AFOS Daily · Síntese do Dia

3 de julho de 2026

Mercado de Previsão × Pesquisas × Notícias

Síntese gerada com base em dados auditáveis. Cada alegação cita sua fonte.

A 93 dias do 1º turno, o mercado abriu um novo recorde: Lula rompeu 61% (61,50%, ↑1,00pp) e o gap sobre Flávio disparou a +39,55pp (↑1,00pp), acima do pico da véspera, com Renan voltando acima de 10%. Sem pesquisa nacional nova, o movimento foi de momentum, e o motor de notícia migrou para o tarifaço, com Lula chamando a carta de Flávio a Trump de 'entreguismo inaceitável' e o PT fazendo da soberania o eixo da campanha, enquanto Flávio revidou dizendo que o presidente 'quer deixar o Brasil igual a Cuba'. No institucional, Toffoli impôs sigilo absoluto ao pedido da defesa de Vorcaro, mas o mercado não reprecificou o risco. No exterior, Keiko Fujimori foi proclamada presidente do Peru. O volume total acumulado no presidencial supera USD 109,8M.

1. Mercado de previsão

A 93 dias do 1º turno, o Polymarket abriu um novo recorde de divergência. Lula rompeu 61% pela primeira vez, a 61,50% (↑1,00pp, USD 7,2M), superando o topo histórico da véspera, enquanto Flávio Bolsonaro ficou estável a 21,95% (USD 7,2M). O gap presidencial disparou para +39,55pp (↑1,00pp), acima do pico anterior de +38,65pp registrado em 02/Jul. O volume total acumulado no mercado presidencial supera USD 109,8M, sinal de que o quadro se sustenta em um book líquido. Como não houve pesquisa nacional nova (Seção 2), o movimento foi de momentum, não de reação a um dado eleitoral.

O terceiro nome do mercado voltou a cruzar uma marca simbólica: Renan Santos subiu a 10,05% (↑0,10pp, USD 7,8M) no mercado de vencedor, de volta acima de 10%, ainda com o maior volume acumulado do presidencial. No sub-mercado específico, manteve o favoritismo ao 3º lugar do 1º turno a 65,5%, à frente de Caiado (16,0%) e Zema (7,5%). No piso da disputa, a 3ª via seguiu no chão: Zema em 1,05% (↓0,60pp, USD 4,2M), Caiado a 1,05% (↓0,20pp, USD 4,6M) e Haddad a 0,75% (↓0,30pp, USD 6,1M). Michelle Bolsonaro ficou em 2,25% (USD 8,6M).

No sub-mercado de 2º lugar do 1º turno, Flávio recuou a 73,0% (↓5,5pp, USD 115k), mas seguiu como o adversário certo de Lula. No mercado de Senado por número de cadeiras, o PL subiu na ponta a 87,5% (USD 244k), num book fino. O mercado de risco institucional STF impeachment ficou estável em 2,75% (USD 82k), no piso: o dinheiro real mantém baixa a probabilidade de remoção de um ministro por impeachment antes de 2027, mesmo com o caso Master de volta ao noticiário (Seção 3).

No mercado de inflação anual de 2026, a banda de 5,00% a 5,49% lidera com 36,10% (USD 8k), seguida da banda de 4,50% a 4,99% com 28,30%; juntas, as duas faixas centrais somam 64,40% da probabilidade, mantendo o cenário macro precificado dentro do intervalo de 4,50% a 5,49%.

2. O que os institutos registraram

O dia não trouxe pesquisa nacional nova: a última nacional segue sendo a AtlasIntel/Bloomberg de 01/Jul (n=5.000, campo de 25 a 30/Jun), que deu 1º turno Lula 46,3% a Flávio 36,6% e 2º turno Lula 48,8% a Flávio 42,3%, com aprovação do governo em 45,9% e desaprovação em 52,3%. Antes dela, a base de referência é a Datafolha de campo 17-18/Jun, que no 2º turno deu Flávio crescendo e empatando com Lula (47% a 43%) (CNN Brasil). A leitura combinada mantém a divergência de nível: enquanto o mercado abre folga recorde, as presenciais recentes seguem em empate técnico no 2º turno.

No plano estadual, o dia trouxe uma pesquisa de governo: Sergio Moro lidera a disputa pelo governo do Paraná (Poder360). Pesquisas estaduais não entram no painel nacional do AFOS, mas ajudam a contextualizar a distância entre o gap de mercado e a disputa no terreno.

📅 Calendário de pesquisas — próximos 7 dias

Pesquisas registradas no TSE com publicação prevista entre 04/Jul e 10/Jul. Inclusão na tabela não significa publicação confirmada — institutos podem atrasar ou cancelar divulgação. Filtro aplicado: amostra ≥ 1.000. Cada protocolo linkado à consulta pública TSE.

DataInstitutoAmostraEscopoProtocolo TSEConf.
05/JulDatafolha (SP)1.608estadualregistro TSE0.9
06/JulReal Time Big Data1.600estadualregistro TSE0.6
06/JulVeritá2.000estadualregistro TSE0.5
07/JulOpinião2.000estadualregistro TSE0.6
08/JulGerp2.000estadualregistro TSE0.5

Fonte: registro público TSE via API AFOS. 🔥 destaca amostras ≥ 3.000 (nenhuma nesta janela). Status "registrada ≠ publicada" — confirmação de divulgação efetiva exige verificação de duas fontes primárias antes da citação de números. Não há pesquisa nacional de grande porte prevista nos próximos 7 dias; o destaque é a rodada estadual da Datafolha em São Paulo (presidencial, governo e Senado), prevista para começar a sair a partir de domingo (05/Jul).

