AFOS Daily · Síntese do Dia

5 de julho de 2026

Mercado de Previsão × Pesquisas × Notícias

Síntese gerada com base em dados auditáveis. Cada alegação cita sua fonte.

A 91 dias do 1º turno, um domingo de mercado parado: sem pesquisa presidencial nacional nova, o Polymarket mal se moveu, com Lula estável em 60,50% e o gap sobre Flávio subindo de leve a +38,20pp (↑0,10pp), ainda abaixo do pico de +39,55pp de 03/Jul. O único deslocamento visível foi num sub-mercado, com Flávio perdendo parte do 2º lugar do 1º turno (72,5%, ↓6,0pp) para Renan. A novidade veio das estaduais: a Datafolha de SP deu Tarcísio à frente de Haddad no governo, enquanto Flávio desembarcava nos EUA para uma audiência sobre o tarifaço. O volume total acumulado no presidencial supera USD 110M.

1. Mercado de previsão

A 91 dias do 1º turno, o Polymarket passou um domingo praticamente parado. Lula ficou estável em 60,50% (USD 7,2M) e Flávio Bolsonaro cedeu de leve a 22,30% (↓0,10pp, USD 7,2M), de modo que o gap presidencial subiu marginalmente a +38,20pp (↑0,10pp), ainda abaixo do pico de +39,55pp registrado em 03/Jul. O volume total acumulado no mercado presidencial supera USD 110M, num book líquido em que a ausência de movimento reflete a falta de dado eleitoral novo (Seção 2), não falta de negócio.

O deslocamento mais visível do dia ocorreu num sub-mercado. No 2º lugar do 1º turno, Flávio recuou a 72,5% (↓6,0pp, USD 142k), enquanto Renan Santos subiu a 11,4% nesse mesmo mercado, herdando parte do que o senador cedeu. Flávio segue com folga na condição de adversário certo de Lula, mas a fatia perdida é o registro do dia. No mercado de vencedor, Renan recuou a 9,85% (↓0,10pp, USD 7,8M), abaixo de 10%, ainda com o maior volume acumulado do presidencial, e manteve o favoritismo ao 3º lugar do 1º turno a 62,5%, à frente de Caiado (12,5%) e Zema (6,5%, ↓1,0pp).

No piso da disputa, Michelle Bolsonaro ficou em 1,65% (USD 8,6M), Caiado em 1,05% (USD 4,6M), Zema em 1,05% (USD 4,2M), Camilo Santana subiu a 0,95% (USD 3,8M) e Haddad ficou em 0,80% (USD 6,1M). No mercado de Senado por número de cadeiras, o PL permaneceu na ponta a 87,5% (USD 250k), e o mercado de risco institucional STF impeachment ficou estável em 2,75% (USD 82k), no piso: o dinheiro real mantém baixa a probabilidade de remoção de um ministro por impeachment antes de 2027.

No mercado de inflação anual de 2026, a banda de 5,00% a 5,49% lidera com 37,80% (USD 8k), seguida da banda de 4,50% a 4,99% com 28,40%; juntas, as duas faixas centrais somam 66,20% da probabilidade, mantendo o cenário macro precificado dentro do intervalo de 4,50% a 5,49%.

2. O que os institutos registraram

O dia não trouxe pesquisa presidencial nacional nova: a última nacional segue sendo a AtlasIntel/Bloomberg de 01/Jul (n=5.000, campo de 25 a 30/Jun), que deu 1º turno Lula 46,3% a Flávio 36,6% e 2º turno Lula 48,8% a Flávio 42,3%. Antes dela, a base de referência é a Datafolha nacional de campo 17-19/Jun (publicada em 20/Jun), que no 2º turno deu Lula 47% a 43% sobre Flávio, empate técnico (CNN Brasil). A leitura combinada mantém a divergência de nível: enquanto o mercado ainda dá folga grande, as presenciais recentes seguem em empate técnico no 2º turno.

A novidade do dia veio do plano estadual. A Datafolha de São Paulo deu Tarcísio à frente na disputa pelo governo com 46% a 30% sobre Haddad (Folha de S.Paulo), com a aprovação da gestão Tarcísio em 45% e segurança e saúde como os maiores problemas apontados (Estadão). No mesmo levantamento, Haddad aparece com a maior rejeição entre os eleitores paulistas, 47% (O Globo). Por ser pesquisa de escopo estadual, o dado dimensiona o desafio do PT no palanque paulista, mas não altera a base nacional do dashboard.

📅 Calendário de pesquisas — próximos 7 dias

Pesquisas registradas no TSE com publicação prevista entre 06/Jul e 12/Jul. Inclusão na tabela não significa publicação confirmada, institutos podem atrasar ou cancelar divulgação. Filtro aplicado: amostra ≥ 1.000. Cada protocolo linkado à consulta pública TSE.

