AFOS Daily · Síntese do Dia

26 de junho de 2026

Mercado de Previsão × Pesquisas × Notícias

Síntese gerada com base em dados auditáveis. Cada alegação cita sua fonte.

A 100 dias do 1º turno, o mercado manteve Lula dominante e estável a 56,50% enquanto Flávio recuou a 22,95%, reabrindo o gap para +33,55pp, perto do recorde. O caso Master alcançou a liderança do governo no Senado (Jaques Wagner deixou o posto em 24/Jun, Teresa Leitão foi nomeada em 25/Jun), mas o mercado não reprecificou contra Lula. Volume total acumulado no presidencial acima de USD 105M.

1. Mercado de previsão

A 100 dias do 1º turno, o Polymarket manteve Lula dominante e praticamente estável a 56,50% (USD 6,9M), enquanto Flávio Bolsonaro recuou a 22,95% (USD 7,1M), queda de 0,50pp, de modo que o gap entre os dois reabriu para +33,55pp (vinha de +33,05pp em 25/Jun), de volta para perto do recorde de +34,60pp. Num dia de noticiário institucional carregado, o presidencial mal se moveu. O volume total acumulado no mercado presidencial segue acima de USD 105M, reforçando a leitura de dinheiro real (Polymarket).

Na terceira via e nos nomes seguintes, Renan Santos ficou estável a 11,45% (USD 7,5M), mas recuperou o favoritismo ao 3º lugar do 1º turno, que subiu a 50% no sub-mercado (vinha de 44%), com Caiado (21%) e Zema (16%) ganhando corpo atrás. Michelle Bolsonaro avançou no book a 3,05% (USD 8,3M), alta de 0,40pp. O grupo da terceira via seguiu no piso: Caiado a 1,45% (USD 4,4M), queda de 0,20pp, Zema a 1,25% (USD 4,0M), alta de 0,10pp, e Haddad estável a 1,25% (USD 6,0M), na faixa de Camilo Santana (1,15%) (Polymarket).

Nos sub-mercados, Flávio mantém isolado o 2º lugar do 1º turno (78,5%), e o PL lidera o Senado por número de cadeiras (76,5%), à frente de MDB (11,15%). O mercado de impeachment no STF subiu a 3,40% (USD 82 mil), alta de 0,85pp num dia de pauta institucional cheia, mas seguiu no piso, sinal de risco de remoção de ministro ainda baixo (Polymarket).

No mercado de inflação de 2026, a banda 5,00% a 5,49% voltou a liderar, a 38,05%, seguida da faixa 4,50% a 4,99% (33,4%): as duas somam 71,45% do mercado, um consenso macro de inflação esperada na casa de 4,5% a 5,5% (Polymarket).

2. O que os institutos registraram

A data marcou os 100 dias para o 1º turno, e o balanço de pesquisas do período mostra Lula favorito numa disputa apertada com Flávio, com a terceira via que não decolou (Poder360). A última pesquisa nacional com números detalhados segue sendo a PoderData/Aya, com campo de 21 a 24 de junho, que deu 1º turno Lula 40% x Flávio 36% e 2º turno em empate técnico (46% x 43%).

No dia, foi noticiada nova rodada AtlasIntel medindo o efeito do vídeo de Michelle Bolsonaro sobre a disputa (CartaCapital), cujos números detalhados aguardam confirmação de fonte primária antes de citação. Em registro de contexto regional, o balanço do 1º semestre descreve a sequência da campanha como uma lua de mel de Flávio seguida de uma remontada de Lula (Estadão). Em pesquisa estadual, Lula aparece quase 20 pontos à frente de Flávio em Minas Gerais (Revista Fórum).

📅 Calendário de pesquisas — próximos 7 dias

Pesquisas registradas no TSE com publicação prevista entre 27/Jun e 03/Jul. Inclusão na tabela não significa publicação confirmada — institutos podem atrasar ou cancelar divulgação. Filtro aplicado: amostra ≥ 1.000. Cada protocolo linkado à consulta pública TSE.

DataInstitutoAmostraEscopoProtocolo TSEConf.
27/JunVox Brasil2.100nacionalregistro TSE0.6
29/JunNexus2.000nacionalregistro TSE0.7
30/JunAtlasIntel 🔥5.000nacionalregistro TSE0.8
01/JulAtlasIntel 🔥5.000nacionalregistro TSE0.7

Fonte: registro público TSE via API AFOS. 🔥 destaca amostras ≥ 3.000. Status "registrada ≠ publicada" — confirmação de divulgação efetiva exige verificação de duas fontes primárias antes da citação de números.

