AFOS Daily · Síntese do Dia

4 de julho de 2026

Mercado de Previsão × Pesquisas × Notícias

Síntese gerada com base em dados auditáveis. Cada alegação cita sua fonte.

A 92 dias do 1º turno, o mercado devolveu parte do recorde da véspera: Lula recuou a 60,50% (↓1,00pp) e o gap sobre Flávio caiu a +38,10pp (↓1,45pp), abaixo do pico de +39,55pp de 03/Jul, enquanto Flávio subiu a 22,40% (↑0,45pp) e recuperou o 2º lugar do 1º turno (78,5%). Sem pesquisa nacional nova, o movimento foi de mercado, e o motor de notícia virou o calendário eleitoral, com o defeso impondo vedações a agentes públicos a partir de hoje e Lula voltando a criticar Flávio no tarifaço. O volume total acumulado no presidencial supera USD 110M.

1. Mercado de previsão

A 92 dias do 1º turno, o Polymarket devolveu parte do recorde aberto na véspera. Lula recuou a 60,50% (↓1,00pp, USD 7,2M), enquanto Flávio Bolsonaro subiu a 22,40% (↑0,45pp, USD 7,2M). O gap presidencial caiu para +38,10pp (↓1,45pp), abaixo do pico de +39,55pp registrado em 03/Jul. O volume total acumulado no mercado presidencial supera USD 110M, sinal de que o ajuste ocorre em um book líquido. Como não houve pesquisa nacional nova (Seção 2), o movimento foi de mercado, não de reação a um dado eleitoral.

O terceiro nome do mercado voltou a cruzar uma marca simbólica na direção oposta: Renan Santos recuou a 9,95% (↓0,10pp, USD 7,8M) no mercado de vencedor, de volta abaixo de 10%, ainda com o maior volume acumulado do presidencial. No sub-mercado específico, manteve o favoritismo ao 3º lugar do 1º turno a 62,5%, à frente de Caiado (12,5%) e Zema (7,8%). No piso da disputa, Michelle Bolsonaro cedeu a 1,65% (↓0,60pp, USD 8,6M), Zema ficou em 1,05% (USD 4,2M), Caiado em 1,00% (USD 4,6M) e Haddad em 0,80% (USD 6,1M).

No sub-mercado de 2º lugar do 1º turno, Flávio recuperou 78,5% (↑5,5pp, USD 115k), reforçando a condição de adversário certo de Lula. No mercado de Senado por número de cadeiras, o PL permaneceu na ponta a 87,5% (USD 244k), num book fino. O mercado de risco institucional STF impeachment ficou estável em 2,80% (USD 82k), no piso: o dinheiro real mantém baixa a probabilidade de remoção de um ministro por impeachment antes de 2027.

No mercado de inflação anual de 2026, a banda de 5,00% a 5,49% lidera com 36,10% (USD 8k), seguida da banda de 4,50% a 4,99% com 28,40%; juntas, as duas faixas centrais somam 64,50% da probabilidade, mantendo o cenário macro precificado dentro do intervalo de 4,50% a 5,49%.

2. O que os institutos registraram

O dia não trouxe pesquisa nacional nova: a última nacional segue sendo a AtlasIntel/Bloomberg de 01/Jul (n=5.000, campo de 25 a 30/Jun), que deu 1º turno Lula 46,3% a Flávio 36,6% e 2º turno Lula 48,8% a Flávio 42,3%. Antes dela, a base de referência é a Datafolha de campo 17-18/Jun (publicada em 20/Jun), que no 2º turno deu Lula 47% a 43% sobre Flávio, empate técnico (CNN Brasil). A leitura combinada mantém a divergência de nível: enquanto o mercado ainda dá folga grande, as presenciais recentes seguem em empate técnico no 2º turno.

A três meses do 1º turno, veículos publicaram balanços de quem lidera as pesquisas (Terra), sem trazer números nacionais inéditos, apenas consolidando o quadro conhecido de Lula à frente e empate técnico no 2º turno.

📅 Calendário de pesquisas — próximos 7 dias

Pesquisas registradas no TSE com publicação prevista entre 05/Jul e 11/Jul. Inclusão na tabela não significa publicação confirmada, institutos podem atrasar ou cancelar divulgação. Filtro aplicado: amostra ≥ 1.000. Cada protocolo linkado à consulta pública TSE.

DataInstitutoAmostraEscopoProtocolo TSEConf.
5/JulDatafolha (SP)1.608estadualBR-06481/20260.8
6/JulVeritá2.000estadualBR-04161/20260.7
6/JulReal Time Big Data1.600estadualBR-01372/20260.8
6/JulVeritá1.525estadualBR-04243/20260.6
7/JulOpinião Pesquisas Sociais2.000estadualBR-01893/20260.7
7/Jul100 Cidades1.600estadualBR-05997/20260.6
8/JulGerp2.000estadualBR-03067/20260.7
8/JulReal Time Big Data1.600estadualBR-04169/20260.8
8/JulIdeia/Canal Meio1.500estadualBR-05628/20260.6
8/JulECM Comunicação1.500estadualBR-07154/20260.6
9/JulConsultoria e Pesquisa Técnica1.700estadualBR-01626/20260.6
9/JulReal Time Big Data1.600estadualBR-02402/20260.8
9/JulSETA Instituto de Pesquisa1.500estadualBR-08821/20260.6

Fonte: registro público TSE via API AFOS. 🔥 destaca amostras ≥ 3.000 (nenhuma nesta janela). São 21 pesquisas estaduais com amostra ≥ 1.000 registradas para publicação entre 05 e 11/Jul; a tabela lista as 13 de amostra ≥ 1.500, e nenhuma é de escopo nacional. Status "registrada ≠ publicada", a confirmação de divulgação efetiva exige verificação de duas fontes primárias antes da citação de números. O destaque é a rodada estadual da Datafolha em São Paulo (campo 01-03/Jul), prevista para sair a partir de domingo (05/Jul).

