AFOS Daily · Síntese do Dia

18 de julho de 2026

Mercado de Previsão × Pesquisas × Notícias

Síntese gerada com base em dados auditáveis. Cada alegação cita sua fonte.

Novo dia sem pesquisa nacional e o mercado devolveu a alta da véspera: Flávio recuou a 26,50% e o gap sobre Lula (60,50%) voltou a abrir para +34,00pp, num presidencial cujo volume total acumulado soma USD 113,7M. Renan interrompeu a convergência e subiu a 8,30%. Fora das urnas, o dia foi de Moraes, que negou a visita de Milei a Bolsonaro.

1. Mercado de previsão

O mercado presidencial, cujo volume total acumulado soma USD 113,7M, passou o dia devolvendo o movimento da véspera. Flávio Bolsonaro recuou 0,55pp para 26,50% (USD 7,5M), desfazendo o repique de 1,60pp de ontem, enquanto Lula ficou parado em 60,50% (USD 7,4M). Com isso o gap entre os dois voltou a abrir, de +33,45pp para +34,00pp, por queda do adversário, não por alta de Lula. Sem pesquisa nacional nova e sem evento de urna, o vai e vem do preço de Flávio é momentum de mercado, o AFOS ajustando convicção, não reação a fato.

Na terceira via, Renan Santos interrompeu a correção que vinha fazendo e subiu 0,45pp para 8,30% (USD 8,2M), depois de três sessões descendo de 10,15% rumo aos 6% que a PoderData mediu. Michelle Bolsonaro recuou a 1,80% (USD 9,1M) e Ronaldo Caiado subiu a 1,40% (USD 5,0M), ajustes de nomes residuais sem lastro de urna.

Nos sub-mercados, o 2º lugar do 1º turno acompanhou o presidencial: Flávio cedeu a 81,50%, seguido de Renan (10,7%). No 3º lugar, Renan lidera com 68,50% e Caiado avançou a 16,50%. No Senado por cadeiras, o PL segue folgado em 85,50% (USD 250 mil), à frente do MDB (13,8%).

O mercado de impeachment de ministro do STF subiu de leve, para 3,60% (USD 84 mil), e segue perto do piso, na faixa de ruído. Vale a ressalva de método: o volume desse book é ordens de grandeza abaixo dos USD 7,4M do presidencial, então o sinal é fraco. Na inflação de 2026, a faixa modal do mercado é 5,00% a 5,49%, com 39,60%, no mesmo lugar da projeção oficial da Fazenda (5,1%), acima da meta do Banco Central.

2. O que os institutos registraram

Foi o segundo dia seguido sem pesquisa nacional nova. As últimas de escopo nacional seguem sendo a Genial/Quaest de 15 de julho (n=2.004, reliability 5) e a PoderData/Aya de 16 de julho (n=2.400). Nas duas, Lula é idêntico: 40% no 1º turno e 45% no 2º. A discordância inteira está em Flávio, medido entre 28% (Quaest) e 34% (PoderData) no 1º turno, seis pontos de diferença que caracterizam efeito de casa, não movimento do eleitorado.

No plano estadual, a Quaest do Espírito Santo deu Flávio com 42% contra 36% de Lula, um retrato local que não entra no recorte nacional do painel. Pesquisas estaduais seguem fora do dashboard nacional por regra de escopo.

📅 Calendário de pesquisas — próximos 7 dias

Pesquisas registradas no TSE com publicação prevista entre 19/Jul e 25/Jul. Inclusão na tabela não significa publicação confirmada, institutos podem atrasar ou cancelar divulgação. Filtro aplicado: amostra ≥ 1.000. Cada protocolo linkado à consulta pública TSE.

DataInstitutoAmostraEscopoProtocolo TSEConf.
21/JulReal Time Big Data2.000nacionalBR-09247/20260.3
21/JulInstituto Indexa2.000nacionalBR-02904/20260.3
22/JulGerp2.000nacionalBR-05026/20260.3
20/JulData Census Potiguar2.000estadualBR-01168/20260.3
21/JulInstituto Gazeta2.000estadualBR-07290/20260.3

Fonte: registro público TSE via API AFOS. Status registrada ≠ publicada, confirmação de divulgação efetiva exige verificação de duas fontes primárias antes da citação de números.