3. O que a imprensa cobriu

A data foi enquadrada pela imprensa como os 100 dias para o 1º turno, com o veículos publicando o calendário eleitoral, a lista de pré-candidatos e os fatores que testam a sucessão (G1). A leitura predominante é a de Lula favorito numa corrida apertada, com a terceira via que não decolou nas pesquisas (Poder360).

No campo do governo, o caso Master alcançou a articulação no Congresso. Jaques Wagner deixou a liderança do governo no Senado em 24/Jun, após ser alvo da fase da operação da Polícia Federal sobre o Banco Master, e Lula nomeou Teresa Leitão (PT-PE) para o posto em 25/Jun (G1, Farol de Notícias). A mudança na liderança seguiu repercutindo em 26/Jun, com reações de aliados e adversários do senador na Bahia.

No campo da oposição, seguiram os desdobramentos do vídeo em que Michelle Bolsonaro expôs divergências com Flávio e o comando da campanha. A imprensa relembrou os atritos entre Michelle e os filhos de Bolsonaro (Folha de S.Paulo) e detalhou os recados da ex-primeira-dama no vídeo que expôs a crise (O Globo). A campanha de Flávio buscou conter o efeito do episódio sobre a corrida.

Na pauta institucional, o TSE registrou aumento de ações relacionadas ao uso de inteligência artificial e à propaganda antecipada a 100 dias da eleição (G1), tema que a Corte acompanha como um dos desafios do pleito de 2026.

4. Divergências do dia

Mercado x narrativa institucional: o Polymarket manteve Lula dominante a 56,50%, com gap de +33,55pp sobre Flávio, mesmo no dia em que o caso Master alcançou a liderança do governo no Senado (saída de Jaques Wagner, nomeação de Teresa Leitão). O mercado leu o episódio como ruído político, não como reprecificação eleitoral, e o risco de impeachment no STF, embora tenha subido a 3,40%, seguiu no piso.

Mercado x mercado: Renan recuperou o favoritismo ao 3º lugar do 1º turno (de 44% para 50%) no sub-mercado, mas Caiado (21%) e Zema (16%) ganharam corpo no mesmo pregão. O espaço da direita não-Flávio, que parecia consolidado em Renan, segue em disputa interna a 100 dias do 1º turno.

Mercado x pesquisa: o mercado mantém Lula a 56,50% e gap de +33,55pp, enquanto as pesquisas mais recentes apontam 2º turno apertado (PoderData/Aya 46% x 43%). É a divergência persistente do dashboard: o mercado precifica a folga do consenso Tier 1 (Indexa 2T 47% x 40%, Datafolha 2T 47% x 43%) acima da pesquisa apertada do recorte.

Em síntese

  1. A 100 dias do 1º turno, o mercado manteve Lula dominante e estável (56,50%) e o gap sobre Flávio reabriu para +33,55pp, perto do recorde, num dia em que o presidencial mal se moveu apesar do noticiário institucional carregado.
  2. O caso Master alcançou a liderança do governo no Senado (Jaques Wagner saiu em 24/Jun, Teresa Leitão foi nomeada em 25/Jun), mas o mercado não reprecificou contra Lula e o risco de impeachment no STF, embora tenha subido a 3,40%, seguiu no piso.
  3. Renan recuperou o favoritismo ao 3º lugar do 1º turno (50%), com Caiado e Zema avançando atrás, sinal de que o espaço da direita não-Flávio segue em disputa.

Fontes consultadas

matérias com link direto para a notícia (veículos âncora):

matérias secundárias (URL Google News redirect — clique resolve à matéria):

Fontes técnicas: Polymarket (cotações ao vivo via proxy AFOS, fetched 26/Jun 14:47 BRT), registro TSE (pesquisas eleitorais oficiais).

Fontes citadas neste texto: Polymarket, TSE (registro público), G1, Poder360, CartaCapital, Estadão, Revista Fórum, Folha de S.Paulo, O Globo, Farol de Notícias

Método: esta síntese é gerada automaticamente a partir dos dados auditáveis da plataforma AFOS Analytics, sob regras em código versionadas em git. Todas as alegações podem ser verificadas na plataforma ou nas fontes linkadas. Entenda a governança automatizada.

Integração: para ver os dados ao vivo e as análises dos candidatos em detalhe, acesse o dashboard completo. Para entender o método em profundidade, leia O Método.

Glossário: termos políticos brasileiros usados nas sínteses (TSE, STF, BolsoMaster, lideranças envelhecidas, etc.), definições nos 3 idiomas. Ver glossário completo

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