3. O que a imprensa cobriu

O motor de notícia do dia migrou para o tarifaço e a soberania. Depois de Flávio pedir a Trump para adiar a medida, Lula reagiu à carta, classificando a articulação como 'entreguismo inaceitável' (Estadão). O PT transformou o tema no eixo da campanha, chamando a articulação dos Bolsonaro de 'entreguismo' e tratando a soberania como bandeira central (CartaCapital). Do outro lado, Flávio revidou dizendo que Lula 'quer deixar o Brasil igual a Cuba' (Poder360), numa escalada em que a associação a Trump virou eixo de disputa.

No campo institucional, o caso Master voltou ao noticiário. O ministro Dias Toffoli impôs sigilo absoluto ao pedido da defesa de Daniel Vorcaro no STF (Migalhas), decisão monocrática que eleva ao nível máximo a restrição a uma reclamação que contesta a operação da PF. Segundo a cobertura, a Polícia Federal sinalizou preocupação em preservar as provas e evitar a anulação do caso (CNN Brasil). O mercado, porém, não reprecificou o risco: o STF impeachment ficou estável em 2,75%.

No campo da oposição, a crise familiar do bolsonarismo seguiu como pano de fundo. Em meio ao desgaste com Michelle e a uma fala machista de aliado, Flávio afirmou que 'é a mulherada que manda' (Folha de S.Paulo). No exterior, um desdobramento entrou no radar da campanha: com a proclamação da vitória no Peru, Flávio parabenizou Keiko Fujimori, eleita presidente, dizendo que 'a próxima peça é o Brasil' (G1). No calendário eleitoral, as convenções partidárias começam ainda neste mês (INFOSAJ), a partir de 20/Jul, com só 3 dos 13 pré-candidatos com vice definido.

4. Divergências do dia

Mercado × pesquisa (nível): o mercado abriu um novo recorde de gap (+39,55pp) sem nenhuma pesquisa nacional nova no dia. A última nacional (AtlasIntel 01/Jul) marca +6,5pp no 2º turno, e a Datafolha de campo 17-18/Jun dá empate técnico (47% x 43%). O dinheiro real precifica momentum, não um dado eleitoral, e a divergência de nível só aumentou.

Mercado × narrativa (institucional): num dia em que Toffoli impôs sigilo absoluto ao pedido da defesa de Vorcaro e a PF sinalizou preocupação com a preservação das provas, o STF impeachment ficou estável em 2,75%. O mercado tratou o avanço do caso Master como ruído político, sem elevar a probabilidade de remoção de um ministro.

Mercado × pesquisa (Renan): a maior divergência do dashboard persiste, com Renan de volta acima de 10% no mercado de vencedor (10,05%). Ele segue a 65,5% no sub-mercado de 3º lugar do 1º turno, enquanto as nacionais o medem a cerca de 4% no 1º turno. O mercado o trata como provável 3º colocado, não como candidato competitivo à vitória.

Em síntese

  1. Novo recorde: o mercado levou Lula a romper 61% (61,50%, ↑1,00pp) e o gap disparou a +39,55pp (↑1,00pp), acima do topo de 02/Jul, num book acima de USD 109,8M e sem pesquisa nacional nova. Renan voltou acima de 10% (10,05%).
  2. O motor do dia foi o tarifaço: Lula chamou a carta de Flávio a Trump de 'entreguismo inaceitável' e o PT fez da soberania o eixo da campanha (Estadão, CartaCapital), enquanto Flávio revidou dizendo que Lula 'quer deixar o Brasil igual a Cuba' (Poder360).
  3. Toffoli impôs sigilo absoluto ao pedido da defesa de Vorcaro no STF e a PF sinalizou preocupação em evitar anulação (Migalhas, CNN Brasil), mas o mercado não reprecificou o risco, mantendo o STF impeachment estável em 2,75%. No exterior, Keiko Fujimori foi proclamada presidente do Peru (G1).

Fontes consultadas

matérias com link direto para a notícia (veículos âncora):

matérias secundárias (URL Google News redirect — clique resolve à matéria):

Fontes técnicas: Polymarket (cotações ao vivo via proxy AFOS, fetched 03/Jul 19:07 BRT), registro TSE (pesquisas eleitorais oficiais).

Fontes citadas neste texto: Polymarket, TSE (registro público), Migalhas, CNN Brasil, Estadão, CartaCapital, Poder360, Folha de S.Paulo, G1, INFOSAJ, AtlasIntel, Datafolha

Método: esta síntese é gerada automaticamente a partir dos dados auditáveis da plataforma AFOS Analytics, sob regras em código versionadas em git. Todas as alegações podem ser verificadas na plataforma ou nas fontes linkadas. Entenda a governança automatizada.

Integração: para ver os dados ao vivo e as análises dos candidatos em detalhe, acesse o dashboard completo. Para entender o método em profundidade, leia O Método.

Glossário: termos políticos brasileiros usados nas sínteses (TSE, STF, BolsoMaster, lideranças envelhecidas, etc.), definições nos 3 idiomas. Ver glossário completo

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