AFOS Daily · Síntese do Dia

10 de setembro de 2026

Mercado de Previsão × Pesquisas × Notícias

Síntese gerada com base em dados auditáveis. Cada alegação cita sua fonte.

A liderança do contrato presidencial trocou de lado pela primeira vez neste ciclo, com Flávio Bolsonaro em 52,85% contra 43,50% de Lula, num livro que acumula USD 147,09M. No mesmo dia, a Polícia Federal cumpriu 49 mandados na apuração sobre o financiamento do filme Dark Horse, que alcança o entorno da campanha que passou a liderar, e Edson Fachin cancelou a sessão do plenário do Supremo pelo segundo dia seguido.

1. Mercado de previsão

O contrato de vencedor da eleição presidencial mudou de mãos. Na leitura confirmada de 10 de setembro, às 14:20 BRT, Flávio Bolsonaro está em 52,85% (USD 10,17M) e Lula em 43,50% (USD 10,46M), contra 46,25% e 52,50% na leitura confirmada de 9 de setembro. O volume total acumulado no livro presidencial soma USD 147,09M.

O topo anterior era 45,80%, de 9 de setembro. Os 43,50% deixam Lula 24,00pp abaixo do próprio topo, de 67,50% em 16 de agosto, e a queda de 9,00pp num dia é a maior movimentação diária dele na série.

O contrato de segundo lugar do primeiro turno confirma o mesmo quadro pelo lado contrário: Flávio caiu 7,00pp e está em 71,50% (USD 718 mil), enquanto Lula subiu 4,90pp e está em 24,50% (USD 578 mil). Em outras palavras, o dinheiro passou a ver como mais provável que Lula termine o primeiro turno em segundo. No contrato de terceiro lugar, Augusto Cury é o favorito com 49,25% (USD 150 mil), à frente de Renan Santos com 42,50% (USD 300 mil) e de Ronaldo Caiado com 5,00% (USD 120 mil).

Fora do bloco principal, o contrato de impeachment no Supremo cedeu 0,50pp e está em 4,35% (USD 88 mil), 14,95pp abaixo do topo de 19,30% em 4 de setembro. O livro do Senado não recebe preço novo nesta rodada. Renan Santos segue em 2,15% com USD 13,15M acumulados, o maior volume individual do painel.

2. O que os institutos registraram

O registro do TSE fechou o dia com 851 pesquisas presidenciais, sem inserção nova e sem retirada.

A nacional do dia é a PoderData/Aya, registro BR-04914/2026, campo de 6 a 9 de setembro, 3.000 entrevistas em 623 municípios das 27 unidades da Federação e margem de 1,8 ponto. No primeiro turno ela mede Lula 38% contra 36% de Flávio Bolsonaro, com Augusto Cury em 10%, Renan Santos em 3%, Caiado em 2% e Pablo Marçal em 2%. No segundo turno dá 47% a Flávio contra 45% de Lula. A mesma rodada traz um pareamento novo, com Cury à frente de Lula por 44% a 43%.

Calendário de pesquisas, próximos 7 dias

Pesquisas registradas no TSE com publicação prevista entre 11/Set e 17/Set. Inclusão na tabela não significa publicação confirmada, porque institutos podem atrasar ou cancelar divulgação. Filtros aplicados: escopo nacional e amostra maior ou igual a 1.000. Cada protocolo linkado à consulta pública TSE.

DataInstitutoAmostraEscopoProtocolo TSEConf.
11/SetDatafolha2.002nacionalBR-01833/20260,5
11/SetVeritá40.500nacionalBR-08093/20260,2
14/SetQuaest2.004nacionalBR-03607/20260,5
14/SetNEXUS2.000nacionalBR-04076/20260,4

Fonte: registro público TSE via API AFOS. Amostras maiores ou iguais a 3.000 em negrito. A tabela lista as 4 NACIONAIS da janela; 43 registros do mesmo período ficaram de fora por escopo ou por amostra. O status é registrada e não publicada. A Datafolha confirmou divulgação para 11 de setembro, com pesquisa presidencial e de quatro estados mais o Distrito Federal.

3. O que a imprensa cobriu

O ato de maior peso do dia foi a operação da Polícia Federal na apuração sobre o financiamento do filme Dark Horse. Segundo o Poder360, foram 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal, com autorização de Flávio Dino, e a corporação aponta o deputado Mario Frias como agente central do esquema. O Valor Econômico detalha R$ 2 milhões em emendas dele ao Instituto Conhecer Brasil e R$ 645,4 mil à produtora, e a Gazeta do Povo registrou a apreensão de armas. Dino proibiu Frias de deixar o país e de manter contato com outros investigados. Flávio Bolsonaro classificou a operação como tentativa de interferência política.

