisas — próximos 7 dias

Pesquisas registradas no TSE com publicação prevista entre 26/Jun e 02/Jul. Inclusão na tabela não significa publicação confirmada — institutos podem atrasar ou cancelar divulgação. Filtro aplicado: amostra ≥ 1.000. Cada protocolo linkado à consulta pública TSE.

DataInstitutoAmostraEscopoProtocolo TSEConf.
26/JunPoderData2.400nacionalregistro TSE0.7
27/JunVox Brasil2.100nacionalregistro TSE0.6
29/JunNexus2.000nacionalregistro TSE0.7
30/JunAtlasIntel 🔥5.000nacionalregistro TSE0.9

Fonte: registro público TSE via API AFOS. 🔥 destaca amostras ≥ 3.000. Status "registrada ≠ publicada" — confirmação de divulgação efetiva exige verificação de duas fontes primárias antes da citação de números.

3. O que a imprensa cobriu

No campo da oposição, o dia foi marcado por um episódio pessoal. Flávio Bolsonaro pediu desculpas a Michelle Bolsonaro depois que ela afirmou, em vídeos, ter sido desrespeitada em meio a divergências sobre as alianças do PL no Ceará. Flávio negou ter humilhado a ex-primeira-dama, disse tê-la convidado pessoalmente e afirmou não ter sido correspondido, num episódio que expôs o racha na família Bolsonaro (Brasil de Fato, Jornal de Brasília). Dentro da direita, Renan Santos voltou a atacar, declarando que o "bolsonarismo morreu" e que Flávio é inviável contra Lula (Estadão).

No campo do governo, Haddad confirmou Márcio França (PSB) como vice na chapa pelo governo de São Paulo, com Marina Silva e Simone Tebet definidas como pré-candidatas ao Senado, após reunião conduzida por Lula (JOTA, Correio Braziliense). No terreno da terceira via, Zema negou alianças com Flávio e Caiado e prometeu anunciar o vice na próxima semana (Estadão).

Na pauta externa, seguiu em circulação a discussão sobre a interferência de Donald Trump nas eleições brasileiras: um assessor especial de Lula afirmou que a tentativa de intervenção pode ter efeito contrário (BBC News Brasil). Em registro de contexto internacional, a Colômbia proclamou oficialmente Abelardo de la Espriella como novo presidente (G1.

4. Divergências do dia

Mercado x pesquisa: o Polymarket mantém Lula dominante a 56,50%, com gap de +33,05pp sobre Flávio, enquanto a PoderData/Aya, segunda pesquisa nacional seguida, aponta 2º turno em empate técnico (46% x 43%). O mercado corrigiu o exagero de ontem, mas segue precificando o consenso Tier 1 (Indexa 2T 47% x 40%, Datafolha 2T 47% x 43%), que dá a Lula folga maior do que a pesquisa do dia.

Pesquisa x pesquisa: a PoderData trouxe a aprovação mais baixa do recorte recente (43% x 52%), contra o patamar de 48% das rodadas BTG/Nexus e Datafolha. A divergência entre institutos sobre a avaliação do governo é, ela própria, um sinal a acompanhar.

Mercado x mercado: Renan caiu tanto no mercado de vencedor (11,45%) quanto no sub-mercado de 3º lugar (de 58,5% para 44%), com Caiado e Zema avançando. O espaço da direita não-Flávio, antes concentrado em Renan, ficou mais disputado no mesmo pregão.

Em síntese

  1. O mercado devolveu parte do recorde de ontem (Lula 56,50%, gap +33,05pp) no dia em que a PoderData/Aya apertou o 2º turno para empate técnico (46% x 43%), a segunda pesquisa nacional seguida nesse sentido.
  2. O campo político foi dominado por movimentos de chapa e por episódios pessoais: Haddad confirmou França como vice em SP, Flávio pediu desculpas a Michelle e Zema negou alianças.
  3. A inflação esperada cedeu mais (a banda 4,50% a 4,99% passou a liderar a 44,85%) e o risco de impeachment no STF seguiu no piso (2,55%), num dia sem gatilho institucional agudo.

Fontes consultadas

matérias com link direto para a notícia (veículos âncora):

matérias secundárias (URL Google News redirect — clique resolve à matéria):

Fontes técnicas: Polymarket (cotações ao vivo via proxy AFOS, fetched 25/Jun 17:30 BRT), registro TSE (pesquisas eleitorais oficiais).

Fontes citadas neste texto: Polymarket, TSE (registro público), Poder360, CNN Brasil, CartaCapital, Revista Oeste, JOTA, Correio Braziliense, Brasil de Fato, Estadão, O Globo, VEJA, Folha de S.Paulo, BBC News Brasil, G1

Método: esta síntese é gerada automaticamente a partir dos dados auditáveis da plataforma AFOS Analytics, sob regras em código versionadas em git. Todas as alegações podem ser verificadas na plataforma ou nas fontes linkadas. Entenda a governança automatizada.

Integração: para ver os dados ao vivo e as análises dos candidatos em detalhe, acesse o dashboard completo. Para entender o método em profundidade, leia O Método.

Glossário: termos políticos brasileiros usados nas sínteses (TSE, STF, BolsoMaster, lideranças envelhecidas, etc.), definições nos 3 idiomas. Ver glossário completo

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