AFOS Daily · Síntese do Dia

9 de setembro de 2026

Mercado de Previsão × Pesquisas × Notícias

Síntese gerada com base em dados auditáveis. Cada alegação cita sua fonte.

Três pesquisas nacionais saíram no mesmo 9 de setembro e discordam sobre quem lidera o primeiro turno, com 4,1 pontos entre as pontas e campo quase todo sobreposto. No Polymarket, que soma USD 145,98M no livro presidencial, a distância entre os dois primeiros caiu de 10,65 para 6,25 pontos. E no Supremo, Flávio Dino reverteu a decisão que André Mendonça tomara na véspera contra o comando da Polícia Federal.

1. Mercado de previsão

O mercado presidencial brasileiro no Polymarket, que acumula volume total de USD 145,98M somando os contratos ativos, fechou a leitura de 9 de setembro com Lula em 52,50% (USD 10,20M) e Flávio Bolsonaro em 46,25% (USD 10,01M). Contra o preço confirmado em 8 de setembro, Lula cedeu 2,00pp e Flávio subiu 2,40pp.

No livro de 2º lugar do primeiro turno, Flávio cedeu 10,00pp e está em 78,50% (USD 696 mil), enquanto Lula subiu 9,90pp e está em 19,60% (USD 537 mil).

Entre os demais nomes do contrato de vencedor, Renan Santos subiu 0,55pp e está em 1,85% (USD 12,98M), um livro que acumula mais dinheiro que o do próprio líder apesar do preço baixo. Augusto Cury cedeu 0,15pp, para 0,70% (USD 4,43M), e Ronaldo Caiado subiu 0,10pp, para 0,25% (USD 7,35M).

O contrato de saída de ministro do Supremo por impeachment antes de 2027 cedeu 2,60pp e está em 4,85% (USD 88 mil), segundo dia consecutivo de queda. Na série desde 14 de abril ele vai de 2,10% a 19,30%, e a leitura de hoje fica dentro da faixa. Nas faixas de inflação para 2026, a de 5,00% a 5,49% segue modal, em 42,00% (USD 16,6 mil).

O contrato de 3º lugar do primeiro turno e o de maioria no Senado não recebem preço novo nesta rodada. O AFOS só publica preço que duas leituras independentes confirmem, e diz quando não há.

2. O que os institutos registraram

Três pesquisas nacionais foram divulgadas em 9 de setembro. A Ideia/Canal Meio (BR-07935/2026, campo de 4 a 7 de setembro, n=1.500, margem de 2,5pp) dá Lula à frente por 38,4% a 37,3%. A Palver (BR-05420/2026, mesmo campo, n=5.000, margem de 3pp) registra empate exato em 40% a 40%. A Gerp (BR-00251/2026, campo de 3 a 8 de setembro, n=2.400, margem de 2pp) inverte, com Flávio em 37% contra 34%.

No segundo turno, nenhuma das três dá o par a Lula: 46% a 46% na Ideia/Canal Meio, 46% a 44% para Flávio na Palver e 47% a 40% para Flávio na Gerp.

O número que mais separa as três casas não é o dos dois primeiros. Renan Santos aparece com 11% na Palver e 4% nas outras duas, uma diferença de 7 pontos que supera a soma das margens. Na rejeição, a Ideia/Canal Meio mede Lula em 46,6% e Flávio em 45,7%, enquanto a Gerp mede 49% e 40%.

Calendário de pesquisas, próximos 7 dias

Registradas no TSE para publicação entre 10 e 16 de setembro. Registro não é publicação. Filtros: escopo nacional e amostra a partir de 1.000, com protocolos linkados à consulta pública TSE.

DataInstitutoAmostraEscopoProtocolo TSEConf.
10/SetAtlasIntel5.000nacionalBR-01452/20260,9
10/SetPoderData3.000nacionalBR-04914/20260,7
10/Set100 Cidades2.000nacionalBR-02322/20260,7
11/SetVeritá40.500nacionalBR-08093/20260,7
11/SetDatafolha2.002nacionalBR-01833/20260,9
14/SetQuaest2.004nacionalBR-03607/20260,9
14/SetNEXUS2.000nacionalBR-04076/20260,7

Fonte: registro público TSE via API AFOS. Amostras a partir de 3.000 em negrito. A tabela lista as 7 NACIONAIS da janela; 58 registros não nacionais do mesmo período ficaram de fora por escopo. O status é "registrada não é publicada", e confirmar divulgação efetiva exige duas fontes primárias antes de citar número.