A cronologia tem três datas distintas: o acordo de delação do operador dos repasses saiu em 3 de setembro, a homologação por André Mendonça em 9 de setembro, e a operação em 10 de setembro.

No Supremo, Fachin cancelou a sessão do plenário pelo segundo dia seguido, depois do primeiro cancelamento em 9 de setembro. A Gazeta do Povo liga a decisão à sessão extraordinária de 15 de setembro, que vai analisar o relatório da Polícia Federal sobre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. A BBC descreve a pressão sobre o presidente da Corte, e o O Globo registrou que o governo o acionou para derrubar o afastamento da cúpula da PF, movimento superado pela reintegração de 9 de setembro.

Nas campanhas, a Folha de S.Paulo informou que o PT convocou reunião de emergência por ver a candidatura em risco, o Metrópoles associou a desaprovação em alta à pressão sobre o governo, e a SpaceMoney registrou leitura do centrão de que Flávio saiu favorecido. A BBC reuniu a repercussão internacional.

4. Divergências do dia

Mercado x pesquisa: as duas medições apontam para o mesmo lado hoje, e a diferença de intensidade é o achado. O mercado moveu 15,60pp no vão em 24 horas; a pesquisa mede dois pontos, dentro da margem de 1,8, nos dois cenários. Preço é probabilidade de vencer a eleição e pesquisa é intenção de voto declarada, e o AFOS não subtrai uma da outra.

Notícia x preço: a operação da PF alcança o entorno da campanha que passou a liderar o contrato de vencedor, e o preço dela subiu 6,60pp no mesmo dia. Os dois fatos estão medidos e o vínculo entre eles não está. A página registra a coincidência de data sem afirmar causa.

Dentro do próprio mercado: o contrato de segundo lugar andou na direção contrária ao de vencedor, com Lula subindo 4,90pp na chance de terminar o primeiro turno em segundo. Não é contradição: um livro pergunta quem ganha a eleição e o outro, quem fica em segundo na primeira etapa.

Em síntese

A liderança do contrato presidencial trocou de lado pela primeira vez neste ciclo. Flávio Bolsonaro subiu 6,60pp e está em 52,85%, Lula caiu 9,00pp e está em 43,50%, e o vão de 6,25pp que favorecia Lula em 9 de setembro virou 9,35pp na direção oposta. Os 52,85% são o ponto mais alto da série, aberta em 14 de abril com 506 leituras.

A pesquisa do dia anda na mesma direção, com uma intensidade que não se compara. A PoderData/Aya mede 38% a 36% no primeiro turno e 47% a 45% no segundo, e os dois pontos cabem dentro da margem de 1,8 nos dois cenários, o que faz de cada um deles empate técnico. É a sétima leitura nacional seguida desde 6 de setembro sem Lula à frente no par.

A semana concentra quatro pesquisas nacionais, e a maior tem 40.500 entrevistas. Datafolha e Veritá têm divulgação prevista para 11 de setembro, Quaest e NEXUS para 14 de setembro, todas registradas no TSE e nenhuma delas confirmada até aqui.


Fontes consultadas

matérias com link direto para a notícia (veículos âncora):

matérias secundárias (URL Google News redirect, clique resolve à matéria):

Fontes técnicas: Polymarket (cotações ao vivo via proxy AFOS, fetched 10/Set 14:20 BRT), registro TSE (pesquisas eleitorais oficiais).

Fontes citadas neste texto: Polymarket, TSE (registro público), Poder360, Gazeta do Povo, CartaCapital, Folha de S.Paulo, Valor, CNN Brasil, SpaceMoney, Metrópoles, BBC, O GLOBO

Método: esta síntese é gerada automaticamente a partir dos dados auditáveis da plataforma AFOS Analytics, sob regras em código versionadas em git. Todas as alegações podem ser verificadas na plataforma ou nas fontes linkadas. Entenda a governança automatizada.

Integração: para ver os dados ao vivo e as análises dos candidatos em detalhe, acesse o dashboard completo. Para entender o método em profundidade, leia O Método.

Glossário: termos políticos brasileiros usados nas sínteses (TSE, STF, BolsoMaster, lideranças envelhecidas, etc.), definições nos 3 idiomas. Ver glossário completo

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