3. O que a imprensa cobriu

O motor de notícia do dia foi o calendário eleitoral. As regras do defeso eleitoral começaram a valer neste sábado (TSE), a três meses do 1º turno, impondo vedações a agentes públicos: proibição de publicidade institucional, restrições a nomeações e a transferências voluntárias de recursos, medidas que atingem Lula, governadores e prefeitos e buscam igualdade de oportunidades entre candidatos. O período segue até 25/Out em caso de 2º turno (Diário Digital).

No campo do governo e da oposição, o tarifaço seguiu como pauta. Lula voltou a criticar Flávio e Jair Bolsonaro, dizendo que as eleições de 2026 serão o 'ano da verdade' (Poder360), mantendo a soberania como eixo da campanha após o pedido de Flávio a Trump para adiar o tarifaço. Em paralelo, a crise familiar do bolsonarismo seguiu no radar: em meio ao desgaste com Michelle e a uma fala machista de aliado, Flávio afirmou que 'é a mulherada que manda' (Folha de S.Paulo).

Na articulação partidária, uma análise apontou que a janela partidária fortalece o PL, enfraquece o Centrão e pressiona Lula (Gazeta do Povo), num movimento que reforça a maior legenda da oposição. No PT, Lula delegou a decisão sobre vice e Senado a Haddad, que busca o centro (CNN Brasil), sinal de que o arranjo de chapa em São Paulo ganha peso na estratégia nacional.

4. Divergências do dia

Mercado × pesquisa (nível): o mercado recuou do recorde, mas ainda dá a Lula uma folga grande (+38,10pp) sem nenhuma pesquisa nacional nova no dia. A última nacional (AtlasIntel 01/Jul) marca +6,5pp no 2º turno, e a Datafolha de campo 17-18/Jun dá empate técnico (47% x 43%). O dinheiro real ajustou por conta própria, e a divergência de nível persiste.

Mercado × narrativa (reversão sem gatilho): o gap caiu 1,45pp num dia sem evento eleitoral novo e sem reprecificação institucional (STF impeach estável em 2,80%). O movimento foi de mercado, saída do pico após a série de altas da véspera, não reação a uma notícia específica.

Mercado × pesquisa (Renan): a maior divergência do dashboard persiste, com Renan de volta abaixo de 10% no mercado de vencedor (9,95%). Ele segue a 62,5% no sub-mercado de 3º lugar do 1º turno, enquanto as nacionais o medem a cerca de 4% no 1º turno. O mercado o trata como provável 3º colocado, não como candidato competitivo à vitória.

Em síntese

  1. Reversão: o mercado devolveu parte do recorde, com Lula recuando a 60,50% (↓1,00pp) e o gap caindo a +38,10pp (↓1,45pp), abaixo do pico de +39,55pp de 03/Jul, num book acima de USD 110M e sem pesquisa nacional nova. Flávio subiu a 22,40% e recuperou o 2º lugar do 1º turno (78,5%).
  2. O motor do dia foi o calendário: o defeso eleitoral começou, impondo vedações a agentes públicos a três meses do 1º turno (TSE), enquanto Lula voltou a criticar Flávio no tarifaço, dizendo que 2026 será o 'ano da verdade' (Poder360).
  3. O mercado não reprecificou o institucional (STF impeach estável em 2,80%), e a divergência de nível com o 2º turno apertado das presenciais (AtlasIntel 01/Jul, Datafolha 47x43) segue como o sinal central que a AFOS acompanha.

Fontes consultadas

matérias com link direto para a notícia (veículos âncora):

matérias secundárias (URL Google News redirect — clique resolve à matéria):

Fontes técnicas: Polymarket (cotações ao vivo via proxy AFOS, fetched 04/Jul 20:43 BRT), registro TSE (pesquisas eleitorais oficiais).

Fontes citadas neste texto: Polymarket, TSE, Folha de S.Paulo, Diário Digital, Poder360, Gazeta do Povo, CNN Brasil, Terra, AtlasIntel, Datafolha

Método: esta síntese é gerada automaticamente a partir dos dados auditáveis da plataforma AFOS Analytics, sob regras em código versionadas em git. Todas as alegações podem ser verificadas na plataforma ou nas fontes linkadas. Entenda a governança automatizada.

Integração: para ver os dados ao vivo e as análises dos candidatos em detalhe, acesse o dashboard completo. Para entender o método em profundidade, leia O Método.

Glossário: termos políticos brasileiros usados nas sínteses (TSE, STF, BolsoMaster, lideranças envelhecidas, etc.), definições nos 3 idiomas. Ver glossário completo

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