3. O que a imprensa cobriu

O fato político do dia foi institucional. Alexandre de Moraes, na presidência do STF durante o recesso, negou o pedido para que Javier Milei visitasse Jair Bolsonaro na prisão domiciliar. A visita estava marcada para 25 de julho, quando o presidente argentino viria ao Brasil para a convenção do PL e o lançamento da candidatura de Flávio. Em decisão monocrática, Moraes bloqueou visitas com objetivo político-eleitoral até o fim das eleições e suspendeu as visitas gerais por 30 dias, permitindo apenas advogados, médicos e fisioterapeutas. A decisão veio depois de Flávio divulgar uma carta manuscrita de Bolsonaro ao povo brasileiro, e o bolsonarismo classificou o ato como silenciamento.

No campo da oposição, Flávio Bolsonaro teve dia de depoimento agendado e nova resposta à disputa tarifária com os EUA, enquanto o PT intensificou os ataques a ele nas redes sociais. No caso Master, a Polícia Federal abriu uma frente internacional: acionou a Interpol para rastrear bens de Daniel Vorcaro nos EUA e na Europa via o mecanismo Silver Notice, num desdobramento da Operação Compliance Zero.

Do lado do governo, a Folha apontou Lula como o vencedor da semana entre os três poderes, mas a agenda dele segue travada: o Senado saiu para o recesso sem votar as prioridades, projetos ficaram no limbo e quatro medidas provisórias caducaram em julho por falta de votação.

4. Divergências do dia

Mercado × pesquisa (Renan): Renan Santos vale 8,30% no mercado de vencedor, contra 6% na melhor urna que já recebeu (PoderData 16/Jul) e 3% na Quaest (15/Jul, a de maior confiabilidade). É a maior distorção relativa do painel, e as duas casas ainda discordam de quem lidera a terceira via. Sem pesquisa nova, o preço se ajustou sozinho hoje, subindo.

Probabilidade × voto (Flávio): o mercado dá 26,50% de probabilidade de Flávio vencer a eleição, um número que mede chance de ganhar, não intenção de voto. Nas urnas ele aparece entre 28% e 34% no 1º turno. São grandezas diferentes, e o gap entre elas é o sinal que o AFOS rastreia, não um erro de pesquisa.

Mercado × narrativa (STF): apesar de a decisão de Moraes negando a visita de Milei ter dominado o noticiário, o mercado de impeachment de ministro do STF ficou em 3,60%, perto do piso. O dinheiro real precifica atrito institucional, não ruptura.

Em síntese

  1. O mercado devolveu a alta da véspera: Flávio recuou a 26,50% (↓0,55pp) e o gap sobre Lula (60,50%) reabriu a +34,00pp, sem gatilho de urna, num presidencial de US$ 113,7M.
  2. Novo dia sem pesquisa nacional (próximas em 21 e 22/Jul), e o fato do dia foi Moraes negar a visita de Milei a Bolsonaro, com a PF ainda acionando a Interpol atrás dos bens de Vorcaro.
  3. Renan segue a maior divergência do painel: 8,30% no mercado contra 6% na melhor urna e 3% na Quaest, sem pesquisa nova para arbitrar.

Fontes consultadas

matérias com link direto para a notícia (veículos âncora):

matérias secundárias (URL Google News redirect — clique resolve à matéria):

Fontes técnicas: Polymarket (cotações ao vivo via proxy AFOS, fetched 18/Jul 14:35 BRT), registro TSE (pesquisas eleitorais oficiais).

Fontes citadas neste texto: Polymarket, TSE (registro público), Correio Braziliense, Poder360, InfoMoney, VEJA, Folha de S.Paulo, Band, CNN Brasil, TVT News

Método: esta síntese é gerada automaticamente a partir dos dados auditáveis da plataforma AFOS Analytics, sob regras em código versionadas em git. Todas as alegações podem ser verificadas na plataforma ou nas fontes linkadas. Entenda a governança automatizada.

Integração: para ver os dados ao vivo e as análises dos candidatos em detalhe, acesse o dashboard completo. Para entender o método em profundidade, leia O Método.

Glossário: termos políticos brasileiros usados nas sínteses (TSE, STF, BolsoMaster, lideranças envelhecidas, etc.), definições nos 3 idiomas. Ver glossário completo

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