DataInstitutoAmostraEscopoProtocolo TSEConf.
6/JulVeritá2.000estadualBR-04161/20260.7
6/JulReal Time Big Data1.600estadualBR-01372/20260.8
6/JulVeritá1.525estadualBR-04243/20260.6
7/JulOpinião Pesquisas Sociais2.000estadualBR-01893/20260.7
7/Jul100 Cidades1.600estadualBR-05997/20260.6
8/JulGerp2.000estadualBR-03067/20260.7
8/JulReal Time Big Data1.600estadualBR-04169/20260.8
8/JulIdeia/Canal Meio1.500estadualBR-05628/20260.6
8/JulECM Comunicação1.500estadualBR-07154/20260.6
9/JulConsultoria e Pesquisa Técnica1.700estadualBR-01626/20260.6
9/JulReal Time Big Data1.600estadualBR-02402/20260.8
9/JulSETA Instituto de Pesquisa1.500estadualBR-08821/20260.6

Fonte: registro público TSE via API AFOS. 🔥 destaca amostras ≥ 3.000 (nenhuma nesta janela). As pesquisas registradas para os próximos 7 dias são todas de escopo estadual, nenhuma nacional presidencial. A tabela lista as de amostra ≥ 1.500. Status "registrada ≠ publicada", a confirmação de divulgação efetiva exige verificação de duas fontes primárias antes da citação de números.

3. O que a imprensa cobriu

No campo da oposição, o tarifaço voltou ao centro da pauta com a viagem de Flávio aos Estados Unidos. O senador desembarcou nos EUA para participar de uma audiência sobre as novas tarifas contra o Brasil (O Tempo) e, ao chegar, criticou Lula, dizendo ter ido defender os brasileiros (O Globo). Segundo o relato, Flávio afirmou que Lula quer o tarifaço de Trump para obter ganho político (O Globo), reposicionando o discurso após já ter pedido a Trump, em junho, o adiamento da medida para depois da eleição.

A limitação do arranjo da direita apareceu na análise do dia: uma reportagem apontou por que Tarcísio tem pouco incentivo para entrar de cabeça na campanha de Flávio (Estadão), sinal de que o palanque mais forte da direita paulista hesita em se expor. Do lado do governo e da oposição juntos, Lula e Flávio elevaram a disputa na área da segurança pública (Acesse Política), com ambos disputando a agenda de presídios de segurança máxima como ativo eleitoral.

No calendário, a propaganda partidária interna ficou liberada a partir deste domingo (Portal O Dia), um dia depois de as regras do defeso eleitoral começarem a valer no sábado (Claudemir Pereira), impondo vedações a agentes públicos a três meses do 1º turno. No plano das pesquisas, veículos destacaram que, na direita, só Flávio consegue rivalizar com Lula (Revista Oeste), leitura que ecoa a folga que o mercado dá a Lula.

4. Divergências do dia

Mercado × pesquisa (nível): com o mercado parado, a folga grande de Lula (+38,20pp) segue sem contrapartida nas pesquisas. A última nacional (AtlasIntel 01/Jul) marca +6,5pp no 2º turno, e a Datafolha de campo 17-19/Jun dá empate técnico (47% x 43%). Nenhuma pesquisa nacional nova entrou no dia para arbitrar a divergência.

Mercado × mercado (2º lugar): o único deslocamento do dia foi interno ao book de sub-mercados: Flávio perdeu 6,0pp do 2º lugar do 1º turno (72,5%) enquanto Renan subiu a 11,4% ali, sem que o mercado de vencedor se mexesse. É realocação de probabilidade entre nomes da oposição, não mudança na leitura Lula x campo bolsonarista.

Mercado × pesquisa (Renan): a maior divergência do dashboard persiste, com Renan abaixo de 10% no mercado de vencedor (9,85%) e favorito ao 3º lugar do 1º turno (62,5%), enquanto as nacionais o medem a cerca de 4% no 1º turno. O mercado o trata como provável 3º colocado, não como candidato competitivo à vitória.

Em síntese

  1. Domingo parado: sem pesquisa presidencial nacional nova, o mercado mal se moveu, com Lula estável em 60,50% e o gap subindo de leve a +38,20pp (↑0,10pp), ainda abaixo do pico de +39,55pp de 03/Jul, num book acima de USD 110M.
  2. O único deslocamento visível foi num sub-mercado: Flávio perdeu parte do 2º lugar do 1º turno (72,5%, ↓6,0pp) para Renan (11,4%), realocação interna ao campo da oposição. A novidade fora do mercado foi a Datafolha de SP (Tarcísio 46% x Haddad 30% no governo), pesquisa estadual.
  3. Flávio foi aos EUA para uma audiência sobre o tarifaço e acusou Lula de querer a taxa por ganho político (O Globo), enquanto o mercado não reprecificou o institucional (STF impeach estável em 2,75%) e a divergência de nível com o 2º turno apertado das presenciais segue como o sinal central que a AFOS acompanha.

Fontes consultadas

matérias com link direto para a notícia (veículos âncora):

matérias secundárias (URL Google News redirect — clique resolve à matéria):

Fontes técnicas: Polymarket (cotações ao vivo via proxy AFOS, fetched 05/Jul 16:54 BRT), registro TSE (pesquisas eleitorais oficiais).

Fontes citadas neste texto: Polymarket, TSE, O Globo, Folha de S.Paulo, Estadão, CNN Brasil, O Tempo, Acesse Política, Portal O Dia, Revista Oeste, AtlasIntel, Datafolha

Método: esta síntese é gerada automaticamente a partir dos dados auditáveis da plataforma AFOS Analytics, sob regras em código versionadas em git. Todas as alegações podem ser verificadas na plataforma ou nas fontes linkadas. Entenda a governança automatizada.

Integração: para ver os dados ao vivo e as análises dos candidatos em detalhe, acesse o dashboard completo. Para entender o método em profundidade, leia O Método.

Glossário: termos políticos brasileiros usados nas sínteses (TSE, STF, BolsoMaster, lideranças envelhecidas, etc.), definições nos 3 idiomas. Ver glossário completo

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