3. O que a imprensa cobriu

O ato institucional do dia reverteu o da véspera. Flávio Dino determinou a reintegração do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada, afastados monocraticamente por André Mendonça em 8 de setembro. Na decisão, reproduzida pela Folha de S.Paulo, Dino aponta decisão em causa própria e cita impacto sobre a investigação do fundo do filme "Dark Horse". O G1 registrou que a decisão de Dino é a que está valendo.

No mesmo 9 de setembro, Mendonça homologou a delação premiada do empresário que operou repasses ao fundo daquele filme, dinheiro ligado a Daniel Vorcaro. O acordo em si não é do dia: a Procuradoria-Geral da República já o havia fechado, e essa etapa foi noticiada em 3 de setembro. O que muda em 9 de setembro é a homologação judicial, e a decisão segue sob sigilo.

Os dois lados reagiram no mesmo dia. Lula defendeu a quebra completa do sigilo do caso Master como resposta à crise, e Flávio Bolsonaro disse que "o Brasil está sem presidente, virou várzea" depois da reintegração. O JOTA registrou que a Ideia/Canal Meio mostra o líder perdendo vantagem no primeiro turno.

4. Divergências do dia

Casa contra casa: três institutos mediram o mesmo período, com campo sobreposto de 3 a 8 de setembro, e chegaram a sinais opostos no primeiro turno. No segundo turno a amplitude entre elas vai de zero a 7 pontos no mesmo par. O painel registra as três sem escolher, porque escolher uma seria substituir medição por preferência.

Amostra contra resultado: a maior amostra do dia, os 5.000 da Palver, é a que dá empate exato, e a menor, os 1.500 da Ideia/Canal Meio, é a que dá a maior vantagem ao líder. Amostra maior reduz margem, não garante convergência entre casas.

Mercado contra pesquisa: o preço andou na direção que duas das três casas apontam, e andou mais no contrato de 2º lugar do que no de vencedor. As duas grandezas não se subtraem, porque o mercado precifica quem vence a eleição e a pesquisa mede voto declarado. O que se pode comparar é a direção, e hoje ela é a mesma.

Em síntese

O livro de 2º lugar do primeiro turno andou o dobro do de vencedor, e os dois dizem a mesma coisa. Flávio cedeu 10,00pp, para 78,50%, e Lula subiu 9,90pp, para 19,60%. No vencedor foram 2,00pp e 2,40pp, e a distância caiu de 10,65pp para 6,25pp. Num livro de USD 145,98M, o dia reprecificou quem lidera o primeiro turno, não quem vence a eleição.

Três casas mediram o mesmo período e chegaram a sinais opostos no primeiro turno. A Ideia/Canal Meio dá 38,4% a 37,3% para Lula, a Palver empate exato em 40% e a Gerp 37% a 34% para Flávio, com campo sobreposto de 3 a 8 de setembro. São 4,1 pontos entre as pontas, contra margens de 2,0 a 3,0.

Nenhuma das três dá o segundo turno ao líder, e essa é a sexta leitura nacional seguida. A sequência começa na Veritá de 6 de setembro, e a anterior, a Datafolha de 3 de setembro, dava 46% a 44% para Lula. No mesmo dia o Supremo reverteu o afastamento da cúpula da PF decidido na véspera, e o contrato de impeachment cedeu 2,60pp, para 4,85%.


Fontes consultadas

matérias com link direto para a notícia (veículos âncora):

matérias secundárias (URL Google News redirect, clique resolve à matéria):

Fontes técnicas: Polymarket (cotações ao vivo via proxy AFOS, fetched 09/Set 16:51 BRT), registro TSE (pesquisas eleitorais oficiais).

Fontes citadas neste texto: Polymarket, TSE (registro público), Gazeta do Povo, Folha de S.Paulo, G1, Poder360, CNN Brasil, UOL Notícias, Exame, CartaCapital, JOTA

Método: esta síntese é gerada automaticamente a partir dos dados auditáveis da plataforma AFOS Analytics, sob regras em código versionadas em git. Todas as alegações podem ser verificadas na plataforma ou nas fontes linkadas. Entenda a governança automatizada.

Integração: para ver os dados ao vivo e as análises dos candidatos em detalhe, acesse o dashboard completo. Para entender o método em profundidade, leia O Método.

Glossário: termos políticos brasileiros usados nas sínteses (TSE, STF, BolsoMaster, lideranças envelhecidas, etc.), definições nos 3 idiomas. Ver glossário completo

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